Grupo Airmet cresce 16% em 2017

Por a 18 de Março de 2018 as 22:25

Em 2017, o Grupo Airmet registou um crescimento de 16% na facturação, que atingiu os 176 milhões de euros. Quanto à expansão da rede de agências de viagens, esta cresceu nove balcões no ano passado, passando a representar actualmente 279 agências de viagens.
Paulo Mendes, director-geral do agrupamento, à margem da Convenção do Grupo Airmet que aconteceu na Figueira da Foz, este último fim-de-semana, onde estiveram cerca de 280 pessoas, entre 145 agências representadas e cerca de 55 fornecedores, destacou que a Airmet não fugiu à regra do resto do mercado ao apresentar resultados de crescimento. “A média por agência está a crescer acima de dois dígitos, um indicador que nos dá estabilidade perante os actuais associados do agrupamento, é crescer organicamente agência a agência”, indica.
Foram as vendas com os operadores turísticas que verificaram maior crescimento em 2017, com uma subida acima dos 20%. Contudo, no geral, o agrupamento cresceu em todos os segmentos, desde aviação, rent-a-car, centrais hoteleiras, entre outros. Também o produto próprio está a crescer dentro da Airmet, pois trata-se de “uma forma de diferenciar o produto perante o cliente, de agregar mais servicos que na tour operação estão fechados”.
Quanto aos destinos mais procurados, o responsável diz que vão ao encontro da procura tradicional dos turistas portugueses, ou seja, desde Caraíbas, Ilhas Espanholas, Cabo Verde, Algarve, entre outros, com destaque para o crescimento da procura para a Tunísia.

Desafios
A lotação do aeroporto de Lisboa é para Paulo Mendes o principal constrangimento e desafio que o mercado enfrenta. “Tanto agências de viagens, como operador ou qualquer player do sector, mesmo o incoming e dmc’s, existe uma grande preocupação por causa do estrangulamento do aeroporto. Neste momento temos um aeroporto que está esgotadíssimo, a solução Alcochete está no papel, nunca mais sai, é importante que este problema se resolva”, refere, aludindo também ao próprio aeroporto do Porto que também está a alcançar o seu limite. “Isto afecta também a bandeira do Governo português que é o Turismo, estamos a crescer em receitas, em turistas, mas até quando?”, questiona.
À nova lei das viagens organizadas, um dos desafios já há muito identificados pelo sector, bem como a lei de proteção de dados, acresce o novo tipo de viajante – os millennialls – que “opta por outros meios de reserva e foge um pouco dos tradicionais”. “Há uma série de fenómenos que também está a influenciar a compra do cliente e o grande desafio que temos é como é que nos estamos a preparar para estes desafios destas mudanças do comportamento do cliente”, releva.
As expectativas do Grupo Airmet para 2018 são optimistas: “Desde que as agências sejam conscientes da informação que têm que tratar e prestar ao cliente as coisas vão correr bem, mas estou mais preocupado com a questão do aeroporto de Lisboa, principalmente na vertente de lazer nas operações de Verão, porque se não há possibilidade de aterrar, não há operação e isso é muito grave. Às leis adaptamo-nos rápida e faseadamente”.

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