Ryanair quer reverter Brexit e admite processar sindicato por “falsas alegações”

Por a 11 de Abril de 2018 as 18:04

O presidente executivo da Ryanair, Michael O’Leary, defendeu esta quarta-feira, 11 de Abril, que Reino Unido deve alterar a posição de abandonar a União Europeia (UE), invocando os problemas que o tráfego aéreo pode vir a enfrentar se o Brexit se concretizar.

“Não queremos vitimizar o Reino Unido, nem tentar prejudicar a economia britânica porque estão a tentar sair. Devemos encorajá-los a mudar de opinião para regressar e fazer parte da UE, que é mais forte com o Reino Unido integrado”, argumentou Michael O’Leary, na sua intervenção na IV Conferência Nacional do Turismo Residencial e do Golfe, no Estoril.

De acordo com a Lusa, o presidente executivo da Ryanair voltou a alertar para a possibilidade de os voos entre território britânico e a União Europeia cessarem se não houver acordo, o que implicaria o abandono do regime de céus abertos, situação que, para Michael O’Leary é “improvável”, mas que deve ser acautelada.

Durante a sua intervenção, o responsável pela companhia aérea de baixo custo irlandesa falou ainda sobre o novo aeroporto de Lisboa, no Montijo, e voltou a defender que esta solução deve estar pronta antes do anunciado pelo Governo, que prevê a entrada em funcionamento da infraestrutura em 2021.

“Se, como a ANA reclama, a Portela está cheia, então é dever do Governo português insistir que o aeroporto do Montijo deve abrir no Verão de 2019. Pode-se construir um terminal agora, por menos de 30 milhões de euros e abri-lo a tempo do Verão de 2019”, garantiu o responsável.

Recurso a tribunal para esclarecer “falsas alegações”

À margem da conferência, Michael O’Leary comentou também a recente greve dos tripulantes de cabine da companhia em Portugal e admitiu mesmo o recurso a tribunal face às “falsas alegações” do sindicato, relativamente à violação da lei portuguesa.

“Penso que podemos ir a tribunal. Se o sindicato continuar estas falsas alegações de que violámos a lei portuguesa, então penso que teremos de os processar, porque somos um grande empregador, um grande investidor em Portugal (…) e não estamos dispostos a ter o nosso bom nome e reputação manchados por alegações falsas feitas por um sindicato com representantes da TAP”, afirmou o CEO, à margem de uma conferência no Estoril.

O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) já reagiu, entretanto, às afirmações do presidente executivo da Ryanair, considerando que o recurso a tribunal se trata “uma ideia muitíssimo boa”.

“Acho muito bem que todos vamos a tribunal dirimir este problema em conjunto. Acho que foi uma ideia muitíssimo boa e estamos preparados para isso, com toda a certeza”, referiu à agência Lusa, Luciana Passo, do SNPVAC.

 

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