Serviços de saúde no Algarve colocam em causa imagem do destino

Por a 12 de Janeiro de 2018 as 12:52

O presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA), Desidério Silva, apelou esta quinta-feira, 11 de Janeiro, ao Governo para que “resolva de imediato” o estado dos serviços de saúde na região, que considera “lamentáveis”, com graves consequências na imagem do principal destino turístico nacional.

Numa carta enviada ao ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, e revelada pela Lusa, o responsável pelo Turismo do Algarve refere a deficiente qualidade dos serviços hospitalares e de saúde da região, que “para além de lamentáveis, provocam em residentes e turistas desconfianças e receios quanto à capacidade de resposta dos mesmos, quando as pessoas precisam de aceder de urgência a esses serviços”.

Desidério Silva apela a que sejam tomadas medidas urgentes “para que os hospitais e serviços de saúde sejam dotados dos meios técnicos e humanos necessários”, para responderem de forma adequada aos utentes, sob pena de pôr em causa a imagem do destino.

“Está a pôr-se em causa o destino e a mais importante região turística, cujas receitas contribuem substancialmente para a riqueza do país”, frisou Desidério Silva, alertando para o facto de os problemas na saúde se verificarem “numa altura em que os mercados concorrentes estão a recuperar, ameaçando os fluxos de turismo para o Algarve”, refere Desidério Silva.

Para o presidente da RTA, os relatos e imagens dramáticas que têm sido divulgadas sobre a forma desumana como estão a ser tratados residentes e turistas, sobretudo as pessoas mais idosas que recorrem aos serviços de urgência dos hospitais do Algarve, “provocam apreensão nas pessoas, residentes e turistas”.

Desidério Silva sublinha ainda que a sua reivindicação junto do Governo é feita “não apenas pelo turismo do Algarve, mas principalmente, pelo direito fundamental, de algarvios e visitantes, a serviços de saúde humanos e eficientes e atentem particularmente nas necessidades dos mais carenciados e desprotegidos, que são os que mais sofrem”.

 

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