Operadores marítimos queixam-se de avarias constantes na navegação do Douro

Por a 4 de Julho de 2018 as 12:34
Porto

A Associação das Actividades Marítimo-Turísticas do Douro (AATMD) afirmou hoje estar a ser “prejudicada em milhares de euros, devido a avarias constantes nas eclusas de navegação”, geridas pela Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL).

Em comunicado enviado à Lusa, a AATMD refere que os “operadores turísticos do Douro acumulam prejuízos em resultado das sistemáticas interrupções de navegação e avarias das eclusas”, que “em apena três meses registam sete avarias”, numa altura em que “a época alta dos cruzeiros está a iniciar”.

“Em todas as situações, a navegação no Douro sofreu interrupções superiores a dez horas consecutivas, o que se manifesta em alterações forçadas de itinerários, prejuízos avultados para os operadores marítimo-turísticos e para a região”, refere a nota, nomeando ainda as avarias nas eclusas de Crestuma, por três ocasiões, a da Régua por duas, e a da Valeira e do Carrapatelo com uma avaria cada.

Os responsáveis da AAMTD, citados no documento, dizem que esperavam que a situação na eclusa do Carrapatelo, ocorrida na segunda-feira, “fosse resolvida até ao final da manhã de hoje”, porém, “as previsões mais otimistas apontam para que a navegação seja reposta durante a manhã do dia 04 de julho [quarta-feira], sem garantias” que isso aconteça.

“A impossibilidade de concluir os percursos contratualizados com os seus clientes, obriga as empresas de cruzeiros a encontrar soluções alternativas por terra que permitam aos turistas conhecer a região do Douro, alternativas cujos custos são suportados pelas próprias empresas de cruzeiros”, prosseguem.

A interrupção forçada da navegação tem obrigado a que muitos turistas se tenham de deslocar de autocarro do interior do Douro para o aeroporto, não conseguindo completar o seu programa de cruzeiro, que tem duração prevista de uma semana. Aos prejuízos financeiros que os operadores têm vindo a acumular, soma-se o impacto negativo que estas situações têm na imagem turística da região, sobretudo quando falamos de avarias sistemáticas e consecutivas.

A associação admite ainda que a situação tem “obrigado a que muitos turistas se tenham de deslocar de autocarro do interior do Douro para o aeroporto, não completando o seu programa de cruzeiro de uma semana”, acumulando “prejuízos financeiros” com o “impacto negativo na imagem turística da região”.

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