Empresários da Terceira querem garantir sustentabilidade turística

Por a 1 de Setembro de 2017 as 16:38

A Câmara de Comércio de Angra do Heroísmo (CCAH), na ilha Terceira, Açores, defende uma maior fiscalização e manutenção da oferta turística regional, de forma a garantir a sustentabilidade do sector turístico, segundo comunicado enviado à Lusa.

“Considera a CCAH de extrema importância uma avaliação minuciosa das necessidades de investimento pelas diversas entidades, de modo a garantir a sustentabilidade deste crescimento”, adianta a associação empresarial em comunicado.

A Câmara de Comércio de Angra do Heroísmo diz estar satisfeita com o aumento do fluxo de turistas e com o impacto positivo na economia da ilha, em vários sectores, mas considera necessário assegurar a sustentabilidade desse crescimento.

Os empresários alertam para a “degradação e falta de manutenção e vigilância de alguns locais de visitação e lazer da ilha” para “os parques de estacionamento que se encontram diariamente lotados nos diversos pontos turísticos” e para a “falta de fiscalização a toda a oferta turística”.

Neste sentido, a CCAH pretende ver uma série de medidas integradas nos próximos orçamentos do Governo Regional e dos municípios da ilha Terceira, disponibilizando-se para “fazer parte de grupos de trabalho, de modo a aprofundar estas prioridades e levar a cabo a sua execução a breve prazo”.

Uma das reivindicações dos empresários da ilha Terceira passa pelo reforço da vigilância e pelo condicionamento de veículos no acesso às Furnas do Enxofre, onde consideram que “tem sido evidente, e cada vez mais frequente, o desrespeito pelos limites da zona de visitação, danificando um património natural único nos Açores”.

A criação de estruturas de apoio a visitantes nas Furnas do Enxofre e a cobrança de entradas no local são também pontos que a CCAH quer ver concretizados, de forma a proteger este local de interesse turístico.

Além das Furnas do Enxofre, também a gruta do Algar do Carvão deve ser preservada, na opinião da CCAH, que propõe a criação de um centro de interpretação e a limitação de acessos em simultâneo.

Os empresários defendem ainda a criação de um centro interpretativo da presença militar na ilha, num ‘bunker’ abandonado na serra do Cume, bem como a realização de estudos sobre o impacto da visitação dos trilhos pedestres e a criação de mais cinco trilhos oficiais até à próxima época alta.

A associação empresarial recomenda, também, a implementação de novas áreas marinhas protegidas, uma maior fiscalização do Parque Arqueológico Subaquático de Angra do Heroísmo, e a requalificação e conservação de zonas balneares e pontos de visitação.

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