50 ideias para o Turismo | Sector dos cruzeiros em Portugal

Por a 8 de Junho de 2018 as 5:00

Em Portugal, creio que seria bastante interessante criar um Fundo de Desenvolvimento de Cruzeiros que consistiria em suportar os diferentes actores intervenientes do sector, como companhias de cruzeiros, agências de viagens, afretadores, bem como empresas de formação, que permitirão construir um forte aumento da procura dos consumidores finais por cruzeiros no nosso país.
Os projectos propostos deverão estar assentes com base em algumas premissas personalizadas para cada um dos intervenientes. No que respeita às companhias de cruzeiros, a possibilidade de disponibilizar mais cruzeiros com escalas ou embarque e/ou desembarque em portos portugueses, aproveitando a divulgação de pacotes de cruzeiros com estadias alargadas no país antes ou depois da viagem por parte dos parceiros agentes de viagens ou dos afretadores. As empresas de formação, para além de todas as ferramentas de marketing para promover todas as anteriores possibilidades e estudos relacionados com as mesmas, funcionariam como excelentes veículos para promover Portugal como um destino final de cruzeiro único.
Considerando a grande margem de crescimento da indústria no nosso país, as propostas seriam avaliadas baseadas em como poderiam potenciar os cruzeiros com partidas de portos portugueses, impulsionar o tráfego de passageiros de cruzeiros dos mercados de origem e ainda como contribuir em termos de impacto e crescimento económico para Portugal e para o turismo português de uma forma geral.
Este Fundo de Desenvolvimento de Cruzeiros beneficiaria de um apoio financeiro de até 80% dos custos de qualificação, podendo incluir custos de terceiros relacionados com marketing dirigido ao trade ou consumidor final, ao desenvolvimento de experiências pré/pós-cruzeiros, actividades de formação para agentes de agentes de viagens e serviços profissionais para estudos referentes ao sector.
Como conclusão, este dito Fundo está em expansão em países mais desenvolvidos, seja na Europa ou na Ásia, uma vez que as companhias de cruzeiros elaboram itinerários interporting (o começo do turnaround) baseados no número de passageiros que podem começar/finalizar um cruzeiro por exemplo, em Lisboa, e só dessa forma é que a economia de um país, no modelo actual do sector, pode ser desenvolvida. Desta forma embarcam, por exemplo 500 passageiros portugueses, a escala efectuada é de 3500 passageiros em trânsito num navio de 4000 passageiros, ou seja, os gastos destes passageiros nesse destino é muito forte para a economia do país.

Eduardo Cabrita, director-geral da MSC Cruzeiros em Portugal

Nota de editor: No âmbito da celebração do seu 50º aniversário, o Publituris convida, em todas as suas edições de 2018, uma figura do sector a lançar uma “Ideia para o Turismo”.

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