AHETA condena taxa turística do Algarve

Por a 13 de Março de 2018 as 9:59
férias dos portugueses

A Comunidade Intermunicipal do Algarve – AMAL decidiu, na passada sexta-feira, dia 9 de Março, aprovar uma taxa turística aos visitantes dos 16 concelhos que compõem o distrito do Algarve.  A AHETA – Associação de Hotelaria e Empreendimentos Turísticos do Algarve diz que  esta decisão só revela “desconhecimento sobre a verdadeira substância do turismo regional e uma falta de sensibilidade a toda a prova por parte das autarquias da região”.
Em comunicado, a associação considera ainda que a comparação com as taxas turísticas de Lisboa ou do Porto pelos autarcas algarvios mostra que estes desconhecem “o contributo da maior e mais importante região turística portuguesa para a economia do nosso País e da maior actividade económica nacional – o turismo”. “Enquanto Lisboa e Porto são destinos de estadias curtas, também conhecidas por ‘city breaks’, o Algarve é um destino de férias direccionado para famílias e, por conseguinte, estadias mais prolongadas.  Esta é a razão pela qual não se conhece nenhum destino turístico concorrente do Algarve onde esta taxa esteja a ser aplicada, o que vai, caso a medida venha a concretizar-se, funcionar como mais uma perda competitiva face à concorrência mais directa”, reforça a AHETA.
A associação refere ainda que esta taxa turística, tal como foi anunciada, “configura claramente um imposto, já que os turistas não passam a receber nada de novo ou a mais, nem irão beneficiar de qualquer vantagem extraordinária com o pagamento da referida taxa, conforme decorre do legalmente estipulado sobre esta matéria”.
Perante esta posição, a AHETA reserva-se o direito de, em nome dos empresários hoteleiros e turísticos do Algarve, “desencadear todas as acções em lei permitidas, tendo em vista impedir” a aplicação desta medida e apela aos autarcas para não darem “tiros nos pés”.

3 comentários

  1. Rita Alves Machado

    13 de Março de 2018 at 12:55

    Mais importante do que existir, ou não, uma taxa turística, é haver uma estratégia por trás da mesma: qual o objectivo, como é gerida a receita gerada, quem é responsável pela mesma e qual o acompanhamento e controlo de gestão. Caso contrário, como parece ser no Algarve, é mais um imposto para as autarquias se financiarem. Quanto a taxas turísticas em destinos “resort”, há muitos exemplos: nos EUA, a Florida tem um “hotel tax” que chega aos 7% do preço do quarto, mas ela existe também na Tailândia, em Bali, na Malásia e no Dubai, para dar apenas alguns exemplos.

  2. Luis Plantier

    13 de Março de 2018 at 12:12

    Este tipo de “taxas” demonstram apenas a incompetência dos Municípios na gestão dos dinheiros públicos.

  3. Rui da Silveira Cruz Ventura

    13 de Março de 2018 at 11:35

    Isso é o verdadeiro tiro no pé. Está parecendo o sujeito (a) de um certo país que quer taxar o vento que produz energia eólica.

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