Estudo indica que futuro aeroporto de Coimbra deve ser fora do concelho e sim um aeródromo

Por a 21 de Setembro de 2018 as 12:06

O futuro aeroporto internacional de Coimbra, ambição da autarquia local, deverá ser instalado fora daquele município e ser, numa primeira fase, um aeródromo capaz de receber voos internacionais, disse o autor de um estudo sobre a infraestrutura.
Intervindo numa conferência sobre a Semana Europeia da Mobilidade, Manuel Queiró, a quem a autarquia de Coimbra contratou um estudo sobre a futura infraestrutura aeroportuária, descartou a hipótese de ela se situar no aeródromo municipal Bissaya Barreto, em Cernache, como anunciado há um ano pelo presidente da Câmara Manuel Machado, aquando da apresentação da sua recandidatura autárquica.
Segundo a Lusa, Queiró questionou se se quer um aeródromo municipal “que não permite o crescimento da pista” [para ser transformado em aeroporto].
“Vamos esquecer Cernache se queremos uma estrutura ambiciosa”, argumentou o autor da proposta – cujo relatório final será entregue à autarquia nos próximos 15 dias – argumentando que para aumentar a pista para os 1.200 metros seria necessário gastar “dezenas de milhões” de euros.
Ao invés, Manuel Queiró propôs que, numa primeira fase, se opte por um aeródromo do tipo III “suportado por muitas autarquias e talvez regiões”, capaz de receber voos internacionais no interior do espaço Schengen e uma pista de dois mil metros de extensão.
Uma eventual segunda fase, de expansão para os 2.700 metros, “só avançará com a primeira fase estabilizada”, enunciou.
Já sobre a localização do futuro aeródromo, e embora recusando apontar uma localização precisa, atitude que, disse, seria “irresponsável” por poder induzir à especulação imobiliária, acabou por o situar “na fronteira entre Coimbra e Leiria”, assegurando que o “nó de Soure” [da autoestrada do Norte] é uma boa referência para um compromisso operacional e político”.
Manuel Queiró propôs ainda a criação “de imediato” de uma associação intermunicipal de desenvolvimento de mobilidade aérea, de direito privado, a quem caberá “o desenvolvimento de uma opção para a localização (regime predominante dos ventos, estudos geotécnicos, ligações rodoviárias e ferroviária), a avaliação das condições de mercado, estudos de viabilidade económica, elaboração de um projeto de execução e orçamentação”, compreendendo quer a 1ª fase, quer a expansão do projeto, a ser apresentado à União Europeia para financiamento.

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