SET: “Sector das agências de viagens está bem preparado para a transposição da directiva”

Por a 8 de Dezembro de 2016 as 18:58

2018 é o último momento que Portugal tem para transpor a nova directiva europeia para as viagens organizadas, mas o sector das agências de viagens está “bastante preparado”, considerou, esta quinta-feira, a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, na sessão de abertura do 42º congresso nacional da APAVT, que decorre em Aveiro.

A responsável destacou que o “trabalho difícil” feito em 2011 com a criação do Fundo de Garantia das Viagens e Turismo facilita essa transposição. “O Fundo transformou-se num mecanismo de credibilização das agências. Aquele mecanismo, que na altura foi difícil de criar, hoje é um mecanismo de diferenciação e de afirmação das agências que lhes permite distinguir-se de qualquer outra empresa que não tenha esta garantia e que não proteja o consumidor”, sublinhou a secretária de Estado.

Para a governante, o Fundo de Garantia das Viagens e Turismo, que conta actualmente com 4 milhões de euros, “ajudou claramente à credibilização do sector”. “Neste momento, é uma questão de acerto em relação às normas da directiva e garantir que a transposição defende quer o sector, quer as pequenas e médias empresas, quer também promova as actividades das agências de viagens de uma forma sã e sustentável neste sector”, destacou.

Ana Mendes Godinho aproveitou para enaltecer o trabalho de parceria na transposição da directiva que a Associação de Agências de Viagens e Turismo (APAVT) fez com a DECO- Associação de Defesa do Consumidor:  “Facilita muito o trabalho de consensualização com a área do consumidor que é uma área chave na transposição da directiva”.

Um comentário

  1. Arménio Cintra

    12 de Dezembro de 2016 at 15:07

    Custos com garantias, taxas com alvarás,Transposição de directivas e Fundos constituídos à custa da consequente falência de muitas micro-empresas e respectivas famílias, porque é disso que se trata, para que outros possam manter o status, beneficiar das muitas mordomias e poder hibernar à custa das gorduras pagas por outros (…)!
    Desgraçada população que tem de pagar-se a si próprio para trabalhar pagando taxas e taxinhas com recurso ao endividamento como sempre foi e continuará a ser o “modus-operandi” para alimentar esta gentalha/corja em tudo semelhante e com recursos humanos do BES Turismo etc….

    ex- sócio gerente Cintra & João – travel Consultants – empresa que contribui para o sistema e que lhe foi roubado no mínimo de 12.500€ sobre uma txa que veio a ser considerada ilegal (transposição da Directiva comunitária Bolkestein 2011)!

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