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Travelplan aposta em oferta mais diversificada

Por a 9 de Novembro de 2018


Conhecido sobretudo pela oferta para as ilhas espanholas e para as Caraíbas, o operador turístico alargou o seu leque de programação e apresenta destinos operados pela companhia aérea também do grupo Globalia, a Air Europa. A parceria com a MSC Cruzeiros para cruzeiros à partida de Miami é outra das novidades da Travelplan, adianta Júlio Silva, chefe de vendas para Portugal da Travelplan.

Como correu este Verão de 2018 para a Travelplan?
Correu bem, dentro dos números que estavam previstos. A venda antecipada correu bem, as pessoas cada vez mais estão a reservar com antecedência. Portanto, lugares de risco foram ocupados a 100%. Ainda falta atingir o orçamento final, ainda temos três meses de venda, mas este ano está feito e está dentro do que era expectável.

E o que era expectável?
Houve um pequeno decréscimo, porque, como sabe, foi vendida a rede de distribuição do grupo [em Portugal], logo aí houve uma diminuição e dentro do que foi estipulável. Quando se tem uma rede de distribuição no grupo, factura-se mais, o grupo saiu mas a verdade é que o mercado reagiu bem, continuou a comprar-nos e a ter confiança em nós.

Que estratégias tomaram para colmatar esta saída da Halcon do grupo Globalia em Portugal? Apostou-se em campanhas com vários dos principais grupos [de agências de viagens]. Voltou-se ao módulo da festa onde fizemos a apresentação da programação, onde estiveram os nossos melhores clientes, isso também demonstra ao mercado que estamos cá, que temos força e vamos continuar. Agora vamos fazer no Porto, no dia 18 de Outubro, não numa forma de apresentação, mas mais de agradecimento e já apresentando o que vai ser a programação de Inverno.

Dentro da oferta da Travelplan para este Verão, onde se destacou Saïdia e Cuba a nível de risco, bem como Ilhas Espanholas, que produtos foram mais procurados pelo mercado português? E o que é que podia ter corrido melhor?
Praticamente, correu tudo bem. Além de ter pouco risco, por exemplo, outros destinos que continuámos a vender, sendo que o número um da Travelplan é, sem dúvida, Cuba, logo de seguida foi Marrocos, seguido, mesmo sem risco, das Caraíbas – México e República Dominicana. Cada vez mais apoiamos a companhia aérea da casa, que é a Air Europa, e continuamos a vender bastante. A nossa mais-valia [para estes destinos] é, efectivamente, o cliente não ter de fazer as sete noites. A ser linha regular pode desfrutar das noites que quiser, quatro, sete, onze, e o cliente tem consciência disso. Ao operar com três frequências de Lisboa e outras três do Porto [para Madrid], as ligações são muito boas. Sobretudo os clientes do Norte preferem optar por ir via Madrid, porque em vez de vir a Lisboa, sai do Porto para Madrid, despacha as bagagens directamente. Para eles é até melhor porque saem directamente do Porto, escusam de vir a Lisboa.

O facto do grupo Globalia ter uma companhia aérea própria, bem como hotéis – Be Live Hotels -, é uma mais-valia para o cliente final?
Sem dúvida nenhuma. Até ao nível da Air Europa, existem taxas que, se for com charters, têm de pagar. Estou a recordar-me, por exemplo, do México em que existe uma taxa de saída de 60 euros por pessoa, o que numa família de três pessoas é muito dinheiro. Se voar com a companhia da casa, a Air Europa, já estão incluídas. Na República Dominicana, por exemplo, existe uma taxa de entrada e de saída, mas que já está incluída na Air Europa.

A oferta da Travelplan actualmente para o mercado português está muito diferente daquilo que foi noutros tempos, com menos operações de risco, entre outras. O que é que mudou no operador turístico?
Mudou a perspectiva. Ao entrarem vários operadores para o mercado, verificou-se uma saturação de lugares. O que a Travelplan fez foi tentar manter os preços correspondentes ao que realmente estes lugares valem e, porque temos a companhia da casa, o que se pretende é que a Travelplan seja, cada vez mais, um operador da casa. Ou seja, apostar cada vez mais na casa.

Com a Air Europa, o vosso leque de ofertas também alargou. Para este Inverno o que têm para apresentar ao mercado português?
Para já, todos os destinos da América do Sul. Para este Inverno, vamos ter uma novidade que vai ser uma mais-valia, juntámo-nos à MSC Cruzeiros incluindo todos os voos à saída de Lisboa ou do Porto para Miami com possibilidade de extensão a cidade ou praia. Sai com a Air Europa, do Porto ou de Lisboa, vai para Miami, faz o cruzeiro de sete noites e tem a possibilidade ainda de fazer uma extensão ao México ou à República Dominicana. Isso é uma das novidades para este Inverno. Já lançámos também a venda antecipada para o Verão de 2019, até 31 de Outubro de 2019. Lançámos também a oferta para Noivos, sendo que este ano temos os Noivos Premium, onde têm mais regalias, desde excursões, tipologias de quartos diferentes. A 2 de Outubro, lançámos também outro produto novo, Eilat, no sul de Israel, que é uma estância balnear que permite fazer praia ou combinados, mas também circuitos com a Jordânia, Telavive, entre outros. Para Fevereiro, vamos lançar o Panamá, para onde a Air Europa vai começar a voar. É outro destino onde poderemos fazer praia e combinados ou circuitos. Vamos lançar, em Junho, também Porto-Iguaçu, na parte da Argentina, para onde a Air Europa vai também começar a voar, o que nos dá a possibilidade de oferecer combinados ou circuitos neste destino, que incluam as Cataratas de Iguaçu ou a própria Argentina, por exemplo. As novidades são muitas com a Air Europa mas falta ainda saber o que vamos oferecer em charter no próximo Verão, mas não irá fugir muito do que tivemos este ano, como Saïdia.

No que diz respeito à oferta de produtos em voos regulares que tiveram este ano, qual foi a receptividade dos clientes portugueses?
A aceitação é muito boa. Sobretudo para a zona Norte do País tem vantagens, porque para apanhar os charters têm de vir a Lisboa e quando saem com a Air Europa vão directamente para Madrid. Continuamos a vender muito Cuba à saída de Lisboa, porque o cliente não quer fazer só as sete noites, quer fazer nove noites, há uma maior flexibilidade.

Na vossa apresentação em Maio, referiram que o vosso website ia ser renovado após o Verão. Que inovações vão ser essas?
O website vai ser mais ‘user friendly’, ou seja, mais acessível e fácil para os agentes de viagens trabalharem.

Expectativas

As expectativas para o próximo ano são de recuperar os números de outrora da Travelplan, quando tinham a rede de agências do grupo?
Sim, a tendência vai ser de crescimento, ao ter mais produto. Acredito nesta aposta com a MSC Cruzeiros, julgo que é um grande produto, pois os pacotes que vamos fazer já têm tudo incluído para os cruzeiros à saída de Miami, o cliente não vai ter de se preocupar com nada. Acredito que vai ser uma grande aposta e vai funcionar bem.

Que outras iniciativas os agentes de viagens podem contar por parte da Travelplan?
Temos previsto a realização de algumas famtrips, o que faz com que a aproximação [com os agentes] seja maior. Temos uma ou duas previstas com agentes de viagens só de Portugal, para destinos como Cuba, Punta Cana ou Recife/Porto de Galinhas, pois a Air Europa também voa para lá e é um destino pelo qual queremos puxar.

Como está a decorrer a performance do banco de camas Welcome Beds? Quais os objectivos para o mesmo?
Pretende-se cada vez mais as integrações com as agências, sermos competitivos e um banco de camas de referência. A Welcome Beds já tem 150 mil camas integradas e queremos, daqui a dois ou três anos, ser um banco de camas de referência. Estamos a crescer brutalmente.

Que mais-valias a Welcome Beds oferece?
Oferece camas em quase todo o mundo, actividades, como excursões, transfers, entre outros. O website é muito simples de utilização e completo a nível de informação, mais do que alguns [bancos de camas], além de ser fácil de reservar. A Welcome beds está no bom caminho.

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