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“Se não tivesse sido o Turismo, a actividade ter-se-ia ressentido”

Por a 14 de Março de 2017


Carlos Lilaia, administrador da Unicâmbios, concedeu uma entrevista ao Publituris onde falou sobre a actividade da agência durante o ano de 2016 e o impacto turístico na mesma. A quebra de Angola fez perigar um ano que o Turismo salvou: aumento de 10% do volume de negócios em comparação com 2015.

“A actividade dos câmbios beneficiou do crescimento do Turismo em Portugal, oriundo de países não comunitários e está em linha com esse desenvolvimento. Esperamos continuar a crescer, sobretudo nas zonas mais turísticas do país”. Carlos Lilaia, administrador da Unicâmbio, é o autor destas declarações e revelam a importância da indústria do Turismo no modelo de negócio da agência de câmbios. Recentemente, num encontro promovido pela agência com vários órgãos de comunicação social, os responsáveis máximos da Unicâmbio revelaram que o “volume de negócios tinha aumentado 10% em 2016, o correspondente a 11,5 milhões de euros e a um lucro de milhão de euros”. Um bom ano, portanto, e com parte do sucesso a ser creditado ao Turismo. “Os mercados emissores que mais se destacaram foram o Reino Unido, Estados Unidos, Brasil, países nórdicos, Rússia e China”, revelou o administrador em entrevista ao Publituris.

Moedas

Ainda no mesmo registo, Carlos Lilaia explica que “não obstante a crise que atravessa, Angola continua a ser um mercado importante, bem como os destinos para onde os portugueses estão a viajar mais: Ásia, Cabo Verde, Brasil e Reino Unido”. Mesmo com bons resultados, estes podiam ser bem melhores. A culpa, diz, “é das situações económica e política em Luanda e Brasília”. “Os mercados em Angola e Brasil tiveram, obviamente, reflexos na nossa actividade. Só as transacções relacionadas com Luanda registaram uma quebra na ordem dos 50%”, adiantou, acrescentando que “se não tivesse sido o Turismo, a actividade ter-se-ia ressentido”. Apontando baterias já para 2017, o administrador da Unicâmbio prevê “um grande ano turístico em Portugal”. “Como estamos bem implantados no Algarve, Lisboa, Porto e nos principais pontos de entrada no País – aeroportos, terminais de cruzeiros e estações ferroviárias – iremos beneficiar do crescimento previsto para este ano e que já mostra sinais muito positivos nestes primeiros dois meses”.

Internacionalização e novas moedas

Para 2017, a grande prioridade da mais antiga agência de câmbios do País passa por continuar a internacionalização da marca, já iniciada em Angola. “Queremos reforçar a internacionalização da Unicâmbio. Depois de Angola, onde estamos a operar desde o ano passado, vão seguir-se outros países da lusofonia e diáspora portuguesa: no primeiro grupo a Guiné-Bissau e Cabo Verde, seguindo-se a Inglaterra, Suíça, Alemanha e França”, adiantou o responsável, definindo, logo de seguida, outro objectivo. “Esperamos que, num prazo de cinco anos, os novos mercados representem 30 a 40% das receitas da nossa empresa”.

Questionado sobre a inclusão de novas divisas na oferta da Unicâmbio, Carlos Lilaia responde afirmativamente, enumerando as moedas que vão passar a integrar o portfólio da agência. “Em 2017, vamos ultrapassar as 50 moedas transaccionadas com a inclusão do Peso Colombiano, do Dólar da Namíbia, Riel do Cambodja, Peso Argentino, Peso Chileno, Equador e Panamá”. Na ordem do dia, por motivos económico e sociais, têm estado temas como o Brexit ou a recente eleição de Donald Trump como Presidente dos Estados Unidos. Instado a comentar a possibilidade destas situações prejudicarem o sector e o negócio, o administrador da Unicâmbio respondeu com um rotundo “Não!”. “Questões políticas desta natureza não têm afectado a nossa actividade da e penso que assim continuará. Para o Turismo e para a nossa indústria o que é fundamental é a segurança das pessoas, a estabilidade e a imagem que conseguimos transmitir do nosso País”, finalizou.

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