Hotelaria portuguesa teve 41,6 milhões de dormidas de hóspedes não residentes em 2017

Por a 14 de Fevereiro de 2018 as 11:41

Os estabelecimentos hoteleiros em Portugal registaram 20,6 milhões de hóspedes e 57,5 milhões de dormidas, a que corresponderam aumentos anuais de 8,9% e 7,4%, respectivamente.
Segundo dados preliminares revelados pelo INE esta quarta-feira, o mercado interno contribuiu com 15,9 milhões de dormidas, mais 4,1% do que em 2016, e os mercados externos com 41,6 milhões de dormidas, uma subida de 8,6% face ao ano anterior. As dormidas de mercados externos representaram 72,4% das dormidas totais no ano passado. O INE considera ainda a evolução das dormidas entre 2007 e 2017, em que os crescimentos acumulados atingiram 22,4% para os residentes e 55,5% para os não residentes. Em consequência o peso das dormidas de não residentes aumentou de 67,4% do total, em 2007, para 72,4% em 2017.
No que diz respeito à performance por mercado emissor, o Reino Unido continua a registar maior quota nas dormidas de mercados internacionais, com  22,3% e cresceu 1,1% em 2017. Já o mercado alemão, que aumentou 7,7% entre Janeiro e Dezembro 2017, representa uma quota de 13,6% das dormidas de não residentes. Por sua vez, o mercado espanhol cresceu 2,7% e representou uma quota de 9,7%, enquanto o francês apresentou uma quota de 9,5% e apresentou um ligeiro crescimento (+0,3%).
Em 2017, sobressaíram as evoluções nos mercados brasileiro (+35,6%), norte-americano (+33,4%) e polaco (+30,0%).
No conjunto do ano de 2017, todas as regiões apresentaram aumentos nas dormidas, sobressaindo a RA Açores (+15,8%) e o Centro (+14,5%). O Algarve concentrou 33,1% das dormidas em 2017, seguindo-se a AM Lisboa (24,9%). Neste ano houve um acréscimo de 3,9 milhões de dormidas (face a 2016), do qual 29,0% foi proveniente da AM Lisboa (1,1 milhões de dormidas adicionais), 24,4% do Algarve (mais 963,1 mil dormidas) e 18,2% do Centro (acréscimo de 716,8 mil dormidas).
Em 2017, as maiores variações relativas das dormidas de residentes registaram-se na RA Açores (+18,7%) e Alentejo (+9,5%), enquanto as de não residentes sobressaíram no Centro (+29,5%), Alentejo (+15,9%) e RA Açores (+13,8%).
No que refere ao indicador da estada média, em 2017, esta reduziu-se 1,4% para 2,79 noites. As estadas médias de residentes e de não residentes corresponderam a 1,99 noites e 3,28 noites, respectivamente, indica também o INE.
Em 2017, os proveitos totais aumentaram 16,6%, para 3,4 mil milhões de euros, e os de aposento 18,3%, resultados que reflectem uma desaceleração dos proveitos totais e uma relativa estabilização dos de aposento face a 2016 (+17,3% e +18,2%, respectivamente).

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