Empreendimentos turísticos afectados por incêndios com juros à “taxa zero”

Por a 14 de Novembro de 2017 as 15:42

O presidente da Entidade Regional de Turismo Centro de Portugal, Pedro Machado, revelou esta terça-feira, 14 de Novembro, que os empreendimentos turísticos atingidos pelos incêndios podem recorrer a crédito bancário em condições favoráveis, podendo, em alguns casos, obter taxas de juros de zero por cento.

Segundo declarações de Pedro Machado à Lusa, esta linha de crédito, destinada a empresários do sector que sofreram danos avultados nos seus empreendimentos devido aos incêndios, oferecerá também “bons períodos de carência” (período entre o início de um crédito e o início da amortização do capital do empréstimo).

Esta linha de crédito foi uma das medidas de emergência apresentadas pelo Estado para fazer face aos prejuízos causados pelos incêndios de Outubro, que atingiram 59 municípios do Centro e destruíram, total ou parcialmente, 39 empreendimentos turísticos da região.

O Turismo Centro de Portugal e o Turismo de Portugal têm vindo a promover uma série de reuniões com autarcas e empresários do sector, com o objectivo de apresentar os apoios disponibilizados pelo Estado para a reconstrução e divulgar as acções de promoção da região, dentro e fora do país, que estão já em andamento.

Entre as medidas de emergência, destaca-se a “linha de tesouraria” que permite financiar rapidamente as empresas que provem ter sido atingidas de forma grave pelos incêndios. O tecto desta linha de tesouraria é de 150 mil euros, com financiamento a fundo perdido até 75%. A intenção é fazer com que estes empreendimentos regressem o mais rápido possível ao trabalho.

O tecto para reparações de praias fluviais, percursos pedestres e outros empreendimentos turísticos é mais alto (400 mil euros) e depende das candidaturas dos municípios, que estão a ser apoiados na sua elaboração pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, pelo Turismo Portugal e pelo Turismo do Centro. Acresce ainda a linha de crédito bancário com condições especiais.

“Estamos todos a trabalhar para que o sector [do Turismo] recupere o mais rápido possível na região Centro”, diz Pedro Machado, que defende a revisão da Estratégia para o Turismo 2027, que estabelece “acções e objectivos” para o sector na próxima década, tendo em conta o impacto dos incêndios.

Pedro Machado considera que a Estratégia 2027 não pode ignorar as dificuldades criadas pelos incêndios de Junho e Outubro na actividade turística, lembrando que no Centro  foram atingidos pelos incêndios deste ano 59 dos 100 municípios que integram a Entidade Regional.

Há ainda a registar perdas materiais avultadas, com destruição parcial ou completa de 39 empreendimentos turísticos e de diversas atracções turísticas, como percursos pedestres.

Pedro Machado diz que os incêndios representaram um “rombo” na confiança dos turistas e operadores, que se traduziu, numa primeira fase, numa descida de 77% das reservas hoteleiras em toda a região.

 

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