ANA já entregou ao Governo proposta para novo aeroporto no Montijo

Por a 13 de Novembro de 2017 as 16:49

A ANA – Aeroportos de Portugal já entregou ao Governo a proposta o aumento da capacidade aeroportuária de Lisboa, na qual está prevista a construção de uma nova infraestrutura no Montijo, revelou esta segunda-feira, 13 de Novembro, o presidente executivo da gestora aeroportuária.

Segundo Carlos Lacerda, que discursava na cerimónia dos 75 anos do aeroporto de Lisboa, os “próximos passos envolvem um trabalho de aprofundamento e detalhe das várias dimensões da proposta”, nomeadamente a nível económico e ambiental.

“É só o primeiro passo do que sabemos que será um trabalho contínuo entre as entidades envolvidas, que continuará a correr com total empenho e com atitude positiva que temos sentido até agora na solução, com vista aos objetivos da região e do país”, garantiu o responsável, citado pela Lusa.

Recorde-se que o memorando assinado a 15 de Fevereiro, entre o Governo e a ANA – Aeroportos de Portugal, previa que a proposta para o aeroporto complementar ao de Lisboa na base aérea do Montijo fosse apresentada até meados de Agosto.

Presente na cerimónia esteve também o ministro das Infraestruturas, Pedro Marques, que destacou que a proposta entregue ao Governo é uma “posição inicial para arranque da negociação” e revelou que a autorização ambiental para a abertura da infraestrutura no Montijo é esperada no primeiro semestre de 2018.

Além da proposta para o novo aeroporto, Carlos Lacerda falou ainda sobre os recordes que serão quebrados este ano nos aeroportos nacionais, como a marca dos 50 milhões de passageiros, que será ultrapassada até ao final do ano.

Em Lisboa, o número de passageiros deverá ultrapassar os 26 milhões, no final deste ano, num aumento de 4,5 milhões, enquanto na Madeira a subida deverá ser de 8% e ultrapassar os três milhões.

Em Faro, há registo da subida de 15% para 8 milhões, enquanto no Porto o crescimento esperado deverá superar os 16% para mais de 10 milhões de passageiros e nos Açores deverá ultrapassar os 20%.

No caso de Lisboa, Carlos Lacerda destacou a duplicação dos canais de embarque e as linhas automáticas de controlo de segurança e uma nova área de ‘check in’ como algumas das medidas que visam fazer face ao crescimento desta infraestrutura.

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