Opinião| 25 anos de um casamento feliz

Por a 18 de Dezembro de 2017 as 12:07

Desde há muitos anos que o casamento entre os Sistemas Globais de Distribuição, vulgo GDS, e as agências de viagem tem sido bastante profícuo. Posso mesmo dizer que nas últimas décadas assistimos à construção de uma relação sólida, madura, responsável e onde a paixão esteve sempre presente. Há medida que este casamento se afirmava, muita coisa mudava no mundo, na forma de viajarmos e nos modelos de negócio que foram evoluindo. A todos estes desafios os agentes de viagens, com esta parceria apertada, souberam dar uma resposta à altura. E falar em GDS em Portugal é falar da Galileo, desde há uns anos a Travelport. Para mim, que sou da velha guarda, será sempre Galileo. Ora a Travelport comemora agora 25 anos de operações em Portugal, 30 desde a sua criação. A data é fantástica como fantástico tem sido o apoio que sempre tem dado aos agentes de viagens.
Recordo-me, por exemplo, que nos oito anos em que estive na Associação Portuguesa de Agentes de Viagens e Turismo (APAVT), a Travelport sempre fez questão de apoiar os nossos congressos e viabilizar financeiramente muitas das nossas iniciativas.
E falar destes tempos é falar do jovem Gordon Wilson, que, em meados da década de 90, era country manager da Galileo em Portugal, e que, hoje, fruto também do muito sucesso que conquistou em Portugal, é o CEO da Travelport a nível internacional. E depois, claro, como se poderia falar dos últimos 25 anos da empresa e mesmo do sector das viagens sem prestar uma homenagem ao António Loureiro? Seria impossível. O António, no seu estilo inconfundível, soube sempre honrar este casamento com o sector. Mas esta relação trouxe muito mais que bons negócios, trouxe tecnologia. O Portugal pequeno de há 25 anos é o oposto do País de hoje, moderno, aberto ao mundo e num frenesim de start-ups tecnológicas. Na época a tecnologia era rara e cara (ainda é!) e a Travelport tornou-a acessível, facilitando-a e apostando sempre na formação de agentes de viagens. E como em cima referi que sou da velha guarda, é porque me lembro bem do tempo em que foram as companhias aéreas que criaram os GDS. E agora assistimos à tentativa dos criadores terminarem com a sua criação. As companhias aéreas, que cresceram à sombra dos agentes de viagens e que prosperaram com os GDS querem agora, qual bicho-papão, comer as bolachas todas do pote.
Gordon Wilson já veio enterrar a designação de GDS para definir a actividade da Travelport, e passou a designá-la como Plataforma de Comércio de Viagens. Chame-lhe o que quiser, mas os próximos 25 anos continuarão a contar com as agências de viagens.
Passaram 25 anos e prosperámos juntos porque juntos nos mantivemos. Parabéns Travelport. O futuro é nosso.
*Por Vítor Filipe, presidente da TQ Travel
Opinião publicada no Publituris de 29 de Setembro.

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