Groundforce regressa a Faro e espera voltar a níveis pré-crise a longo prazo

Por a 2 de Abril de 2018 as 17:09

A Groundforce Portugal retomou este domingo, 1 de Abril, o serviço de handling no Aeroporto de Faro, Algarve, e estima ultrapassar, a longo prazo, os 336 trabalhadores que tinha em 2011, quando suspendeu a operação na infraestrutura devido à crise financeira.

“Podermos dizer que no primeiro dia começamos uma operação já com 125 pessoas, eu não vejo isso como factor negativo, vejo como uma grande vitória”, disse à Lusa o presidente executivo da empresa, Paulo Neto Leite, à margem da cerimónia de inauguração da operação, que decorreu no domingo.

A operação motivou um investimento de 2,5 milhões de euros e inclui assistência a passageiros, operação de aeronaves em pista e tratamento de bagagens, tendo sido retomada com um total de 98 postos de trabalho, mas deverá chegar aos 115 colaboradores já este Verão, esperando-se que evolua para 140 trabalhadores numa fase posterior e para um número superior ao registado antes da crise, a longo prazo.

“Chegaremos a esses números e ultrapassaremos. O próprio Aeroporto de Faro também tem mais movimentos hoje em dia”, acrescentou o responsável, que observa “uma capacidade de crescimento bastante grande” na infraestrutura.

TAP, British Airways, Iberia, BA City Flyer, Vueling, Aer Lingus, Small Planet e Aigle Azur são as companhias aéreas que a Groundforce passou a assistir em Faro, existindo já outras “na calha”, segundo Neto Leite.

“É uma operação para alargar, num negócio em que a escala ajuda. Claro que vamos retirar clientes a outras empresas, mas esta era uma situação quase escandalosamente única: tínhamos um aeroporto com um único fornecedor de ‘handling’. Nem sequer é uma prática concorrencial saudável”, sustentou Paulo Neto Leite.

Recorde-se que a Groundforce Portugal encerrou a sua operação no Aeroporto de Faro em 2011, na sequência da crise, numa altura em que contava com 336 colaboradores. À Lusa, o responsável realçou que alguns dos funcionários despedidos há sete anos, estão de volta à empresa e garantiu que a Groundforce Portugal tem actualmente uma estrutura mais sólida.

“Se compararmos o número de passageiros do Aeroporto de Faro hoje com o número de passageiros de há sete anos, mostra que hoje há muito mais condições para criarmos uma operação mais sustentada”, garantiu.

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