Distribuição turística é responsável por 2,1% do PIB

Por a 25 de Novembro de 2017 as 2:07

O sector da distribuição turística em Portugal contribui com 3240M€ para o PIB, ou seja, 2,1%. Esta é uma das principais conclusões do estudo apresentado pela EY e Augusto Mateus e Associados no XLIII Congresso Nacional da Associação Portuguesa de Agências de Viagens (APAVT) que acontece em Macau até dia 26.
O valor apresentado resulta da apuração do impacto directo, indirecto (valor acrescentado e emprego gerado ao longo da cadeia de valor) e induzido (valor acrescentado e emprego induzido pelas despesas dos trabalhadores directa e indirectamente ligamos ao sector) pelo sector da distribuição turística português.
Sandra Primitivo, directora executiva da Unidade EY-AM&A, explicou ainda que o sector da distribuição” garante 82 mil postos de trabalho e 1,5 mil milhões de euros de remunerações para a economia portuguesa”.
Outra das conclusões obtidas é que, de facto, o sector turístico é muito sensível aos ciclos económicos, mas que tem registado uma boa capacidade de recuperação, estando inclusive o crescimento das vendas no sector a superar a média da economia nacional.
Ao nível europeu, o peso da distribuição turística portuguesa é 10% superior à média europeia. “Portugal encontra-se entre os sete países que têm um peso na distribuição turística no volume de negócios global maior do que os restantes países da UE”, indicou a responsável.
Contudo, este é um sector que é um sector “excessivamente endividado”, inclusive superior à média nacional, enquanto o rácio de autonomia e solvabilidade é semelhante à média nacional. Porém, “o peso do passivo remunerado no sector da distribuição é claramente mais baixo do que o país, o que significa que uma parte deste endividamento não é de médio longo prazo, mas sim um endividamento que tem a ver com a actividade das empresas”, o que traduz, explicou, “um financiamento implícito das agências de viagens aos seus clientes”, que acontece no segmento corporate.
Os principais factores externos com influência positiva nas vendas nos últimos anos são o aumento da intensidade turística e a eficiência operacional. Ou seja, a popularidade da marca Portugal, o aumento da intensidade turística e a confiança sobre a evolução da economia portuguesa constituem-se como factores que contribuíram para o crescimento da actividade.
Já quanto aos factores que influenciam negativamente vendas foram identificadas o aumento da concorrência e a maior autonomia do consumidor como as principais ameaças.

*Em Macau a convite da APAVT.

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