Villa C: Abrir as portas à cidade

Por a 17 de Julho de 2018 as 17:11
Há cerca de um ano que o Villa C Boutique Hotel reabriu portas sobre a chancela da DHM – Discovery Hotel Management. Uma nova imagem e um novo conceito mais arrojado fazem desta unidade  uma opção para visitantes e para os próprios habitantes de Vila do Conde.

Em Julho de 2017, a DHM – Discovery Hotel Management, marca de gestão criada no seio do Discovery Portugal Fund, reabriu o Villa C Boutique Hotel, um boutique hotel localizado em Vila do Conde.
A unidade pretende ser o centro da cidade, seja pela animação ou pelos serviços que oferece não só aos hóspedes, mas também aos residentes de Vila do Conde. E é exactamente esse o papel que Pedro Marques, director-geral do hotel, está a realizar.
O primeiro passo foi dar uma cara nova ao boutique hotel, que passou por uma alteração da fachada e dos espaços exteriores, mas sobretudo por um “corte radical” com a decoração anterior, ficando a mais recente a cargo do arquitecto portuense Paulo Lobo. As áreas comuns foram as que mais alterações sofreram. A recepção tem uma nova apresentação e o restaurante ganhou um novo layout que o torna mais acolhedor, mas ao mesmo tempo “despido de formalismos”. Uma porta directamente para a rua, convidando assim os clientes passantes a degustarem as criações gastronómicas do À Terra, conceito transversal de restaurante dos hotéis DHM. “Identificámos uma resistência dos clientes de fora em entrarem pela zona da recepção e assim passámos a ter uma porta fora da recepção em que os clientes entram directamente no restaurante”, esclarece.
Já os quartos privilegiam o ambiente familiar, tendo sido reaproveitadas algumas das peças já existentes da unidade. O arquitecto “criou um ambiente mais familiar e não tão arrojado como nas áreas comuns”. Os 41 quartos têm áreas entre os 16 metros quadrados e os 20 metros quadrados e o hotel ainda apresenta duas suites com cerca de 50 metros quadrados.
O spa, de exploração própria, também foi renovado, desde a piscina, aos próprios corredores, salas de massagens e tratamentos, mas também o ginásio. Em breve, também as salas de reuniões vão ter um novo layout e decoração com tapeçaria da região.

Operação

A poucos dias de concretizar um ano sob a operação da DHM, Pedro Marques evidencia que o balanço da operação é positivo e que a unidade encontra-se ainda em fase de crescimento. “Houve um aumento de ocupação e também dos vários segmentos de mercado”. Segundo o director-geral, conseguiram conquistar outros tipos de cliente, desde o mais jovem, fruto do “ambiente descontraído” que a unidade promove, ao cliente corporate. “Conseguimos conquistar algum mercado que estava no Porto a vir para cá e a utilizar o hotel como uma âncora e acabar por visitar toda a região”. O maior destaque vai para o aumento do cliente internacional, que representa agora 70% dos clientes do Villa C contrariamente aos 30% anteriores. Francês, espanhol, alemão, inglês e irlandês são os cinco principais mercados emissores para o boutique hotel, onde ainda sobressai o mercado canadiano especialmente ao nível de grupos.
No que ao preço médio diz respeito, este tem vindo a crescer mantendo-se numa média dos 120 euros. “É a nossa estratégia nos hotéis começar devagar e depois subir pouco a pouco. (…) Estabelecemos um crescimento de quase 10% para este ano, a nível de preço médio e ocupação e estamos a conseguir chegar às metas que nos propusemos no início deste ano”. Pedro Marques realça que desde o início do ano que não tiveram época baixa, com ocupações na ordem dos 70%.
Gerir uma unidade num destino periférico da cidade Porto e ainda pouco conhecido pelos clientes estrangeiros tem sido um desafio. Pedro Marques admite que a primeira opção dos clientes recai sobre a Cidade Invicta, mas indica que foram identificadas várias motivações para a escolha ser Vila do Conde e uma das principais é o Villa C. “Criámos um hotel que é a motivação, que é bonito, agradável, atractivo com os vários equipamentos que possui, que leva o cliente a escolher um hotel que é na periferia do Porto em detrimento de ir para o centro do Porto”. Para tal, o desafio passou muito por “falar desta terra com paixão, porque toda ela tem uma costa muito bonita, uma zona de praia também que funciona bem no Verão, tem uma série de equipamentos aqui ao lado e toda a parte cultural da própria cidade”. Acresce ainda o número de actividades complementares que o hotel promove, desde as mais radicais às ligadas à cultura de Vila do Conde. “Temos actividades ligadas à cozinha, fazemos jantares vínicos, temos contacto com vários artistas da região e levamos as pessoas perante esses artistas para terem lições de como pintar, fazer esculturas, reparações de móveis, que são no fundo os nossos vizinhos”.
Para os vilacondenses, o Villa C abre as portas para as várias exposições de arte que promove no seu lobby, os concertos de sábado à noite no restaurante À Terra ou as promissoras festas na piscina interior que vão animar as noites do boutique hotel. “Estamos constantemente com ideias novas, o intuito não é parar”, assegura o director-geral.

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