Resultados da Conta Satélite do Turismo permitem “planear, agir e corrigir” estratégias no sector

Por a 7 de Dezembro de 2017 as 15:06

Sete anos depois a Conta Satélite do Turismo (CST) volta a estar disponível e a fornecer dados para melhor “planear, agir e corrigir” as estratégias definidas para o Turismo nacional, quer em termos de medidas políticas, como para o sector empresarial.

Ana Mendes Godinho, secretária de Estado do Turismo, na apresentação dos resultados da CST e do Inquérito ao Turismo Internacional, que é também relançado dez anos depois, classifica este como “um dia marcante” para o sector, na medida em que vem comprovar com dados estatísticos a “importância que o Turismo tem na economia nacional”.

Estes dados, revelados pelo Instituto Nacional de Estatística, esta quinta-feira, vão permitir “planear, agir e corrigir” as estratégias “que julgamos que é o melhor para o nosso País”.

Entre as principais conclusões da CST, destaca-se o Valor Acrescentado Bruto gerado pelo Turismo a economia nacional sobe agora para os 7,1%, em 2016, o que supõe 11,5M€,  um aumento de 10% face a 2015. Por sua vez, o consumo do turismo no território económico atingiu 12,5% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2016, 23,1M€, enquanto os dados da última CST remetiam para 10%. “Uma grande evolução que nos permite posicionarmos internacionalmente em termos quer de rankings internacionais, que em termos de posicionamento internacional do País”, refere a SET. Com a retoma da CST, Portugal vai poder voltar a integrar o ranking da Organização Mundial de Turismo: “Com estes números, já conseguimos chegar ao TOP 20 do ranking da OMT, a última vez que lá estivemos foi no 35º lugar”.

A CST também aponta que, em 2014 e 2015, as exportações de turismo corresponderam a 18,4% do total das exportações nacionais, enquanto no emprego o Turismo representou 9,1% em 2015, sendo a sua remuneração média “acima da média nacional”, revelou Cristina Ramos, do INE.

Um dos novos aspectos avaliados na CST que não acontecia na anterior é a comparação internacional. Neste campo, o relatório da CST conclui que Portugal encontra-se em segundo lugar a nível europeu quer no peso do consumo do Turismo no PIB, quer no peso do VAB gerado pelo Turismo no VAB da economia nacional, sendo precedido por Malta e por Espanha, respectivamente.

De acordo com os resultados do Inquérito ao Turismo Internacional, que regressa após dez anos de interregno, destaque para as entradas de turistas não residentes em Portugal que totalizaram 18,2 milhões em 2016, número ao qual acresce os agora avaliados excursionistas (visitantes sem dormida), com mais 10,1 milhões. Um total de 28,3 milhões de movimentos de entradas de visitantes.

Das entradas de turistas, destaque para os residentes em Espanha, Reino Unido, Franca e Alemanha. Nos excursionistas, Espanha representa 74%, o Reino Unido com 9% e França com 5,2%.

Por sua vez, as entradas de turistas não residentes em 2016 resultaram num total de 144 milhões de dormidas em Portugal, com destaque para a “elevada expressão do alojamento privado gratuito e das residências secundárias”, que abrangeram 49,4% das dormidas.

As conclusões do inquérito apontam também para o aumento do gasto médio diário per capita dos turistas, que “cresceu 83%” nos últimos dez anos, para 95,7 euros, com um valor mais elevado na fronteira aérea (102.5 euros). “Estamos no caminho certo para que o turista gaste mais no território”, frisa Ana Mendes Godinho.

Os turistas do Brasil e dos EUA foram os que evidenciaram um gasto médio diário per capita de 166,3 euros e 146,1 euros.

Estima-se ainda que os turistas não residentes em Portugal gastaram, na globalidade, 15,3 mil milhões de euros em despesas associadas à viagem, em 2016.

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