Montijo: ANA diz que solução só depende da aprovação do governo

Por a 12 de Junho de 2018 as 20:16
Aeroporto de Lisboa

A ANA – Aeroportos de Portugal já entregou toda a documentação no âmbito da proposta de alargamento do aeroporto de Lisboa para a base aérea do Montijo e falta apenas aprovação governamental, garantiu esta terça-feira, 12 de Junho, João Nunes, director do Aeroporto Humberto Delgado.

“Da parte da ANA, tudo o que tem a ver com projectos que eram necessários para apresentar a solução, está feito. Havia algumas matérias pendentes, que tinham a ver com estudos ambientais, mas também já foram entregues”, explicou o responsável aos jornalistas, durante a apresentação da nova área de check-in do aeroporto, garantindo que “o governo terá todos os elementos necessários à tomada de decisão”.

João Nunes espera que  seja tomada uma “posição final” durante o segundo semestre deste ano e acredita que, caso a decisão surja dentro do prazo previsto, os voos civis podem chegar ao Montijo em quatro anos.

“Nós acreditamos que, se houver uma decisão nesta matéria dentro do horizonte temporal que está estabelecido, temos todas as condições e estamos preparados para ter operações civis no Montijo já em 2022”, afirmou.

O director do aeroporto lisboeta sublinhou que a infraestrutura “está perto do limite da sua capacidade” e lembrou que, com a solução do Montijo em funcionamento, o número de movimentos por hora poderá aumentar consideravelmente.

“Foi possível conceber uma organização de espaço aéreo e uma distribuição de capacidade – e compromissos militares, alguns ainda em formalização – que permitem ao aeroporto de Lisboa chegar a uma capacidade entre 46 e 48 movimentos por hora, quando, hoje, temos 40. Isso, conjugado com os 24 movimentos que se podem ter no Montijo, vai funcionar com se fosse um aeroporto”, afirmou.

Apesar do esgotamento do aeroporto, João Nunes acredita que este Verão não vai trazer sobressaltos, garantindo que a infraestrutura está preparada e fez uma plafinicação das operações para os próximos meses.

“No início de cada ano, fazemos uma leitura daquilo que é o processo da negociação de slots e, portanto, daquilo que se vai passar no Verão. Obviamente, que temos a capacidade declarada e, por isso, não vamos ter surpresas”, concluiu.

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