Anulado concurso público de privatização de 49% do capital social da Azores Airlines

Por a 9 de Novembro de 2018 as 12:52

O Governo dos Açores decidiu dar orientações ao Conselho de Administração do Grupo SATA para anular o presente concurso público de privatização de 49% do capital social da Azores Airlines e preparar o lançamento de um novo concurso com o mesmo objectivo. A decisão acontece depois de terem sido tornados públicos documentos confidenciais relativos à proposta do Grupo Icelandair para alienação de 49% do capital social da Azores Airlines.

Num comunicado divulgado esta sexta-feira, dia 9 de Novembro, o Governo dos Açores explica que “face à sucessiva divulgação pública ocorrida ontem e hoje desses documentos, considera estarmos perante uma gravíssima falha nos deveres de colaboração, correcção, respeito e lealdade institucionais.

“Tão grave quanto isso é, num processo que envolve uma entidade privada que manifestou interesse na privatização da Azores Airlines, a circunstância dessa situação poder ser entendida como uma grave violação da confiança e da boa fé negociais. Os comportamentos em causa e os factos verificados de divulgação pública desses documentos têm como consequência directa e imediata a quebra absoluta das condições mínimas imprescindíveis para a conclusão do actual processo de privatização de 49% do capital social da Azores Airlines.

O indivíduo e/ou indivíduos que planearam e executaram a divulgação pública dos documentos relativos à privatização da referida empresa, situação que configura a prática de um crime, causaram um sério dano ao Grupo SATA e aos Açores.

Como qualquer Açoriano compreenderá, esses comportamentos são demasiado graves e prejudicais aos interesses dos Açorianos.

Por todo o exposto, o Governo decidiu dar orientações ao Conselho de Administração do Grupo SATA para anular o presente concurso público de privatização de 49% do capital social da Azores Airlines e preparar o lançamento de um novo concurso com o mesmo objetivo.

Para além disso, será apresentada queixa junto do Ministério Público para o apuramento das responsabilidades criminais pela divulgação dos referidos documentos confidenciais”.

Deixe aqui o seu comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *