PM diz que “não há turistas a mais em Portugal” e quer Turismo a valer 10% do PIB

Por a 27 de Setembro de 2018 as 11:55

O primeiro-ministro, António Costa, disse esta quinta-feira, 27 de Setembro, na abertura da IV Cimeira do Turismo Português, que “não há turistas a mais em Portugal” e que é preciso “aumentar a intensidade do Turismo”, de forma a “atingir a média europeia e chegar a 10%” do PIB.

“Ao contrário daquela ideia, que muitas vezes vai passando, de que há turistas a mais em Portugal, quero dizer que não há turistas a mais em Portugal, pelo contrário, temos que aumentar a intensidade do Turismo em Portugal”, começou por afirmar o primeiro-ministro, considerando que o peso do sector no PIB é um indicador que “demonstra bem como ainda estamos aquém de onde podemos chegar”.

“Quando o Turismo vale, no conjunto da União Europeia, 10% do PIB e, em Portugal, ainda só vale 8%, o que temos a dizer é que, pelo menos, temos que atingir a média europeia e chegar a esses 10% do peso do Turismo no conjunto do nosso produto”, afirmou o governante.

Para aumentar ainda mais o peso do Turismo, António Costa diz que é preciso “continuar a trabalhar”, dando como exemplo as parcerias público-privadas que, segundo o primeiro-ministro, se aplicam “com propriedade” ao Turismo, já que “é da confluência da estratégia das políticas públicas com a iniciativa privada que este sucesso tem sido possível”.

Como exemplos de sucesso nas parcerias público-privadas no Turismo, António Costa apontou a captação de rotas aéreas, que permitiu já trazer 185 rotas  e 225 novas operações aéreas para Portugal, bem como a qualificação da oferta turística, que conta com linhas de crédito especificas.

Para o primeiro-ministro, “o crescimento do Turismo coloca-nos, a todos, desafios”,  mas  entende que esses desafios “não passam por limitar, condicionar ou proibir a actividade turística, pelo contrário”,  defendendo, por isso, “respostas positivas que permitam ao Turismo desenvolver-se, criando sinergias positivas com toda a sua envolvente”.

 

 

Um comentário

  1. João Martins Vieira

    28 de Setembro de 2018 at 7:53

    É um problema de valor, não de número. O PM faz ideia quando gastam os cruzeiristas em dormidas nos hotéis na cidade? E em refeições? Nada ou pouco.
    E os espanhóis que entram de carro, dão uma volta e saem para dormir nas cidades espanholas fronteiriças? Nada ou pouco.
    O problema não se resolve com mais turistas…

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