Portugal teve a maior percentagem de voos com perturbações até Setembro

Por a 29 de Outubro de 2018 as 16:47

Portugal foi o país da União Europeia (UE) que registou a maior percentagem de voos com perturbações entre 1 de Janeiro e 30 de Setembro de 2018, segundo uma análise da AirHelp, que apurou que, neste período, 35% dos voos com partida de território nacional chegaram ao destino com um atraso superior a 15 minutos ou foram cancelados.

“Portugal evidencia-se pelos piores motivos, ao registar a maior percentagem de perturbações em voos: 35% dos voos com partida do nosso país chegaram ao destino com mais de 15 minutos de atraso ou foram cancelados. Se ordenarmos a lista pelo total de voos com perturbações, Portugal fica também no Top 10 das piores performances: ocupa a sexta posição”, refere a empresa especialista na defesa dos passageiros aéreos numa nota enviada à imprensa.

De acordo com a AirHelp, durante o período em análise, “registaram-se cerca de 48.440 voos com atraso e 2.010 cancelamentos” em Portugal, ainda que o país com maior número absoluto de voos com perturbações tenha sido a Alemanha, enquanto a Espanha e a Dinamarca foram os países que apresentaram a menor percentagem de perturbações (23%).

“Apesar da elevada percentagem de voos problemáticos registada em Portugal, é a Alemanha que apresenta o número mais elevado de voos com perturbações: cerca de 174.740 voos foram afetacdos por atrasos e 14.530 foram cancelados”, acrescenta a AirHelp.

Entre os restantes países com maior tráfego, a AirHelp apurou que o Reino Unido, apesar de ter um número total de voos superior à Alemanha, apresenta menos voos com perturbações (cerca de 180.240), destacando também a performance apresentada pela Espanha, que “embora apresente um total de voos semelhante ao da Alemanha regista menos perturbações (cerca de 136.870)”.

“Este ano, a Europa experienciou um caos inédito nas suas ligações aéreas, o qual afectou milhões de pessoas. A Alemanha é o país europeu onde as companhias aéreas devem mais aos seus passageiros. Isso deve-se, principalmente, às greves que atingiram a Ryanair e à batalha pelas quotas de mercado, na sequência das falências da Air Berlin e da Niki. Como resultado, muitas companhias aéreas assumiram os tempos de partida e chegada nos aeroportos, chamados slots, embora não tivessem aviões ou tripulantes suficientes”, atribui Bernardo Pinto, Brand Manager e porta-voz da AirHelp em Portugal, citado em comunicado.

A AirHelp lembra que, em caso de atrasos superiores a três horas, cancelamentos de voos ou impedimento de embarque, os passageiros podem ter direito a uma compensação até 600 euros por pessoa, desde que o aeroporto de partida se encontre dentro da UE ou que a companhia aérea tenha sede na EU e sempre que a perturbação seja causada pela própria companhia.

 

 

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