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Viseu Arena, a próxima referência cultural no Centro do País

Por a 30 de Dezembro de 2016


Um investimento de 2,5 milhões de euros, capacidade para quatro mil pessoas e um pólo cultural dotado de um programa capaz de atrair turistas nacionais e estrangeiros. O Viseu Arena estará de pé no segundo semestre de 2018 e será um espaço mais para a realização de eventos, substituindo o actual Multiusos da cidade. Almeida Henriques, presidente da Câmara Municipal de Viseu, explica como tudo vai decorrer.

Viseu vai ter um novo e moderno espaço de eventos. Uma futura sala de espectáculos, um recinto multiusos. O nascimento desta nova infra-estrutura resulta de uma operação de reconversão, upgrade técnico e restyling global do actual Pavilhão Multiusos da cidade, construído em 2003. Viseu Arena, com capacidade para 4000 pessoas, é o nome do espaço que verá a luz do dia, prevê-se, durante o segundo semestre de 2018, “a tempo da Feira de São Mateus”, diz, esperançoso, Almeida Henriques, presidente da Câmara Municipal de Viseu. O investimento, avança, é de 2,5 milhões de euros. “É o valor estimado para o projecto, nomeadamente nas valências de requalificação e reconversão do Multiusos e na instalação de equipamento e commodities de hospitalidade”.

A celebração do acordo para a construção do equipamento – assinado a 20 de Outubro deste ano – envolveu o Arena Atlântico, a Viseu Marca e o município. Almeida Henriques explicou o aparecimento da ideia “Viseu Arena”. “Esta obra surge no contexto da estratégia de desenvolvimento local “Viseu Primeiro” 2013/2017. Trata-se da afirmação da cidade enquanto pólo cultural nacional e destino turístico cultural e de city break, que é uma das prioridades do governo local”. Relativamente à associação com a Arena Atlântico – sociedade gestora do MEO Arena – o presidente realça o “elevado know-how na gestão de espaços multiusos, na programação de eventos culturais de dimensão nacional e internacional, entre outras áreas”, justificando, de seguida a presença da Viseu Marca. “Trata-se do city marketing da cidade e será responsável por desenvolver uma solução de gestão local”.

Viseu Arena

É, portanto, objectivo das três entidades envolvidas tornar o Viseu Arena como uma referência na região Centro de Portugal com potencial de atracção de eventos nacionais e internacionais e de públicos estrangeiros e nacionais. Em suma, inserir Viseu no mapa nacional e ibérico da oferta de espectáculos culturais, reforçando assim a sua dinâmica cultural, consolidando a sua centralidade e atractividade regionais. Almeida Henriques é o principal porta-voz desta estratégia. “A principal vocação do Viseu Arena será a de trazer mais certames para a cidade. Queremos que seja um espaço de grandes eventos na região Centro e que tenha um elevado padrão de qualidade nas áreas da música e cultura, bem como family shows ou congressos corporate”, enumera. “Pretendemos que seja um espaço aberto a co-produções ou parcerias regionais e locais que façam de Viseu, cada vez mais, um polo cultural, económico e turístico relevante e atractivo”.

Numa nota emitida durante a apresentação do projecto é referido que “excluindo outros eventos públicos, corporate ou family shows, o Viseu Arena deverá receber, em velocidade cruzeiro de exploração, entre 15 a 20 espectáculos culturais/ano”. Entre os vários melhoramentos da actual infra-estrutura contam-se a construção de requisitos acústicos adequados – actualmente inexistentes – aumento da capacidade das bancadas, beneficiação estéctica e térmica do edifício, construção de novos sanitários, camarotes e zonas de bar, melhoria das condições de hospitalidade, circulação e acessibilidade, adopção de um sistema de segurança, ventilação e controlo de acessos.

“Viseu ganha triplamente”

Viseu, com este novo espaço, ganha triplamente”. A declaração, entusiasta, é sintomática do que se espera que o novo recinto traga à cidade nos próximos anos. “Ganha um espaço de cultura, ganha turisticamente, na medida em que parte substantiva destes eventos assume potencial de atractividade de visitantes, e ganha economicamente, pois irá gerar actividades, riqueza e empregos directos em diversos sectores: indústrias criativas, hotelaria e restauração”.

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