Opinião| Diogo Assis “‘O’ Divórcio… da logística para o propósito!”

Por a 27 de Outubro de 2017 as 12:29

Nos últimos anos, as empresas têm procurado novos métodos de comunicação e a indústria dos eventos tem beneficiado com isso, já que as marcas procuram relacionamentos emocionais com os seus consumidores e os eventos apresentam-se como uma ferramenta insubstituível num processo de comunicação.
As principais causas desta evolução devem-se essencialmente a uma nova geração de millennials e uma consequente mudança de atitude dos consumidores, que, com mais acesso à informação, são hoje mais exigentes, para além da saturação e perda de eficácia dos média e das ferramentas de comunicação tradicionais.
Neste contexto, os eventos que integram novas tecnologias e Marketing de experiência, ganham grande importância. As marcas querem hoje criar fãs. Neles, empresas ou marcas procuram estabelecer um relacionamento memorável e com significado, com os seus públicos alvo. Ao criarem uma experiência única, melhoram consequentemente o recall da marca nas mentes dos participantes através dos cinco sentidos.
Chegou por isso, o derradeiro momento, o do divórcio entre os eventos tradicionais onde o foco era logístico, onde o comum e esperado, passava por um speaker diante de uma audiência inerte que assiste sem qualquer tipo de interação a uma comunicação unilateral — e uma nova geração de eventos, onde o relacionamento com as marcas e os seus públicos mudou, iniciando-se uma nova forma de “viver” as marcas, através de acontecimentos com uma forte componente de experiências, networking, troca de ideias, emoções e sensações. O conteúdo passa a ser democrático e não imposto.
A tecnologia mudou brutalmente a forma como as pessoas se relacionam com as marcas e acredito que muito mais mudará. Tive contato há pouco tempo com uma start up tecnológica na Florida cuja missão é eliminar os ecrãs rectangulares, como os conhecemos hoje e interagimos com o conteúdo em realidade aumentada – Magic Leap, vale a pena ver!
Hoje não é possível pensar um evento isolado sem o expandir no digital, o físico e o digital estão juntos de vez.
O Marketing Experiencial e Digital passam a ser estruturais e contribuem significativamente em todo o processo de criação de um evento, desde a sua angariação, passando pela concepção, entrega e fecho, melhorando significativamente não só os aspectos técnicos e processuais mas também e acima de tudo o impacto para quem os vive.
Cabe agora a nós, profissionais desta Indústria investirmos e criamos uma maior cultura de inovação, ampliando as nossas competências em áreas como Digital e Marketing Experiencial que não só alavancam valor como promovem um maior dinamismo ao mundos dos eventos numa escala global.
Por isso hoje ao desenharmos um evento, temos que pensar no propósito, depois alinhar toda a proposta de valor com esse propósito e divorciarmo-nos do pensamento logístico.

*Por Diogo Assis, CEO & Founder da events by tlc.
Artigo de opinião publicado na edição 1351 do Publituris de 15 de Setembro de 2017.

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