Obras no Palácio D. Manuel já arrancaram

Por a 22 de Outubro de 2018 as 11:59

As obras de requalificação  do Palácio D. Manuel, em Évora, já arrancaram e devem prolongar-se por um prazo de 600 dias, servindo para transformar o edifício histórico num centro interpretativo e de acolhimento a turistas, avança a Lusa, que cita um comunicado da autarquia.

“As obras de requalificação do Palácio de D. Manuel já estão em curso”, explica o município num comunicado envido à Lusa, onde se lê ainda que as obras de transformação do edifício têm um prazo de 600 dias e vão custar cerca de 1,2 milhões de euros.

A empreitada, contratualizada por mais de 1,2 milhões de euros, é financiada a 85% por fundos comunitários, ao abrigo do Programa Operacional Alentejo 2020, sendo os restantes 15% suportados pela autarquia.

O projecto é assinado pelos arquitectos Victor Mestre, da Universidade de Coimbra, e Sofia Aleixo, da Universidade de Évora, e a intervenção, assinala a autarquia, pretende “dotar todo o edifício de modernas condições de segurança e funcionalidade”.

“Este icónico monumento”, que já completou cinco séculos de existência, “vai beneficiar de obras de conservação e consolidação estrutural que, entre outros, incluem trabalhos de estabilidade na cobertura”, indica a Câmara Municipal de Évora.

Com as intervenções, também o acesso ao edifício vai ficar “mais funcional”, uma vez que está prevista a instalação de “um elevador adaptado a visitantes com mobilidade reduzida” e a criação de “um novo acesso a partir da Praça 1.º de Maio”.

A adaptação das instalações sanitárias ou a renovação das condições térmicas e acústicas são outras das valências objecto de requalificação, indica o município, realçando, contudo, que o projecto não envolve alterações no exterior do palácio, que vai “conservar a linha estética que o caracteriza”.

A requalificação do Palácio de D. Manuel está integrada no projecto do “Centro de Acolhimento Turístico e Interpretativo de Évora e Alentejo Central” que, “num futuro próximo”, acrescenta a autarquia, vai envolve “toda a Praça 1.º de Maio, com adaptação dos edifícios do Mercado e do Museu de Artesanato”.

O objectivo passa por criar “estruturas que possam responder ao nível de exigência dos fluxos turísticos, nomeadamente no que se refere ao apoio geral, logística e informação qualificada, não apenas sobre a cidade de Évora, mas também” sobre “todo o Alentejo Central”, referiu.

Recorde-se que, já em Julho, o presidente da autarquia, Carlos Pinto de Sá, tinha explicado à Lusa que, após as obras de requalificação, o monumento iria “continuar a receber conferências e reuniões”, passando, no entanto, a contar com “um centro interpretativo da cidade” e a servir como “primeira porta de recepção ao turista”.

O Palácio de D. Manuel, actualmente com vocação cultural, data do século XIV, época em que terá começado a funcionar como residência e Paço Real, enquanto parte de um complexo único que englobava um convento, a Igreja de S. Francisco e o Paço Real.

 

 

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