Turismo do Centro quer apoios para recuperar empreendimentos afectados pelo Leslie

Por a 23 de Outubro de 2018 as 16:14

O presidente do Turismo do Centro de Portugal, Pedro Machado, pediu ao Governo e ao Turismo de Portugal a “criação imediata de medidas de apoio” para os mais de 100 empreendimentos atingidos pela passagem na região do furacão Leslie, a 13 de Outubro.

De acordo com a Lusa, que cita Pedro Machado, a primeira medida reivindicada pelo Turismo do Centro passa pela criação de uma “linha de tesouraria”, que funcione como um fundo de maneio, ajudando os empresários mais afectados a cumprir obrigações financeiras a curto prazo, nomeadamente o pagamento de salários.

“Já fizemos essa proposta ao Turismo de Portugal e estamos a aguardar uma resposta”, disse Pedro Machado, lembrando que uma linha semelhante funcionou com bons resultados após os incêndios de 2017.

O Turismo do Centro propôs também à Secretaria de Estado do Turismo a criação de “uma linha de crédito especial”, semelhante à que foi criada para o sector agrícola e que poderia “minimizar o impacto daquilo que não está coberto pelos seguros, ou, eventualmente, verbas ou operações que não tenham elegibilidade, proporcionado aos empresários um instrumento financeiro que lhes permita amenizar a situação”, acrescentou Pedro Machado.

O levantamento dos prejuízos causados pela passagem da tempestade na região ainda está a decorrer, num trabalho partilhado entre o Turismo do Centro, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional e os municípios afectados, não existindo ainda uma estimativa financeira total.

“O levantamento ainda não está concluído, mas tudo aponta para graves prejuízos, numa zona onde há unidades que ainda não recuperaram completamente dos incêndios de 2017”, frisa Pedro Machado, lembrando que em pouco mais de um ano o Centro do país foi afectado por três catástrofes naturais que deixaram um rasto de destruição e morte.

Entretanto, o Turismo do Centro começou já a trabalhar numa campanha de promoção da região destinada a atrair visitantes, em especial para as festas do final do ano, e que, numa primeira fase, é destinada ao “mercado nacional alargado” (Portugal e algumas regiões de Espanha), ainda que Pedro Machado admita que seja estendida a outros países.

Vai ser também feita uma campanha semelhante à que ocorreu com sucesso no ano passado, que aposta na criação e venda de cabazes de Natal com produtos do Centro do país, que “será mais uma oportunidade para os portugueses manifestarem a sua extraordinária solidariedade com esta região”, resumiu o presidente do Turismo do Centro de Portugal.

Recorde-se que o furação Leslie, que chegou a Portugal como tempestade tropical a 13 de Outubro, atingiu mais de uma centena de empreendimentos turísticos em 31 concelhos, havendo a registar prejuízos em hotéis, unidades de turismo rural, parques de campismo, restaurantes, parques de diversões e escolas de surf.

A orla costeira entre Leiria e Aveiro foi a zona mais afectada, sobretudo na Marinha Grande, Figueira da Foz, Montemor-o-Velho, Cantanhede, Mira, Vagos e Ílhavo, mas a destruição atingiu também zonas do interior, como Soure, Penacova, Anadia, São Pedro do Sul ou Figueiró dos Vinhos.

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