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“Necessitamos de mudar a percepção que existe da TAAG”

A saída da lista negra da União Europeia deu à TAAG novos argumentos para se afirmar no mercado português e desenvolver a estratégia de tornar Luanda num hub de ligação à Europa, Brasil e África. Em entrevista ao Publituris, Mónica Cristino, directora regional da TAAG para a Europa, fala da nova estratégia da companhia aérea… Continue reading “Necessitamos de mudar a percepção que existe da TAAG”

Inês de Matos
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“Necessitamos de mudar a percepção que existe da TAAG”

A saída da lista negra da União Europeia deu à TAAG novos argumentos para se afirmar no mercado português e desenvolver a estratégia de tornar Luanda num hub de ligação à Europa, Brasil e África. Em entrevista ao Publituris, Mónica Cristino, directora regional da TAAG para a Europa, fala da nova estratégia da companhia aérea… Continue reading “Necessitamos de mudar a percepção que existe da TAAG”

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TAAG já retomou voos para Lisboa e Joanesburgo
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Luanda e Lisboa ligadas por seis voos diretos por semana
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A saída da lista negra da União Europeia deu à TAAG novos argumentos para se afirmar no mercado português e desenvolver a estratégia de tornar Luanda num hub de ligação à Europa, Brasil e África. Em entrevista ao Publituris, Mónica Cristino, directora regional da TAAG para a Europa, fala da nova estratégia da companhia aérea de bandeira de Angola, que está a fazer um intenso trabalho de promoção junto do trade para vencer o desconhecimento que ainda existe em relação ao seu produto.


Em 2017, a Emirates saiu da gestão da TAAG. Que mudanças trouxe para a companhia a saída da Emirates, nomeadamente a nível operacional?
Na prática, não houve grandes alterações, porque os administradores mantiveram-se. Havia um contrato com a Emirates na gestão da empresa e o que deixou de haver foi esse vinculo institucional entre a TAAG e a Emirates. O fim desse contrato não teve a ver com a companhia ou com algum desentendimento, deveu-se a outras situações, prova disso é que os administradores – que tinham sido contratados pela Emirates – se mantiveram todos, com excepção do presidente. Portanto, a empresa continuou no mesmo rumo, não houve um interregno, não houve sobressaltos.

Que mais-valias teve essa parceria na gestão para TAAG, qual é o balanço dessa colaboração?
O objectivo era tornar a TAAG numa grande companhia na região subsariana, melhorar a imagem, aumentar as rotas e torná-la num negócio lucrativo. Este era o plano, mas com a contração económica, esse trabalho teve que ser mais lento. De uma forma geral, a companhia está a crescer, estamos a consolidar internamente os seus recursos, as experiências e conhecimento, e nota-se, internamente, maior dinâmica. A nível comercial desenvolvemos bastante.

A TAAG esteve, durante alguns anos, na lista negra da União Europeia, saiu e não tem, neste momento, nenhum impedimento para voar para a Europa. Que benefícios é que esta saída trouxe para a companhia, em termos de imagem e a nível operacional?
Para nós, esta saída da lista negra foi uma grande vitória. Dá-nos oportunidade – e é essa a estratégia – de voltarmos a destinos para onde já voávamos e que tivemos que interromper nesse período. Neste momento, a estratégia aqui na Europa passará, eventualmente, por um investimento, mas antes temos que criar novamente as condições certas, porque ainda foram uns anos na lista negra, e em que tivemos que colocar os aviões noutros destinos. Abrimos três novos destinos durante esse período fora da Europa que serviram de alavanca na altura, para passarmos agora à fase seguinte. Temos que voltar a criar aproximação ao mercado, enfim, tornarmos a pôr a TAAG na equação, para podermos partir para uma eventual (re)abertura de rotas na Europa.

A TAAG tinha anunciado o interesse na abertura de rotas para Paris e Londres, em que ponto está essa intenção?
Por enquanto, ainda é uma intenção. Neste momento, estamos a desenvolver o negócio nestes dois países. Temos acordos de codeshares com praticamente todas as companhias aéreas europeias, e, obviamente, em Londres e em Paris, com lugares à saída destes hubs. Estamos a criar as condições de venda no trade, estamos a investir na comunicação e a participar em eventos seleccionados.

Mercado Português
Em 2017, a TAAG já não teve restrições e voltou a voar para Portugal. Como é que correram as rotas portuguesas?
A TAAG recomeçou a voar para Portugal com equipamento próprio em meados de 2009. No final de 2017, a companhia fez um forte investimento neste mercado e passámos a 17 frequências semanais – 14 para Lisboa e três para o Porto. Temos uma frota de ‘widebodys’ nova, moderna e usamo-la nas rotas prioritárias, onde a qualidade faz a diferença. Connosco, os passageiros podem usufruir de uma experiência melhor. Temos um bom produto, não só para Angola, mas para outros destinos além.
Por isso, a aposta é na diversificação do tráfego, fazer um mix. Houve uma altura em que o nosso tráfego era essencialmente étnico. Hoje, já não é bem assim. Já temos muito Turismo, temos um mix interessante e muitos passageiros oriundos do Brasil, África do Sul, Moçambique, além de Angola e Portugal, que continuam a ser os grandes mercados para a TAAG. Por isso, é com grande satisfação que vemos que a estratégia está a resultar. Em termos de resultados, tivemos uma boa taxa de ocupação, uma média de 80% nos voos à saída de Portugal, não só para Luanda como para outros destinos da rede. Acreditamos que este é um projecto que tem tudo para dar certo.

Em África, quais são os destinos com maior peso para TAAG, além de Luanda, e como está a procura dos portugueses por esses destinos?
África do Sul, Namíbia, São Tomé e Zimbabué são aqueles com maior relevância. Em termos de passageiros portugueses, os destinos principais são Moçambique e África do Sul. Ainda não temos dados concretos sobre as nacionalidades dos nossos passageiros e o impacto de cada uma na nossa rede, mas, hoje, somos globais. De qualquer forma, sabemos que os passageiros com origem em Portugal têm um impacto muito semelhante ao angolano, até pelas vendas que tivemos em 2017.

Falou nos destinos africanos e no Brasil, que fazem parte da estratégia assumida pela TAAG de afirmar o hub de Luanda nas ligações do Brasil para a Europa e para África. Como está a correr esta aposta?
Essa aposta está a correr bastante bem. Já não é necessário ter visto de trânsito, que era algo que criava muito constrangimento porque era complicado conseguir-se o visto de trânsito. Conseguimos, em conjunto com as autoridades angolanas, aligeirar esse processo, o que permitiu desenvolvermos o conceito. Temos uma zona de transfer bem identificada e a transferência é feita com tranquilidade, sem sobressaltos, até porque as pessoas já saem do ponto de origem com o check-in feito e as bagagens despachadas até ao destino final. Em Angola, os passageiros em trânsito não fazem alfândega, portanto, chegam, só têm que fazer raio-x e seguem para as partidas. Sentimos que houve algumas dúvidas e alguns receios da parte de clientes/agentes de uma forma geral, sobre se este trânsito funcionaria bem, mas funciona e tem corrido muito bem. Acreditamos que será uma questão de hábito.

Estratégia
A estratégia da TAAG passa também por promover outros destinos da rede em Portugal?
Aqui em Portugal, gostaríamos de dar principal foco à Africa do Sul, Moçambique, Brasil, S. Tomé e Cuba. O Brasil poderá soar estranho, mas a verdade é que temos um excelente produto para o Brasil, mesmo sendo dois voos intercontinentais e isso, às vezes, poderá desencorajar as pessoas. Mas é uma opção, temos uma excelente frota e para quem não tenha um tempo mais apertado para chegar, consideramos ser uma excelente opção.
Para São Tomé também temos um bom produto. Acreditamos que São Tomé tem espaço e gostaríamos muito de trabalhar este destino aqui em Portugal, assim como Cuba, que é outro destino para onde voamos e que faria sentido começar a promover para que seja uma escolha.
Para este ano, temos o objectivo de trabalhar muito a imagem da companhia no mercado português, necessitamos de mudar a percepção que existe da TAAG e temos igualmente que publicitar mais os nossos destinos, porque temos muitas coisas para oferecer. O destaque acaba por ser, inevitavelmente, Luanda, que é um destino muito forte, é o nosso hub, mas temos muito para dar para além de Luanda.
Por isso, para este ano, o plano é comunicar muito, comunicar o produto, o serviço, porque existe algum desconhecimento sobre a TAAG.

A nível de novidades, a TAAG tem prevista a abertura de alguma nova rota para 2018?
Não, não vamos abrir destinos novos, a estratégia é consolidar aquilo que temos. Queremos melhorar o produto e melhorar o serviço ao cliente para sermos mais competitivos e colocar eventualmente mais frequências.

E esse trabalho vai ser feito em colaboração com o trade? De que forma está a TAAG a trabalhar na aproximação ao trade português?
No ano passado, contratámos duas pessoas para reforçar a equipa de vendas que tínhamos e para trabalharem na promoção da TAAG junto ao trade. Fomos muito bem recebidos, o que nos deixou bastante felizes e acima de tudo motivados. Este ano, já temos em agenda a realização de famtrips, não só para promoção de serviço e produto, como também institucional. Queremos levar o trade à nossa sede, para ver e perceber todas as melhorias que aconteceram na companhia.
Vamos estar presentes na BTL, no stand da APAVT, e a ideia é estarmos presentes nos principais eventos e acontecimentos de Turismo em Portugal, sejam feiras, roadshows ou através de outras parcerias. Queremos interagir, fortalecer relacionamentos e, claro, promover a nossa companhia. Notamos que há um desconhecimento do mercado em relação ao produto da TAAG e é nossa culpa, pois estivemos ausentes durante bastante tempo. Nos bons tempos, os voos para Angola esgotavam, mas depois com a crise em Portugal, seguida pela crise em Angola, percebemos que tínhamos que fazer mais. Por isso, queremos estar o mais próximos possível do trade, que é onde estão os nossos parceiros. Queremos que conheçam as nossas caras, com a garantia que estamos por trás da TAAG, e que saibam que podem confiar. Estes são, no momento, os nossos grandes objectivos.

Para 2018, quais são as expectativas da TAAG, em particular para Portugal, mas também a nível de rede?
O objectivo é consolidar. 2018 será um bom ano se conseguirmos consolidar tudo aquilo que trabalhámos em 2017, em termos de negócio, em termos de visibilidade e de oferta. Em Portugal, não temos novos aeroportos em perspectiva, no máximo e como desejo, aumentaremos a oferta no Porto, mas isso vai depender da resposta que o trade nos der.

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Austrian Airlines abre nova rota para o Porto no verão de 2023

O Porto é um dos sete novos destinos que a companhia aérea austríaca do Grupo Lufthansa apresentou para o próximo verão e vai contar com até três voos por semana, desde Viena, na Áustria.

Inês de Matos

A Austrian Airlines, companhia aérea austríaca do Grupo Lufthansa, vai abrir sete novas rotas no próximo verão, incluindo uma nova para o Porto, passando a ligar Viena e a cidade invicta três vezes por semana.

De acordo com um comunicado publicado no site da Austrian Airlines esta quarta-feira, 9 de novembro, os voos para o Porto começam com a mudança para o horário de verão e são uma das principais novidades na rede da companhia aérea para a época estival de 2023.

Além do Porto, a companhia aérea austríaca anunciou também a abertura de novas rotas para Marselha, em França; Billund, na Dinamarca; e Tivat, no Montenegro; assim como o regresso da operação para Palermo, em Itália, e Vilnius, na Lituânia, num calendário de verão que fica ainda completo com Tromsø, na Noruega, que vai ter um voo por semana, entre junho e agosto.

“Os destinos Porto, Marselha, Billund e Tivat são completamente novos”, indica a Austrian Airlines no comunicado publicado online, revelando que os quatro novos destinos vão contar com até três voos por semana, desde Viena, capital da Áustria.

Além do Porto, Marselha e Tivat, a Austrian Airlines vai voar, no próximo verão, para 43 destinos no Mediterrâneo, disponibilizando cerca de 300 voos por semana, num aumento de operação que, segundo a companhia aérea, é possível graças ao recente aumento de frota da transportadora austríaca, que recebeu recentemente quatro novos aviões A320neo.

“O crescimento de quatro novos A320neo é visível no calendário de verão. Mais aviões significam mais destinos”, afirma o CCO da Austrian Airlines, Michael Trestl, explicando que a companhia aérea aproveitou a crise para se posicionar competitivamente no mercado e expandir a sua rede ponto-a-ponto.

Além dos novos destinos na Europa, a Austrian Airlines anunciou ainda o regresso dos voos para Los Angeles, nos EUA, a partir do próximo verão, com voos diretos desde Viena.

Todos as rotas e voos para o verão de 2023 estão já disponíveis para reserva através do site da Austrian Airlines.

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Azul e JetBlue lançam voos para as Bahamas

A Azul e a JetBlue uniram-se para disponibilizar voos para as Bahamas, nas Caraíbas, numa parceria que permite que os clientes da Azul tenham acesso aos voos da JetBlue entre Fort Lauderdale, nos EUA, e Nassau, capital das Bahamas.

Publituris

A Azul e a JetBlue uniram-se para disponibilizar voos para as Bahamas, nas Caraíbas, numa parceria que permite que os clientes da Azul tenham acesso aos voos da JetBlue entre Fort Lauderdale, nos EUA, e Nassau, capital das Bahamas.

“A Azul oferece mais um destino operado pela companhia norte-americana dentro da sua rede aérea, facilitando que o cliente possa sair do Brasil e se conectar para Nassau, capital das Bahamas, no aeroporto de Fort Lauderdale, em voos da JetBlue”, indica a Azul, num comunicado divulgado esta quarta-feira, 9 de novembro.

Recorde-se que, além das Bahamas, a parceria entre a Azul e a JetBlue, ambas fundadas por David Neeleman, ex-acionista da TAP, abrange também destinos como Cancun, no México; San Juan, em Porto Rico; Port-au-Prince, no Haiti; Punta Cana, na República Dominicana; e Aruba.

“O Cliente Azul que pretende viajar para as Bahamas, desfrutando não somente das belezas naturais das ilhas, mas também de toda a experiência Azul que ele já conhece em nossos voos domésticos e internacionais, e com uma rápida conexão em Fort Lauderdale, tem a opção de realizar a compra até ao seu destino final nos nossos canais”, ressalta André Mercadante, diretor de Planeamento, Revenue Management e Alianças da Azul.

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Aeromexico abre nova rota para Roma

Companhia aérea mexicana, que é representada em Portugal pela ATR, vai disponibilizar três voos por semana entre a Cidade do México e Roma, que passam a cinco a partir de 1 de junho.

Publituris

A Aeromexico anunciou a abertura de uma nova rota para Roma, passando a disponibilizar três voos por semana entre a Cidade do México e a capital italiana, que passam a cinco voos semanais a partir de 1 de junho.

De acordo com um comunicado da ATR, que representa a companhia aérea mexicana em Portugal, com a abertura dos voos para Roma, a Aeromexico aumenta em mais de 20% a operação para a Europa face ao último verão, num total de 54 frequências semanais.

“Esta é a maior operação da história da empresa entre os dois territórios utilizando o Boeing 787 Dreamliner, a aeronave mais segura, moderna, eficiente e ecológica disponível”, refere o comunicado divulgado pela ATR.

A companhia aérea conta ainda aumentar a sua oferta até março de 2023, ultrapassando as 100 rotas domésticas e internacionais, estando previsto que, a partir de 27 de março de 2023, a operação de Madrid a Monterrey e Guadalajara passe de três para cinco voos por semana.

“Atualmente, a Aeromexico conecta Espanha e México com 20 voos semanais para a Cidade do México, Guadalajara e Monterrey. Até junho de 2023, haverá 28 voos semanais da capital espanhola para estas três cidades mexicanas”, lê-se ainda na informação divulgada.

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Airbus recorre à realidade virtual na formação de pilotos

O Airbus Virtual Procedure Trainer (VPT) é um novo software que recorre à realidade virtual e que já está a ser usado pelo Grupo Lufthansa.

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A Airbus lançou uma nova formação para pilotos que dispensa a utilização de um simulador de voo ou de um instrutor de procedimentos no local, graça ao Airbus Virtual Procedure Trainer (VPT), um novo software que recorre à realidade virtual, que já está a ser usado pelo Grupo Lufthansa.

Num comunicado enviado à imprensa, a Airbus explica que o novo software, lançado durante o European Airline Training Symposium, que se encontra a decorrer em Berlim, na Alemanha, permite que os pilotos em formação realizem “procedimentos dentro de um cockpit totalmente interativo”.

Enquanto companhia aérea de lançamento deste novo programa de formação, a Lufthansa vai utilizar o Airbus Virtual Procedure Trainer para formar pilotos no avião A320 para as suas companhias aéreas, através de dispositivos VR, PC e iPad.

“As melhorias de formação resultantes vão permitir outros tipos de utilização, bem como a aceitação regulatória. Isso será baseado nos dados recolhidos em conjunto, visando uma solução flexível e centrada no formando para apoiar as competências-chave”, refere Gilad Scherpf, chefe de formação de aviação do Grupo Lufthansa.

Já Fabrice Hamel, vice-presidente de operações e formação de voo da Airbus, destaca que a nova ferramenta permite uma aprendizagem com “muito mais flexibilidade”, uma vez que os pilotos em treino podem optar por treinar sozinhos com uma inteligência artificial ou online”.

O novo sistema de treino pode ser adquirido separadamente ou em conjunto com outras soluções da Airbus e está disponível através de dispositivos de realidade virtual conectados a computadores ou outros dispositivos como computadores portáteis e iPads.

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Voos entre a Venezuela e a Colômbia regressam após três anos

Os voos foram retomados esta segunda-feira, 7 de novembro, numa operação assegurada pela venezuelana Turpial Airlines e pela colombiana Satena, que conta com duas ligações aéreas por semana.

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A Turpial Airlines, companhia aérea venezuelana, retomou esta segunda-feira, 7 de novembro, os voos entre a Venezuela e a Colômbia, que estavam interrompidos desde março de 2020, na sequência da pandemia da COVID-19.

De acordo com a Lusa, o voo T9 8820 descolou de Caracas, capital da Venezuela, às 17:30 (21:30 em Lisboa) com destino ao Aeroporto Internacional El Dorado, na capital colombiana.

A Lusa diz que os bilhetes para a primeira viagem depois da interrupção motivada pela pandemia só foram colocados à venda na sexta-feira, 4 de novembro, com preços desde 500 dólares para viagens de ida e volta.

A operação da Turpial Airlines entre Caracas e Bogotá decorre duas vezes por semana, com voos às segundas-feiras e sábados, enquanto os voos em sentido contrário são assegurados pela Satena, que disponibiliza preços desde 299 dólares.

A Lusa recorda que o regresso das ligações aéreas entre os dois países já tinha sido adiado por duas vezes desde 26 de setembro, e ocorre seis dias depois do Presidente colombiano, Gustavo Petro, se ter encontrado com o seu homólogo venezuelano, Nicolas Maduro, em Caracas, onde concordaram, entre outras coisas, em “retomar” o transporte entre os dois países.

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Emirates e Air Canada iniciam codeshare

Os voos em codeshare já estão disponíveis para venda em 35 mercados, para viagens a partir de 1 de Dezembro, sendo ainda possível que venham a ser adicionados outros 11 mercados até à aprovação regulamentar final.

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A Emirates e a Air Canada já deram início ao codeshare que estabeleceram e que vai permitir que os passageiros de ambas as companhias aéreas tenham acesso a diversas opções de voo sem interrupções para 46 mercados, que abrangem três continentes, incluindo destinos na América, Médio Oriente, África, Sudeste Asiático, e no subcontinente indiano.

Num comunicado enviado à imprensa, a Emirates explica que os voos em codeshare já estão disponíveis para venda em 35 mercados, para viagens a partir de 1 de Dezembro, sendo ainda possível que venham a ser adicionados outros 11 mercados até à aprovação regulamentar final.

“É com grande prazer que estabelecemos uma parceria com a Air Canada, para expandir o nosso alcance para mais destinos na América do Norte. A parceria com a companhia aérea canadiana permite-nos oferecer aos clientes uma conectividade contínua quando voam para destinos domésticos no Canadá via Toronto”, sublinha Tim Clark, presidente da Emirates Airline.

De acordo com o responsável, com esta parceria, os clientes da Air Canada passam a poder viajar para destinos na Ásia, África e Médio Oriente, através do hub da Emirates no Dubai.

Já Michael Rousseau, presidente e diretor Executivo da Air Canada, destaca que a parceria vai permitir à Air Canada “alargar significativamente a escolha de opções de voo”, passando a disponibilizar mais ligações entre o Canadá e destinos no Médio Oriente, África, Sudeste Asiático e o subcontinente indiano.

“Também nos permitirá atrair mais tráfego de ligação através do nosso centro, Toronto, e expandir a nossa presença nestas regiões dinâmicas, onde se espera um aumento da procura de viagens globais”, acrescenta o responsável da Air Canada.

Além de Toronto, os passageiros da Emirates podem reservar voos de codeshare de e para destinos canadianos, incluindo Calgary, Edmonton, Halifax, Montreal, Ottawa e Vancouver.

Já a Air Canada passa a colocar o seu código nas rotas operadas pela Emirates a partir do seu centro no Dubai, nomeadamente para o subcontinente indiano e para destinos como Colombo, Dhaka, Islamabad, Karachi, e Lahore, assim como para o Sudeste Asiático, incluindo Banguecoque, Hanói, Phuket, Kuala Lumpur e Singapura; para as cidades do Médio Oriente Jeddah e Muscat; bem como para destinos em África, nomeadamente Addis Abeba e Dar Es Salaam.

Em breve, as duas companhias vão ainda disponibilizar “uma oferta de passageiro frequente recíproca, permitindo aos membros da Aeroplan e Skywards ganhar e resgatar pontos em voos operados pela Emirates e Air Canada, respetivamente”, lê-se no comunicado divulgado.

 

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Ásia-Pacífico impulsiona crescimento do transporte aéreo em setembro

De acordo com a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), o tráfego aéreo internacional subiu, em setembro, 122,2% face ao mesmo mês do ano passado, atingindo 69.9% dos níveis de mês homólogo de 2019. 

Inês de Matos

Em setembro, o tráfego aéreo global cresceu 57.0% face a igual mês de 2021 e chegou a 73.8% dos níveis de setembro de 2019, evidenciando uma forte procura internacional, principalmente por parte do mercado da Ásia-Pacífico, avança a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).

De acordo com os dados divulgados esta segunda-feira, 7 de novembro, pela IATA, em setembro, o tráfego aéreo internacional subiu 122,2% face ao mesmo mês do ano passado, atingindo 69.9% dos níveis de mês homólogo de 2019.

“Mesmo com as incertezas económicas e geopolíticas, a procura por transporte aéreo continua a recuperar. A exceção ainda é a China, com a sua estratégia COVID zero, que mantém as fronteiras fechadas e está a criar uma montanha-russa de procura no seu mercado doméstico”, aponta Willie Walsh, diretor geral da IATA.

Segundo Willie Walsh, a posição da China “contrasta fortemente com o resto da Ásia-Pacífico”, onde o tráfego internacional cresceu 464,8% em setembro, em comparação com setembro de 2021.

A Ásia-Pacífico foi a região que apresentou o maior crescimento no tráfego internacional entre todas as regiões, tendo registado ainda um aumento de capacidade de 165,3%, enquanto o load factor aumentou 41,5 pontos percentuais, para 78,3%.

Depois da Ásia-Pacífico, a região que mais cresceu no tráfego internacional em setembro foi o Médio Oriente, onde este indicador aumentou 149,7% face a setembro de 2021. Já a capacidade nesta região subiu 63,5% e o load factor aumentou 27,6 pontos percentuais, para 80,0%.

Na América do Norte, o tráfego internacional aumentou 128,9% em setembro, enquanto a capacidade subiu 63,0% e o load factor registou um acréscimo de 24,6 pontos percentuais, para 85,4%, o mais elevado entre todas as regiões pelo quarto mês consecutivo.

Na América Latina, o tráfego internacional aumentou 99,4% em setembro, enquanto a capacidade subiu 73,7% e o load factor cresceu 10,8 pontos percentuais, para 83,5%.

Em África, setembro trouxe uma subida de 90,5% no tráfego internacional, enquanto a capacidade teve um aumento de 47,2% e o load factor subiu 16,7 pontos percentuais, para 73,6%, o mais baixo entre todas as regiões do mundo.

Já na Europa, onde o crescimento vinha a ser mais forte, setembro trouxe um aumento de 78,3% no tráfego internacional, enquanto a capacidade subiu 43,8% e o load factor aumentou 16,3 pontos percentuais, fixando-se nos 84,1%, o segundo mais alto em todo o mundo.

Willie Walsh sublinha ainda que “a forte procura está a ajudar a indústria a lidar com os preços muito altos do combustível”, que, juntamente com a simplificação dos procedimentos aeroportuários, nomeadamente através da biometria, constituem um dos principais desafios da aviação.

“Modernizar a experiência não apenas ajudará a aliviar os pontos de estrangulamento, mas também criará uma experiência melhor para todos”, acrescenta o diretor geral da IATA.

 

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TAP reajusta operação de inverno e prevê cancelar até sete voos por dia

Os cancelamentos de voos deverão acontecer entre 15 de novembro e 31 de dezembro, nas “ligações com menor ocupação e para as quais existam várias alternativas disponíveis na rede TAP ou em companhias parceiras”.

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A TAP anunciou que, entre 15 de novembro e 31 de dezembro, vai proceder a ajustes na sua operação de inverno, o que poderá levar ao cancelamento, em média, de até sete voos por dia.

Num comunicado enviado à imprensa, a companhia aérea explica que os reajustes se devem a “vários constrangimentos”, a exemplo da mudança para o sistema de navegação Top Sky em Lisboa, da migração do sistema de controlo aéreo em Marselha, do absentismo previsto para o período de Natal e fim do ano e, ainda, por não ter sido possível fazer regressar um avião da Guiné-Conacri.

De acordo com a companhia aérea de bandeira nacional, os cancelamentos de voos deverão acontecer nas “ligações com menor ocupação e para as quais existam várias alternativas disponíveis na rede TAP ou em companhias parceiras”.

A TAP garante que os passageiros afetados pelos cancelamentos “serão informados diretamente e de forma atempada pela TAP, com indicação da solução de viagem alternativa”.

A companhia aérea explica ainda que, “para evitar o cancelamento de voos adicionais, e manter a operação no máximo da sua capacidade”, vai  estender o contrato ACMI com a Air Bulgaria.

A TAP pede desculpa pelos constrangimentos aos passageiros afetados e diz que “está a desenvolver esforços para garantir que todos possam fazer as viagens que planearam sem contratempos”.

“A TAP está a preparar este reajustamento de forma proativa, pensando nos seus clientes e de forma a minimizar os cancelamentos de última hora”, refere ainda a companhia aérea, destacando que as suas equipas “têm feito um trabalho exigente, cuidadoso e detalhado para analisar as restrições que este reajustamento provoca e proteger tanto os passageiros como a operação da TAP da melhor forma possível”.

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Azul lança tarifa promocional de 644 euros na rota de Lisboa-Viracopos

A tarifa promocional de 644 euros é válida para voos de ida e volta na rota Lisboa-Viracopos-Lisboa e aplica-se a reservas realizadas até esta segunda-feira, 7 de novembro.

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A Azul está a oferecer uma tarifa promocional de 644 euros para voos de ida e volta na rota Lisboa-Viracopos-Lisboa, que é válida para reservas realizadas até esta segunda-feira, 7 de novembro.

Num comunicado enviado à imprensa, a companhia aérea brasileira indica que esta tarifa promocional se aplica a viagens que decorram entre 1 de fevereiro e 31 de maio de 2023.

A tarifa de 644 euros já inclui taxas, assim como o transporte de um volume de bagagem até 23 kg.

A companhia aérea diz estar disponível para mais informações, através dos seus contactos em Portugal, concretamente pelo e-mail [email protected] e pelo número de telefone +351 211 350 520.

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Turkish Airlines duplamente distinguida nos prémios APEX

A Turkish Airlines foi distinguida como ‘APEX World Class’ e voltou a ser considerada, pelo sexto ano consecutivo, uma ‘Five Star Global Airline’ pelo seu elevado padrão de serviço, no âmbito dos Official Airline Ratings da APEX.

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A Turkish Airlines foi distinguida com o prémio ‘APEX World Class’ e voltou a ser considerada, pelo sexto ano consecutivo, uma ‘Five Star Global Airline’ pelo seu elevado padrão de serviço, distinções que foram entregues à companhia aérea turca pela APEX – Airline Passenger Experience Association, uma das mais prestigiadas associações dedicadas à aviação em todo o mundo.

Num comunicado enviado à imprensa, a Turkish Airlines indica que estes prémios, atribuídos no âmbito dos Official Airline Ratings da APEX, são atribuidos com base na votação dos passageiros, que, nesta edição, avaliaram mais de um milhão de voos de 600 companhias aéreas à escala global.

De acordo com a companhia aérea turca, esta foi a segunda consecutiva vez que a Turkish Airlines recebeu o galardão ‘APEX World Class’, depois de reunir avaliações positivas em parâmetros como a segurança, bem-estar, sustentabilidade, serviço e experiência dos passageiros.

Além do prémio de ‘APEX World Class’, a Turkish Airlines foi ainda nomeada, pelo sexto ano consecutivo, como ‘Five Star Global Airline’ nos prémios da APEX.

“Apenas oito companhias aéreas foram consideradas dignas deste prémio em todo o mundo, isso mostra a importância desta conquista. Também temos o prazer de ser nomeados Five Star Global Airline pelo sexto ano consecutivo. Continuaremos a moldar e enriquecer os nossos serviços de acordo com as expectativas e satisfação dos nossos hóspedes no âmbito da segurança e sustentabilidade”, congratula-se Ahmet Bolat, Chairman of the Board and the Executive Committee da Turkish Airlines.

Recorde-se que os prémios da APEX foram atribuídos a 26 de outubro, numa cerimónia que decorreu em Long Beach, California, nos EUA.

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