Governo da Madeira autoriza aumento de camas no Savoy Palace

Por a 11 de Outubro de 2017 as 15:27

O Governo Regional da Madeira autorizou o aumento do número de camas do hotel Savoy Palace, no Funchal, das 828 camas para 1128, de acordo com uma resolução publicada esta terça-feira, 10 de Outubro, no Jornal Oficial da Região, avança a Lusa.

Na resolução sobre o Savoy Palace, o executivo madeirense alega que “o aumento de 36%” no número de camas, pedido pela Savoy Investimentos Turísticos, S.A., não colide com o Programa de Ordenamento Turístico da região, nem com o Plano de Urbanização do Infante (PUI), local de integração do hotel.

A obra tem sido criticada pela volumetria do edifício e pelo seu impacto na paisagem da cidade, mas o Governo Regional da Madeira observa que “os empreendimentos turísticos em espaço urbano devem cumprir requisitos arquitectónicos, paisagísticos e ambientais, em especial no que concerne à volumetria dos edifícios que deve integrar-se na volumetria dominante da área em que se localizam”.

O executivo madeirense considerou também, segundo a Lusa, que o edifício não constitui “elemento dissonante e/ou destacado”, pois está abrangido pelo PUI, plano definido pela Câmara Municipal do Funchal e, como tal, decidiu na reunião de 04 de Outubro do Conselho de Governo, e não publicitada, “viabilizar a alteração da capacidade de alojamento do empreendimento turístico”.

Recorde-se que o empreendimento tem, neste momento, um embargo parcial que data de 18 de Agosto e que foi feito pela Câmara Municipal do Funchal devido a alterações desconformes com o projecto aprovado, ainda que a resolução relembre que o “projecto foi deferido pela Câmara Municipal do Funchal em reunião de 12 de Fevereiro de 2009”.

O Savoy Palace vai ficar situado no exacto local onde se encontrava o Savoy Hotel, uma unidade histórica aberta desde 1912, mas que foi demolida em 2009 para dar lugar a um novo hotel. Será uma unidade de cinco estrelas e tem abertura prevista para o Verão de 2018, devendo contar com 500 quartos e um total de 1128 camas, num projecto orçado em 99,3 milhões de euros.

A unidade era propriedade do grupo SIET Savoy, que era detido por Horácio Roque e Joe Berardo, mas mudou de proprietário em 2015, quando o grupo madeirense AFA – Avelino Farinha Agrela adquiriu o SIET Savoy.

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