TAP com prejuízo de 90 milhões de euros no primeiro semestre

Por a 28 de Setembro de 2018 as 17:56

A TAP aumentou em 18% as suas vendas globais durante o primeiro semestre do ano, indicador que foi, ainda assim, insuficiente para contrariar um resultado operacional negativo de 47 milhões de euros e um prejuízo que chegou aos 90 milhões de euros.

Numa nota informativa enviada à imprensa, a TAP refere que “o primeiro semestre foi desafiador”, em função do “forte aumento do preço dos combustíveis (+36%), pela volatilidade nas moedas dos principais mercados da TAP e por irregularidades operacionais”.

“Os gastos não-recorrentes totalizaram 40 milhões de euros, impacto negativo que contribuiu para um resultado operacional de -47 milhões de euros (face a um resultado operacional de -43 milhões de euros em igual período do ano anterior) e um prejuízo líquido de 90 milhões de euros no semestre (face a prejuízo líquido de 54 milhões de euros no primeiro semestre de 2017)”, refere a companhia aérea.

Excluindo o efeito de itens não-recorrentes, acrescenta a TAP, “o resultado operacional teria sido -7 milhões de euros (face a um resultado operacional recorrente de -59 milhões de euros no primeiro semestre do ano anterior) e o prejuízo líquido teria sido 58 milhões de euros (face a prejuízo líquido de 67 milhões de euros em igual período de 2017)”.

Mas nem tudo foi negativo, já que nos primeiros seis meses do ano, as vendas globais da companhia subiram 18%, com destaque para “os mercados português, brasileiro e norte-americano que, no conjunto, cresceram aproximadamente 15% e representaram 56% do total das vendas da TAP”.

Além destes três mercados, a companhia diz que houve outros com “evoluções muito positivas face ao período homólogo do ano anterior”, a exemplo da Áustria (44%), a Alemanha (42%), o Reino Unido (28%) e Espanha (19%).

A contribuir para os resultados positivos da companhia esteve também a TAP ME Brasil, cuja reestruturação “teve um avanço significativo, com redução total de aproximadamente 1000 colaboradores, praticamente metade do quadro de funcionários da subsidiária no início deste processo”.

“Ao ajustar a capacidade da operação à procura atingiu-se uma elevada utilização que, juntamente com uma nova política comercial e diversas iniciativas de corte de custos, permitiram à subsidiária registar um lucro operacional, excluindo custos com reestruturação, de aproximadamente um milhão de euros”, acrescenta a TAP, relativamente à TAP ME Brasil.

Importantes para os resultados foram também os acordos salariais fechados com a maioria das classes profissionais da companhia, que “também se traduziram em aumentos salariais importantes, garantindo a paz social para os próximos cinco anos”.

Nos primeiros seis meses do ano, a TAP “efectuou também diversos investimentos para melhorar a pontualidade da operação, nomeadamente a contratação de mais tripulantes, a disponibilidade de aviões de reserva, a contratação de um estudo de melhoria da capacidade aeroportuária em Lisboa e o desenvolvimento de novos processos internos”, refere a companhia.

A companhia considera que o segundo semestre “terá, como é habitual, uma contribuição fundamental para o resultado anual da TAP”, uma vez que “além de tradicionalmente mais forte, este semestre beneficiará ainda dos planos da Companhia para minorar irregularidades, designadamente, a contratação e formação de mais pilotos e tripulantes de cabina, bem como alterações à estrutura de planeamento de escalas e medidas para incrementar a pontualidade”, além de ser também “um período de expansão, uma vez que a companhia irá receber novos aviões, nomeadamente o novo A330neo”.

 

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