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O que aconteceu em 2016

Relembre os momentos mais marcantes do ano prestes a terminar.

Carina Monteiro
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O que aconteceu em 2016

Relembre os momentos mais marcantes do ano prestes a terminar.

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Em ano de eleição do Presidente da República, foi a Selecção portuguesa que mais reinou ao sagrar-se campeã europeia de futebol em Paris. Futebol à parte, 2016 fica marcado por ser o primeiro ano de actuação do Governo de António Costa com o cumprimento de promessas de campanha como a reposição do IVA da restauração. Foi também o primeiro ano da TAP privatizada e de se conhecer o novo rumo da companhia.
Lá fora, meio mundo acordou chocado com o ‘Sim’ ao referendo sobre a saída do Reino Unido da União Europeia e outro meio mundo com a eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos, em Novembro. Foi ano de greves e de Jogos Olímpicos e, infelizmente, o mundo em 2016 não se tornou mais seguro, tendo sucedido novos atentados terroristas.
Recorde todos os momentos que marcaram o Turismo nacional em 2016.
Portugal
Ana Mendes Godinho, secretária de Estado do Turismo, não perdeu tempo a definir metas e uma agenda para o sector. A 7 de Janeiro, durante um almoço mensal promovido pela Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), fez várias promessas: o reajustamento do Regime Jurídico do Alojamento Local, o lançamento de novas medidas de apoio ao financiamento das empresas turísticas que teriam em conta as necessidades actuais e especificidades do sector, o relançamento do Fundo de Captação de Eventos e também do Fundo de Captação de Rotas Aéreas, que terminara no final de 2015. Neste último, uma novidade: o Fundo seria alargado ao segmento dos cruzeiros.
_U7A8025No mês seguinte, a secretária de Estado teve de lidar com a saída do presidente do Turismo de Portugal. João Cotrim de Figueiredo bateu com a porta e Secretaria rapidamente fez a substituição por Luís Araújo, profissional que já tinha trabalhado com Ana Mendes Godinho no gabinete do secretário de Estado do Turismo Bernardo Trindade. A designação foi feita de “forma célere”, para, segundo comunicado da Secretaria de Estado do Turismo, “assegurar o normal funcionamento do Instituto e de dotar o organismo de uma direcção que implemente as orientações estratégicas do Governo para o Turismo”. Para o cargo de vice-presidente do conselho directivo do Instituto do Turismo de Portugal, a Secretaria de Estado do Turismo reconduziu Teresa Monteiro, que já ocupava o cargo, e são designados para os cargos de vogal Filipe Silva e Carlos Abade, “ambos quadros do Turismo de Portugal com mérito reconhecido”.
O Governo aproveitou um dos maiores eventos turísticos nacionais, a BTL, para anunciar a Linha de Apoio à Qualificação. No primeiro dia da feira, o sector ficou a saber, de manhã, e pelo ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, que contava com uma Linha de Apoio à Qualificação de Oferta no valor de 60 milhões. À tarde foi o próprio chefe do Governo, António Costa, que anunciou mais 50 milhões para financiar projectos turísticos.
7,5 milhões de euros foi quanto o Ministério da Economia, através da Secretaria de Estado do Comércio e da Secretaria de Estado do Turismo, em articulação com o IAPMEI e com o Turismo de Portugal, reservou para duas Linhas de Crédito com vista a apoiar a revitalização do Comércio e Turismo em Albufeira, afectado pelas cheias de 1 de Novembro de 2015. O anúncio surgiu em Março.
Também em Março, o Turismo de Portugal foi alvo de buscas pela Polícia Judiciária, que recolheu documentação sobre contratos e adjudicações sobre a promoção do Turismo português no estrangeiro, sobretudo no Brasil. Em Abril, o Turismo de Portugal também foi notícia, mas pelo lançamento do Observatório da Actividade Turística, denominado Travel BI. Trata-se de uma plataforma dirigida a empresas e a outros agentes públicos e privados e é uma aposta do Turismo de Portugal no desenvolvimento de um sistema de business intelligence.
Em Abril, a autarquia de Vila Real de Santo António anunciou a introdução de uma taxa turística, medida que mereceu a contestação dos empresários hoteleiros, da CTP e do próprio Turismo do Algarve. No entanto, em Junho, a Câmara anunciou a constituição de um Conselho Estratégico Municipal Turístico, uma estrutura que surge de um entendimento entre a Câmara Municipal, hoteleiros e agentes imobiliários no decorrer da implementação da taxa turística na região, que começará a ser cobrada a 1 de Janeiro de 2017. Esta estrutura vai ser responsável pela gestão do sector turístico na região.
Em Maio, o Governo deu início ao debate nacional para encontrar uma estratégica para o Turismo nos próximos anos. Com a designação de Estratégia Turismo 2027 (ET 27), o lançamento da discussão pública aconteceu em Tomar. A ideia era, através de 10 Laboratórios Estratégicos de Turismo (LET) operacionalizados até Setembro e em todo o País, o sector construir “um referencial de longo prazo para o Turismo que enquadrará também o próximo quadro comunitário de apoio 2021-2027, que será conhecido por Estratégia Turismo 2027 (ET 27)”. O Turismo de Portugal realizou os Laboratórios e a Estratégia deverá estar concluída até ao final do ano para ser apresentada no início de 2017.
O Governo lançou a 19 de Maio o Programa Simplex +, que visava simplificar procedimentos administrativos e legislativos para pessoas e empresas. O Turismo foi um dos sectores visados e uma das medidas era tornar os licenciamentos dos empreendimentos turísticos mais simples, nomeadamente através da possibilidade de abertura após conclusão da obra, redução do número de entidades envolvidas no processo, diminuição de documentos e processo integrado para instalação de empreendimentos turísticos fora dos perímetros urbanos, incluindo Instrumentos de Gestão Territorial (IGT) e licenciamento urbanístico.
A meio do ano, sensivelmente, o Turismo de Portugal, juntamente com a Capital de Risco Portugal Ventures, anunciaram o lançamento do programa ‘+Património +Turismo’, dotado de dez milhões de euros, com vista à estimulação do sector das startups e de novos negócios.

Também a meio do ano, a 6 de Julho, foi retomado o Conselho Estratégico de Promoção Turística. Estiveram presentes a Associação do Turismo dos Açores; a Associação de Promoção da Madeira; a Associação do Turismo de Lisboa; a Associação do Turismo do Algarve; a Entidade Regional do Turismo do Algarve; e Entidade Regional do Turismo do Centro. O CEPT deixou de se realizar desde o final da legislatura de Bernardo Trindade como secretário de Estado do Turismo. Recorde-se que, em Abril, em entrevista ao Publituris, a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, indicou que a retoma do CEPT iria ser “um processo muito rápido”.

Ainda em Julho, o Centro de Portugal foi eleito o destino preferido para os agentes de viagens europeus para o próximo ano. A entidade assinou um protocolo com a Confederação Europeia das Associações de Agências de Viagens e Operadores Turísticos Europeus (ECTAA). O documento foi assinado na Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra, pelo presidente da Turismo Centro de Portugal, Pedro Machado, pela presidente da ECTAA, Merike Hallik, pelo secretário-geral da ECTAA, Michel de Blust, e apadrinhado pelo presidente da APAVT e vice-presidente da ECTAA, Pedro Costa Ferreira. A Selecção portuguesa sagrou-se campeã europeia de futebol no dia 10 de Julho contra a Selecção francesa. À boleia dos “estragos” que a derrota provocou nos franceses, o Turismo de Portugal convidou um adepto francês para conhecer Portugal.

Foi um Verão eufórico para os portugueses por causa desta vitória, mas o que sucedeu em Portugal durante o mês de Agosto não teve nada de bonito ou vitorioso. Um pouco por todo o País deflagraram incêndios. A Madeira e, sobretudo, o Funchal, foram bastante afectados, o que levou a que o sector do Turismo se mostrasse solidário com a situação.

Ainda em Agosto, o Governo apresentou nova medida: a concessão de 30 edifícios públicos a privados, no âmbito do Programa de Valorização do Património. O primeiro imóvel apresentado foi o Convento de São Paulo, em Elvas. Os edifícios que fazem parte da iniciativa vão continuar a pertencer ao Estado.

Em Setembro, surge a campanha “Ponha Portugal no Mapa”. Lançada pelo Turismo de Portugal, a campanha visa a promoção do Turismo Interno. No mesmo mês, foi apresentado o programa “All for All”, a iniciativa em que serão lançadas novas linhas de apoio à criação de acessibilidades em estabelecimentos hoteleiros e em espaços públicos, nas quais o Turismo de Portugal alocou cinco milhões de euros para financiamento de projectos de empresas e entidades públicas.

Para assinalar do Dia Mundial do Turismo, a 27 de Setembro, a Confederação do Turismo Português realizou a III Cimeira do Turismo que contou com antigos e actuais governantes, assim como o Presidente da República.

Uma agenda cultural para todo o ano com mais de mil eventos de música, dança, teatro, exposições, animações de património, entre outras actividades. Será assim o “365 Algarve”, o programa do Governo para combater a sazonalidade do Algarve, apresentado no final de Setembro. Nesta primeira edição, terá um investimento de 1,5 milhões de euros por parte do Turismo de Portugal – a executar pela Região de Turismo do Algarve através dos agentes culturais da região e municípios. A programação apresentada é válida entre Outubro deste ano e Maio de 2017.

O mês de Setembro não terminou sem que se conhecessem os projectos que o Fundo Turístico de Lisboa (criado no seguimento da introdução da taxa turística) irão apoiar. Entre os projectos apoiados pelo Fundo estão a exposição permanente das Jóias da Coroa e dos Tesouros de Ourivesaria da Casa Real, o Museu Judaico e o Centro Interpretativo da Ponte 25 de Abril.

Outubro chegou com a notícia da abertura de uma ligação aérea entre Portugal e China no próximo ano. O anúncio foi feito pelo Turismo de Portugal, que assinou um protocolo com o Grupo HNA (Beijing Capital Airlines). Esta parceria contou ainda com a participação da ANA Aeroportos e Associação de Turismo de Lisboa.

A criação de uma taxa turística no município de Cascais foi notícia no mês do Outubro. A medida foi contestada pelos hoteleiros da região. A decisão final deverá ser conhecida ainda este ano.

No final de Outubro, o Governo aprovou o programa Valorizar e criou Linhas de Apoio para Wifi e Turismo Acessível.

Novembro ficou marcado pela realização, pela primeira vez, do Web Summit em Portugal, concretamente em Lisboa. O Turismo de Portugal participou no evento para não passar a oportunidade de promover Portugal aos 50 mil participantes.

A terminar o ano, a secretária de Estado do Turismo lançou um novo desafio ao sector. A criação de um Centro de Inovação do Turismo, em conjunto com o Turismo de Portugal e as empresas do sector, tanto as tradicionais como as startups, foi o repto lançado pela secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, na sessão de encerramento do Congresso Nacional da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP). Para a responsável da pasta do Turismo, “Portugal tem condições para liderar o Turismo de futuro”, como tal, e caso as empresas estejam interessadas no projecto, a responsável afirmou estar disponível para desenvolver este projecto em conjunto.

Transportes

TAP
A TAP anunciou em Janeiro a ponte aérea entre Lisboa e Porto.

Não é difícil adivinhar qual o tema mais falado em Portugal, quando se junta Transportes e Turismo. Chama-se TAP. A companhia teve um início de ano de 2016 bastante mediático. Logo em Janeiro, Fernando Pinto, presidente da transportadora, anunciou que a Portugália passaria a TAP Express e teria uma ponte aérea entre Lisboa e Porto (voos de hora a hora). Ainda em Janeiro, a companhia anunciou a suspensão de alguns voos no Verão IATA, concretamente: os voos do Porto com destino a Barcelona, Milão, Bruxelas e Roma; e voos de Lisboa com ligação a Gotemburgo, Hannover, Zagreb, Budapeste e Bucareste. As rotas de Lisboa-Bogotá-Panamá-Lisboa bem como a ligação a Manaus também foram suspensas.

As críticas à supressão de rotas do Porto não tardaram a chegar. Vieram do presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, e da Associação Comercial Porto, que classificou de “lamentável” e “altamente prejudicial para as empresas e a economia do Norte”. O que não tardou a chegar foi também a resposta da concorrência. A Comboios de Portugal fez saber que iria garantir resposta adequada à concorrência da ponte aérea Lisboa-Porto e que os comboios Alfa-Pendular seriam remodelados. A Ponte Aérea teve início a 28 de Março.

A Ryanair, em Fevereiro, anunciou um reforço da operação para o Porto no Inverno IATA, abrindo um voo para Varsóvia, Dublin, Liverpool e Valência, e voos adicionais para Barcelona, Bruxelas, Madrid e Milão, em resposta à saída da TAP destas rotas. A TAP continuava a ser notícia no início do ano, ao anunciar novas rotas para os EUA, nomeadamente para Nova Iorque e Boston, assim como o reforço de ligações para Newark e Miami. As ligações para o aeroporto de Boston e para JFK (Nova Iorque) tiveram início a 11 de Junho e 1 de Julho, respectivamente.

Em Julho, a companhia aérea nacional lançou o programa “Portugal Stopover”, incentivando os passageiros de longo curso que viajam com a companhia, em trânsito por Lisboa ou Porto, a aproveitarem a passagem por Portugal para visitar o País, podendo ficar até três dias numa destas cidades portuguesas. Mas as novidades não terminaram por aqui. Em Setembro, chegou a notícia de tarifas mais baixas para voos na Europa e Norte de África (Marrocos e Argélia). A redução média foi de 34% no tarifário mais baixo – Discount – com preços a partir dos 32 euros por percurso com taxas incluídas. Mais tarde, a companhia foi obrigada a emitir um comunicado onde esclarecia que os Açores e a Madeira também iriam ser abrangidos pelo novo programa de tarifas baixas lançadas pela TAP e em vigor desde o dia 1 de Setembro. Mesmo a finalizar o ano, a TAP anunciou novas rotas para 2017: Toronto, Las Palmas e Alicante. Outras duas operações vão ser retomadas no próximo Verão: Budapeste e Bucareste, que foram suspensas durante o Verão IATA de 2016.

Ainda sobre quem fica com o quê na TAP, houve mais um capítulo: a Autoridade da Concorrência aprovou, em Agosto, que o Estado ficasse com 50% da transportadora.

Mas nem só da TAP vive o sector turístico. A Douro Azul anunciou, no início do ano, a construção de mais dois navios-hotel para o Douro, num investimento que ultrapassaria os 25 milhões de euros. A Bluebus City Tours pertencente também à Mystic Invest, empresa de Mário Ferreira, anunciou o início de operações em Lisboa.

Durante a BTL, em Março, a SATA anunciou o reforço de lugares para a América do Norte, lançando uma rota para Providence no Verão. A companhia passou, igualmente, a ter uma nova imagem e a designar-se Azores Airlines.

A empresa de handling Portway também foi notícia ao longo de 2016. Em Março, a empresa anunciou a redução de cerca de 33% da sua actividade e um corte nos postos de trabalho que podia ir até aos 10%. Em comunicado, a empresa de handling explicou que iria proceder a este reajustamento na sequência da decisão da Ryanair de descontinuar os serviços de handling nos aeroportos de Faro, Porto e Lisboa. Mas, em Setembro, a Portway anunciou que iria fazer um despedimento colectivo de 83 trabalhadores do ‘handling’ (assistência nos aeroportos), em vez dos 256 previstos no início do processo, depois de 173 trabalhadores terem aceitado medidas alternativas ou terem rescindido voluntariamente. Entretanto, o Aeroporto de Lisboa mudou de nome e, desde Maio, que dá pelo nome de Aeroporto Humberto Delgado.

Em entrevista ao Publituris, em Junho, na qualidade de presidente adjunto da Associação de Turismo de Lisboa (ATL), Jorce Ponce de Leão, administrador delegado da ANA, afirmou que ficaria “surpreendido” se a decisão do Governo sobre a solução para o Aeroporto Humberto Delgado não fosse tomada nos próximos meses. Em entrevista, o responsável explicou pormenorizadamente a solução para a capacidade aeroportuária, ou seja o Aeroporto Humberto Delgado apoiado pelo Montijo. No entanto, o Governo parece ter um entendimento diferente, já que em Outubro o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, revelou que a utilização de uma pista complementar é “o cenário que está a ser estudado com mais intensidade”, para reforçar a capacidade aeroportuária da cidade de Lisboa. “A utilização de mais uma pista para complementar é o cenário que está a ser estudado com mais intensidade no actual aeroporto Humberto Delgado”, referiu o governante.

Segundo Pedro Marques, a partir de 2017 deverá estar consolidada a decisão sobre o reforço da capacidade aeroportuária de Lisboa, “nomeadamente com a possibilidade de utilização de mais alguma pista complementar à actual infraestrutura”.

A EverJets foi notícia por suspender os voos regulares para o Funchal a 15 de Maio, apostando apenas nas operações charter para o Funchal e Porto Santo. Mas ainda viria a ser notícia mais à frente.

Um aparelho que realizava o voo da operação charter operada pela Everjets entre o Porto e a Ilha da Boa Vista, em Cabo Verde, sofreu uma avaria, tendo sido obrigado a aterrar de emergência no aeroporto do Porto Santo, no final de Agosto.

Em Setembro, os operadores Solférias, Soltrópico e Sonhando decidiram que a restante operação de Verão para Cabo Verde e Porto Santo da Everjets passaria a ser assegurada em colaboração com a companhia aérea Canadiana ENERJET, sendo o equipamento um avião Boeing 737 700, de 149 lugares.

Também foi notícia a suspensão do segundo voo da Emirates entre Lisboa e o Dubai. O voo tinha sido iniciado a 1 de Janeiro de 2016 e foi suspenso a 1 de Setembro.

Agentes e operadores

Em Janeiro, o Publituris fazia capa com a B the travel brand, rede de agências do Grupo Barceló que iria abrir duas lojas em Lisboa e no Porto até ao Verão. Constantino Pinto, responsável pelo projecto, explicou, na altura, que as agências de viagens iriam basear-se num conceito premium e distinto do que existe no mercado.

Seis anos depois de aparecer no mercado, o operador turístico Solférias apresentou uma nova imagem em Março. Esta renovação da imagem do operador turístico era, segundo Nuno Mateus, director-geral da Solférias, “fundamental”. De forma a olhar para o presente e o futuro do operador turístico e com uma “fase de grandes alterações tecnológicas”, a direcção da Solférias concluiu que se tratava também da altura certa para realizar uma alteração da marca de forma a que esta acompanhe também a evolução do mercado.

JU7A0168
Duarte Correia, antigo accionista e CEO da TUI em Portugal, assumiu o cargo de Presidente do Conselho de Administração da World2Meet.

A W2M WORLD2MEET, empresa propriedade do grupo Iberostar, começou a operar em Portugal e em Cabo Verde em Junho deste ano. A empresa tem sede em Albufeira, com escritórios também em Lisboa, Funchal (Madeira) e Ponta Delgada (Açores), em Portugal, e nas Ilhas do Sal e da Boa Vista, em Cabo Verde. Para liderar este projecto de expansão, a W2M contratou Duarte Correia, antigo accionista e CEO da TUI em Portugal, que, além de accionista da empresa, assumirá o cargo de Presidente do Conselho de Administração.

Por falar em TUI, em Outubro deste ano, empresa integrante do Grupo TUI, anunciou a separação das suas unidades de negócio no País. Desde o dia 1 de Outubro, o grupo conta com duas entidades diferentes em Portugal: a TUI Portugal, responsável pelo mercado de outgoing e a TUI Destination Services, responsável pelo mercado de incoming. A TUI Portugal está agora exclusivamente dedicada ao mercado de outgoing, integrando na sua estrutura o operador turístico Nouvelles Frontières, as agências de viagens TUI Viagens e ainda um conjunto de projectos para o mercado nacional, actualmente em desenvolvimento, informou a empresa.

Foi em Junho deste ano que a GO4TRAVEL anunciou dois novos accionistas, a ‘Em Viagem Lda.’ e a Globalis – Viagens Expansão’. A decisão foi tornada pública pelo grupo em comunicado, onde referiu que a GO4Travel tem um volume global de negócios estimado em cerca de 315 milhões de euros “e com estes dois novos accionistas fortalece a sua liderança no mercado”.

A Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), com o apoio do Governo Regional dos Açores, venceu a candidatura para a organização do congresso anual da Association of British Travel Agents (ABTA), em 2017, em Ponta Delgada. A decisão foi anunciada em Abu Dhabi, cidade onde decorreu o congresso deste ano da congénere britânica da APAVT. A candidatura, que foi originalmente apresentada pela APAVT em 2015, foi disputada com mais dois destinos europeus, tendo o projecto da associação portuguesa com o apoio do Turismo dos Açores vencido a concorrência.

Hotelaria

No sector da Hotelaria, o ano começou com o anúncio, em Fevereiro, da candidatura de Raúl Martins, administrador dos Hotéis Altis, à presidência da Associação da Hotelaria em Portugal, cujas eleições para o triénio 2016/2018 aconteceriam em Março. Raul Martins liderou uma lista única e foi eleito, sucedendo no cargo a Luís Veiga. Na tomada de posse, em Abril, e com o ministro da Economia na plateia, pediu a revisão dos diplomas do Alojamento Local e do Regime dos Empreendimentos Turísticos. De Caldeira Cabral recebeu a resposta de que o Governo iria eliminar a dispensa de estrelas nos hotéis do RJET, algo que o governante classificou como “uma figura que só gerou confusão e que não teve adesão por parte do mercado”.

Portugal tem 30308 unidades de Alojamento Local, das quais apenas 23% estão concentradas nos centros urbanos de Lisboa e do Porto, sendo que a capital reúne 17% da oferta. Estes foram os dados apurados pela Associação de Alojamento Local Em Portugal (ALEP). A maior parte da oferta de Alojamento Local no País concentra-se nas zonas balneares no litoral, com especial relevância para o Algarve. A associação recém criada realizou, pela primeira vez, uma conferência de imprensa para desmistificar algumas ideias criadas à volta da actividade. O presidente da associação, Eduardo Miranda, disse, a propósito da revisão do Regime Jurídico do Alojamento Local, que: “Não queremos é que essa discussão das adaptações [ao RJAL] se transforme numa oportunidade de fazer alterações com sentido de criar barreiras grandes ao Alojamento Local”. Eduardo Miranda reforça que, “não queremos é que seja aproveitado este momento para se criarem barreiras, que parecem só técnicas, que são quase para aniquilar a concorrência do Alojamento Local”.

Em Outubro, e já sendo quase certo o agravamento do imposto sobre o rendimento do Alojamento Local no Orçamento de Estado para 2017, a ALEP comentou a medida: “As medidas anunciadas visam, supostamente, equiparar o imposto sobre o Alojamento Local ao do arrendamento tradicional, justificando a medida com a necessidade de amenizar o problema habitacional de Lisboa”, escreve a associação em comunicado de imprensa. “A questão não são valores ou alíquotas, mas tão simplesmente o facto de a proposta não fazer qualquer sentido. Um rendimento passivo de um imóvel que quase não tem custos associados, não pode efectivamente ser comparado com uma prestação de serviços complexa e com inúmeros custos associados”.

A 1 de Julho o IVA na restauração foi reposto nos 13%, medida prometida por António Costa durante a campanha.

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Martinho Fortunato e Miguel Velez, os dois na foto, juntamente com Adrian Bridge abriram a Unlock Hotels, uma empresa de gestão de activos hoteleiros.

No que diz respeito ao lançamento de novas marcas ou empresas hoteleiras, em Julho, Miguel Velez, Martinho Fortunato e Adrian Bridge anunciaram a abertura da Unlock Hotels, uma empresa de gestão de activos hoteleiros com sede no Porto e escritórios em Lisboa. A empresa já conta com três hotéis em gestão: a Casa Melo Alvim, em Viana do Castelo, o Hotel da Estrela, em Lisboa, e, mais recentemente, o Monverde Wine Experience Hotel, em Amarante. Chama-se Azoris Hotels & Leisure e é mais recente marca hoteleira em Portugal. A Azoris foi lançada, em Novembro, pelo grupo Investaçor, que detém três unidades nos Açores: o Royal Garden, localizado em Ponta Delgada, o Angra Garden, na Ilha Terceira, e o Faial Garden, no Faial.

O Vila Galé ganhou a concessão do Convento de São Paulo (também conhecido como antigo Quartel de S. Paulo ou edifício do Tribunal Militar de Elvas), em Elvas, o primeiro de 30 edifícios públicos que o Governo Português incluiu ao abrigo do programa Revive.

Nota editorial: artigo publicado na edição nr. 1332 do Publituris, de 9 de Dezembro de 2016

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“Prime” da eDreams ODIGEO alcança 2 milhões de membros

Tendo triplicado o número de membro em apenas num ano, a companhia prevê atingir os 7,5 milhões de subscritores até 2025.

O Prime, serviço de subscrição de viagens da eDreams ODIGEO, alcançou dois milhões de membros, tendo percorrido mais de 16 milhões de quilómetros e visitado 215 países em todo o mundo.

O Prime é um serviço exclusivo e personalizado que oferece aos subscritores acesso a voos, hotéis e aluguer de viaturas, “permitindo-lhes beneficiar das opções de viagem mais flexíveis, convenientes e acessíveis, ao mesmo tempo que conseguem poupanças significativas”, refere a empresa em comunicado.

“À medida que a procura por viagens de lazer continua a recuperar solidamente, o serviço registou também um grande aumento da sua procura”, reconhece a companhia de viagens online, adiantando que o número de novos membros “praticamente triplicou em apenas um ano”, salientando, ainda que “o desempenho e crescimento do Prime provam que o modelo de subscrição é cada vez mais atrativo para os viajantes de todo o mundo”.

Com base no crescimento do Prime, a empresa prevê alcançar “7,5 milhões de membros até ao ano fiscal de 2025”.

Quase dois quintos (39%) das reservas de voos realizadas com as marcas de agências de viagens da eDreams ODIGEO (eDreams, Opodo e GO Voyages) são efetuadas por membros Prime, sendo que os subscritores têm 2-3 vezes maior probabilidade de reservar viagens adicionais do que os clientes que não são membros Prime, indica a companhia. O serviço provou ser “popular em todos os perfis e grupos etários de viajantes, e mais notavelmente na faixa etária dos 18 aos 35 anos”.

Dana Dunne, CEO da eDreams ODIGEO, salienta que “a abordagem impulsionada pela tecnologia e a nossa escala inigualável em termos de voos, sendo o fornecedor número 2 a nível global, ajudaram-nos a estimular o sucesso do Prime”.

No que diz respeito aos serviços de subscrição, destaca que “são muito populares noutras áreas das nossas vidas, mas o Prime é o primeiro serviço de subscrição de viagens do mundo, oferecendo soluções de viagem mais personalizadas, flexíveis e o mais adaptadas possível às necessidades individuais dos nossos membros. O programa ajudou-nos a aprofundar a nossa relação com os nossos clientes e a compreender melhor as suas expectativas crescentes no que toca à relação qualidade-preço, à escolha e à conveniência na reserva das suas férias”.

Dana Dunne, admite que, “à medida que a procura dos consumidores por viagens continua a evoluir no mundo pós-pandemia, acreditamos que nossa abordagem estratégica e os nossos produtos vão permitir-nos continuar na vanguarda do futuro das viagens”.

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Revive Natureza: Concursos para exploração de seis imóveis receberam 45 candidaturas

A Casa do Pinheiro Manso e o Chalet de S. Pedro, ambos em São Pedro de Moel, foram os imóveis que reuniram o maior número de propostas, com 17 e 12 candidaturas, respetivamente.

Os concursos para atribuição de direitos de exploração de seis imóveis no âmbito do Revive Natureza, que foram lançados em junho e encerraram a 19 de novembro, receberam um total de 45 candidaturas, que vão agora ser analisadas “com vista à sua adjudicação”, informou o Gabinete do Ministro de Estado da Economia e Transição Digital em comunicado.

De acordo com a informação divulgada, “foram apresentadas propostas a todos os imóveis”, mas os que registaram maior procura foram a Casa do Pinheiro Manso e o Chalet de S. Pedro, ambos em São Pedro de Moel, bem como o Antigo Posto Fiscal em Monte Fidalgo, em Vila Velha de Rodão, com 17, 12 e oito candidaturas, respetivamente.

Além destes, estava ainda a concurso a exploração da Casa Florestal de Sul, em Coimbra, que recebeu duas propostas, a antiga Sede da Administração Florestal na Figueira da Foz, que obteve cinco candidaturas, e o Edifício Florestal da Abrigada, em Lisboa, para o qual foi apresentada uma proposta.

O Gabinete do Ministro de Estado, Economia e da Transição Digital explica ainda que “o Fundo Revive Natureza poderá vir a conceder financiamento às entidades a quem for atribuído o direito de exploração dos imóveis, criando-se, assim, as melhores condições para a concretização dos respetivos investimentos”.

Criado em 2019, o Programa Revive Natureza  tem como objetivos recuperar os imóveis, criar emprego local e dinamizar as economias locais, através das redes de oferta e valorização dos produtos endógenos, constituindo-se como mais um instrumento de concretização dos eixos estratégicos da Estratégia de Turismo 2027, nomeadamente a valorização do território nacional.

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Cascade Wellness Resort já tem propostas para a época festiva

Já estão disponíveis as propostas de Natal e réveillon no Cascade Wellness Resort, unidade hoteleira de 5 estrelas em Lagos (Algarve).

Já estão disponíveis as propostas de Natal e réveillon no Cascade Wellness Resort, unidade hoteleira de 5 estrelas em Lagos (Algarve), com várias opções de programas. 

A Christmas to Remember é o mote para os dois pacotes de Natal, um que a partir de 548€, inclui alojamento em quarto, suite, apartamento ou vila, com pequeno-almoço, jantar de Natal buffet no Restaurante Mundi com música ao vivo, show cooking e ainda brunch buffet no dia 25 de dezembro (bebidas incluídas).  

A opção do pacote A Christmas to Remember no Restaurante Senses, disponível a partir de 592€, inclui alojamento em quarto, suite, apartamento ou vila, e pequeno-almoço, jantar de Natal com Menu de degustação (de 5 pratos), wine pairing e brunch de Natal (bebidas incluídas). 

Para o réveillon também existem duas opções de programa, e desta vez o tema é The Glam Boat, a preços que variam desde os 799€ aos 879€.  Em ambas as opções, na noite de 31 de dezembro as crianças contam com um réveillon só seu, com jantar e entretenimento infantil disponível na sala das crianças. 

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Solférias lança operação charter para o Senegal, de Lisboa e Porto

A Solférias anunciou ao mercado, esta terça-feira, que o Senegal passará a ser uma das apostas do operador para o novo ano, com uma operação charter.

A Solférias anunciou ao mercado, esta terça-feira, que o Senegal passará a ser uma das apostas do operador para o novo ano, com uma operação charter à saída de Lisboa e do Porto. 

A cadeia hoteleira RIU será o centro de uma operação em voos especiais que a Solférias tem já confirmada com partidas de Lisboa e Porto, às segundas-feiras, de 6 junho a 3 outubro 2022. 

 O lançamento deste destino vem na sequência do objetivo da Solférias de disponibilizar às agências e agentes de viagens portugueses a melhor e mais competitiva oferta, procurando desde sempre contribuir para a afirmação de alguns destinos no mercado nacional, indica comunicado da empresa. 

O operador refere o país, localizado na costa ocidental de África, como “um destino com fantásticas praias, uma cultura e tradição de receber assinaláveis, a uma distância de voo comparável com outro dos destinos favoritos dos portugueses (Cabo Verde). O Senegal reúne todas as condições para ser uma das grandes (boas) surpresas de 2022”. 

A operação do Senegal surge também na sequência da abertura do novo RIU Baobab, hotel de 5 estrelas da cadeia RIU, na primeira linha de praia na zona de Pointe Saréne,  prevista para 8 de abril de 2022. 

Antes do início desta operação, a Solférias disponibiliza já ao mercado um programa em voos TAP e com preços desde 887 euros por pessoa, num pacote de cinco noites em quarto duplo e regime do tudo incluído. 

  

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Açores destacam turismo cultural para valorizar destino

Os Açores destacam a importância do turismo cultural não só para a diversificação, mas também na valorização do destino e da experiência turística.

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Os Açores destacam a importância do turismo cultural não só para a diversificação, mas também na valorização do destino e da experiência turística, segundo o secretário Regional dos Transportes, Turismo e Energia. 

Mário Mota Borges falava na abertura de uma ação de capacitação sobre as temáticas Turismo Industrial em Portugal & a importância das Rotas Açores para a estruturação da oferta turística cultural, organizada pela Secretaria Regional ´dos Transportes, Turismo e Energia, na cidade da Horta. 

O governante realçou ainda que a estratégia para o desenvolvimento do turismo “passa por um turismo sustentável, com base na proteção do território e da qualificação do destino”, para acrescentar que o turismo cultural é um “elemento fundamental do destino, em temáticas como as que estão a ser trabalhadas nas Rotas Açores, através da criação de uma verdadeira rede cultural colaborativa, em torno da baleação, das vinhas e dos vulcões”. 

No que diz respeito ao turismo industrial, Mário Mota Borges deu como exemplos os produtos ligados ao agroturismo, como é o caso do chá, dos laticínios ou das conservas. 

O evento contou ainda com a participação da secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, que realçou o entusiamo da região no envolvimento desde o primeiro momento neste projeto do turismo industrial em Portugal. 

Refira-se que as empresas da indústria viva dos Açores poderão concorrer às linhas de apoio que o Turismo de Portugal terá disponíveis para capacitar as suas instalações à visitação, ficou assegurado no encontro. 

 

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Destinos

Grécia impõe novas medidas de restrição

A Grécia impôs, esta segunda-feira, um amplo conjunto de restrições para combater as infeções pelo novo coronavírus, que estará em vigor pelo menos até 6 de dezembro. 

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A Grécia impôs, esta segunda-feira, um amplo conjunto de restrições para combater as infeções pelo novo coronavírus. que elevou a taxa de mortalidade no país para quase o dobro da média da União Europeia (UE). 

Até o dia 6 de dezembro, será obrigatório o uso da máscara em todos os locais de trabalho e haverá horário de funcionamento escalonados nos setores público e privado. Além disso, para entrar em todos os espaços fechados de entretenimento, será obrigatória a apresentação do certificado de vacinação ou o comprovativo de que tenha tido a Covid-19 e se recuperado recentemente. Estão incluídos bares, restaurantes, cinemas e museus, entre outros. 

O Governo descartou o regresso ao confinamento geral e o ministro da Saúde, Thanos Plevris, disse que as restrições atuais seriam reavaliadas dentro de duas semanas. 

 

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OMT e Conselho da Europa formam parceria para desenvolver rotas culturais

Parceria visa o desenvolvimento de rotas culturais na Europa, numa iniciativa que pretende explorar as oportunidades do turismo para as comunidades locais e melhorar a experiência dos turistas na Europa.

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A Organização Mundial do Turismo (OMT) e o Conselho da Europa estabeleceram uma parceria com vista ao desenvolvimento de rotas culturais por toda a Europa, numa iniciativa que visa explorar as oportunidades que o turismo pode trazer para as comunidades locais e melhorar a experiência dos turistas na Europa.

De acordo com um comunicado enviado à imprensa pela OMT, esta parceria prevê o lançamento de ações conjuntas entre as duas entidades, que contribuam para o “reconhecimento do valor acrescentado que as rotas culturais oferecem ao desenvolvimento do turismo sustentável, a salvaguarda do património cultural e o diálogo intercultural”.

“A colaboração também vai destacar o potencial das rotas para o avanço do desenvolvimento social, económico e cultural, beneficiando tanto a Europa como os países parceiros, através do fortalecimento dos laços culturais e históricos”, refere ainda a OMT.

Numa primeira fase, explica a OMT, as duas entidades vão trabalhar o turismo criativo, no âmbito do Ano Internacional da Economia Criativa 2021, assim como promover destinos abrangidos pelo Acordo Parcial Alargado sobre Rotas Culturais (EPA) do Conselho da Europa .

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Alojamento

Casas de Alpedrinha aptas para receber nómadas digitais

As Casas de Alpedrinha passaram a oferecer um espaço apropriado para receber profissionais em teletrabalho e nómadas digitais, que ultimamente têm procurado o interior do país. 

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As Casas de Alpedrinha passaram a oferecer um espaço apropriado para receber profissionais em teletrabalho e nómadas digitais, que ultimamente têm procurado o interior do país. 

O empreendimento está situado na Vila de Alpedrinha, em ambiente rural, no coração da Beira Baixa, cercada por aldeias históricas, de xisto e de montanha. Região próxima à fronteira com a Espanha torna-se alternativa para quem deseja ficar longe das aglomerações dos grandes centros e ganhar em qualidade de vida e experiências. 

São formadas por um conjunto de 10 casas de campo totalmente mobiladas que dispõem de sala de estar ampla – com salamandra abastecida com lenha encontrada na própria quinta – cozinha equipada, casa de banho com luz natural e jardim privativo; os hóspedes ainda podem escolher entre casas com um (suíte) ou dois quartos – e capacidade para receber até quatro. 

O ambiente conta ainda com piscina (aberta nos meses de verão), campo de ténis, roteiros turísticos personalizados, para dar a conhecer a região, vista panorâmica, lavandaria, estacionamento gratuito e serviços essenciais.  

 

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Transportes

Transavia também vai voar entre Amesterdão e Ponta Delgada a partir de abril de 2022

Voos entre Amesterdão e Ponta Delgada arrancam em abril de 2022, com uma ligação por semana, aos domingos.

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Depois de anunciar o lançamento de uma rota entre Paris e Ponta Delgada, nos Açores, no verão do próximo ano, a Transavia revelou agora que também vai voar entre a capital micaelense e Amesterdão, numa operação que arranca em abril do próximo ano e que vai contar com um voo por semana, aos domingos.

“A Transavia vai abrir uma nova rota entre Ponta Delgada e Amesterdão-Schiphol na próxima Primavera – a ser inaugurada em abril de 2022. Após anunciar, recentemente, uma nova rota de verão a ligar Paris e a ilha de São Miguel, nos Açores, a subsidiária low-cost do grupo Air France-KLM propõe agora uma ligação totalmente nova entre os Países Baixos e o arquipélago dos Açores”, lê-se num comunicado enviado pela companhia aérea à imprensa esta segunda-feira, 22 de novembro.

Na informação divulgada, a Transavia avança preços desde 72 euros para voos de ida e explica que a abertura da nova rota é possível devido à expansão da sua frota, principalmente em França, uma vez que vai passar de 40 aviões 737-800s no início de 2021 para 61 aviões a partir de abril de 2022.

“Globalmente, a filial low-cost do grupo Air France-KLM terá uma frota total de 89 aviões a voar para mais de 100 destinos na Europa”, acrescenta a Transavia, que alerta, no entanto, que o “programa de voos mantém-se em constante evolução e continua sujeito às condições sanitárias e às restrições impostas pelas autoridades dos países em causa”.

Os bilhetes já se encontram à venda e podem ser adquiridos através do site da companhia aérea, em www.transavia.com.

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Hotelaria

Vila Galé soma 20 anos no Brasil e segue para Alagoas, Cumbuco e Salvador da Bahia

O grupo hoteleiro celebrou o 20.º aniversário no Brasil e anunciou a expansão do portefólio no país com três novos projetos.

Rute Simão

Duas décadas depois de ter pisado as Terras de Vera Cruz, a Vila Galé vai expandir a oferta no Brasil com três novos projetos hoteleiros. Já no verão do próximo ano abre portas o Vila Galé Alagoas, na praia de Carro Quebrado. O resort com 514 quartos é fruto de um investimento de 150 milhões de reais (24 milhões de euros) e será o 10.º hotel do grupo no país. A unidade terá uma oferta de seis restaurantes, spa, oito salas de reunião e um parque aquático infantil . No total, vai gerar 600 empregos diretos.

O projeto  iniciou obras em plena pandemia, no segundo semestre de 2020, e, apesar do receio inicial em avançar com o novo investimento, o grupo acredita que a nova unidade será “um excelente negócio”.

“O Governador de Alagoas [Renan Filho] publicou uma legislação para captar investidores, não só na hotelaria. Desapropriou uma área e vendeu-nos a um preço simbólico. Quando começou a crise arrepiei. Podemos ser ousados e otimistas, mas também temos realismo. Ficámos muito preocupados em avançar com um investimento pesado num quadro de pandemia. Mas, depois, não tive coragem de chegar perto do Governador, que foi comprar um terreno para nos vender a um preço simbólico, e dizer que não haveria negócio. Não tinha jeito e por isso avançámos. Vale a pena avançar e vai ser um excelente negócio”, garantiu o presidente do grupo Vila Galé na conferência de imprensa em Fortaleza que assinalou os 20 anos do grupo no Brasil.

Jorge Rebelo de Almeida acredita que o Brasil tem “um potencial extraordinário”  e, por isso mesmo, vai continuar a apostar no país. Assim que o novo hotel em Alagoas for inaugurado, o grupo iniciará a construção do segundo projeto no Cumbuco. O Vila Galé Collection Cumbuco terá uma oferta de 130 unidades de alojamento bem como um lote com 80 moradias. O projeto, que será vizinho do Vila Galé Cumbuco, ainda não está fechado, garante o presidente, que não avançou com o valor do investimento.

Em fase de concurso encontra-se ainda uma terceira unidade em Salvador da Bahia, que resultará da reconstrução da antiga sede do Governo local, o Palácio de Rio Branco. “Estamos a preparar um sonho. Estamos a concorrer, já aprovamos o projeto, mas ainda não ganhamos o concurso. O Palácio de Rio Branco é uma peça monumental numa localização no centro histórico”, anunciou Jorge Rebeleo de Almeida que assume que a reconstrução de património histórico é “um vício” para a cadeia hoteleira portuguesa.

“Adoro a recuperação de património histórico. Defendo que as cidades com um centro histórico têm a obrigação moral de recuperar esse centro. As cidades que não têm centro perderam a alma.  É uma coisa que dá muito prazer, diria que é quase um vício recuperarmos património histórico”, assegurou.

“Democratizamos a oferta dos resorts no Brasil”
A Vila Galé assinalou este fim-de-semana o 20.º aniversário da operação no Brasil, num evento que decorreu no Vila Galé Fortaleza, o primeiro hotel do grupo a abrir portas no país,

“Começámos aqui porque era mais perto de Portugal, porque havia um voo direto da TAP, e a secretária do turismo do Ceará na altura, Anya Ribeiro, era muito insistente e persistente e tinha feito uma campanha extraordinária em Portugal divulgando o Ceará”, relembrou o presidente do grupo Vila Galé.

Em retrospetiva, Jorge Rebelo de Almeida assume que o panorama hoteleiro no país “melhorou muito” e que a teimosia o levou a não desistir do país. “Quando  chegámos aqui não havia resorts. Os resorts que havia há 20 anos tinham preços absurdos, só uma classe muito alta é que conseguia [pagar]. Hoje fazemos, com boa gestão, uma oferta de qualidade por um preço muitíssimo mais atrativo e com condições de pagamento. Diria que democratizámos a oferta dos resorts no Brasil. Hoje muito mais pessoas têm acesso a um resort”, admitiu.

Apesar do percurso de sucesso, o presidente do grupo hoteleiro sublinhou também os desafios da operação no Brasil e apontou os licenciamentos como um dos maiores constrangimentos. “O Brasil continua a adorar papel e adora complicação”, lamentou.

O preço do transporte aéreo é outro dos pontos que deve ser resolvido para incrementar o turismo no país.  “O Brasil continua sem fazer o trabalho de casa que deve fazer. O trabalho de casa do turismo não é especifico para o turismo. O turismo internacional precisa de transporte aéreo do mundo para o Brasil. O Brasil tem de baixar o preço do transporte aéreo”, assegurou.

Ainda no capítulo dos desafios, Jorge Rebelo de Almeida não tem dúvidas de que a imagem pouco positiva do país fora de portas é outra das pedras no sapato do turismo brasileiro. “O Brasil tem uma coisa, também parecida com os portugueses, e que é má. Adora dar tiros no pé e falar mal do que é do Brasil. Exemplo é a situação que passa para o mundo através da comunicação social, que são as imagens que temos do Brasil. Temos alguns problemas de insegurança, mas a imagem que passa para o exterior consegue ser 10 vezes pior do que a realidade. A imagem que passa muitas vezes na Europa prejudica gravemente o desenvolvimento turístico no Brasil”, acredita.

“O Brasil precisa de melhorar muita coisa e não consegue melhorar tudo de um dia para o outro. Mas os exemplos estão feitos no mundo. O México tem mais insegurança, é mais perigoso e mais violento do que o Brasil. No entanto, fez uma área protegida em Cancún, fez mais um pólo turístico na Riviera Maya. Nesses lugares a limpeza é de primeira, a infraestrutura é de primeira, a segurança é garantida”, acrescentou.

A questão TAP
Jorge Rebelo de Almeida aproveitou o encontro com jornalistas brasileiros e portugueses para sublinhar a importância da companhia aérea de bandeira nacional no desenvolvimento do turismo no Brasil. “O Brasil tem de ter uma simpatia muita grande pela TAP, porque  a TAP, ao longo dos anos, fez um trabalho extraordinário pelo Brasil que foi o de abrir ligações internacionais para a Europa em vários Estados onde não existiam. Como é que a capital de um país, da dimensão do Brasil, não tinha voos internacionais? Foi a TAP que veio lançar esse primeiro voo”, relembrou.

Ainda assim, e devido ao futuro incerto da TAP e ao plano de reestruturação de que está a ser alvo, o presidente do segundo maior grupo hoteleiro português acredita que é urgente pensar em alternativas. “Há um plano de reestruturação da TAP a ser apreciado em Bruxelas. Era bom para Portugal e para o Brasil que a TAP se mantivesse. Não sei, francamente. Mudou recentemente a administração e está numa situação que é preocupante. E torço para que a TAP continue a sobreviver. Se por acaso não sobreviver, já deveríamos estar a preparar alternativas”, garantiu.

Novos projetos em Portugal
A expansão do portefólio da Vila Galé faz-se também em Portugal, onde já tem 27 unidades. No próximo ano inicia-se a construção do primeiro hotel do grupo nos Açores, na cidade de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel. A unidade, orçada em 10 milhões de euros, contará com 100 quartos, restaurantes, bar, piscina e spa e resultará da renovação de parte do edifício sede da Santa Casa da Misericórdia que dará lugar a um hotel de charme.

Também em 2022 deverão arrancar os trabalhos no  antigo Convento de Santa Iria, em Tomar. A Vila Galé tem ainda mais duas unidades em desenvolvimento em Beja; uma unidade dedicada ao segmento de famílias, oVila Galé Nep Kids, e uma outra dirigida ao segmento de adultos.

Fazer projetos com diferenciação é um dos objetivos estratégicos do grupo. “Nunca tive metas. Vamos fazendo o que vai aparecendo. Estamos numa fase em que já não fazemos por fazer. Fazemos coisas que tenham algum diferencial. Não é o número que nos interessa”, garantiu Jorge Rebelo de Almeida.

O presidente da Vila Galé relembra as perdas na operação do ano passado e assume que é hora de olhar para a recuperação. “Em 2020, em Portugal, deixámos de faturar 75 milhões de euros e no Brasil deixamos de faturar 136 milhões de reais (21 milhões de euros). O que perdemos não vem mais. Queremos agora  retomar a marcha que estava antes e voltar aos números de 2019 que eram simpáticos”, concluiu.

*O Publituris viajou para o Brasil a convite da Vila Galé

Sobre o autorRute Simão

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