euroAtlantic airways critica declarações de Neeleman

Por a 21 de Novembro de 2016 as 11:18
euroAtlantic

“A euroAtlantic airways tira espaço a companhias que trazem turistas para Lisboa”. Esta declaração de David Neeleman, CEO da TAP, não caiu bem junto da Euroatlantic Airways, que, em comunicado, afirmou que se tratou de “uma ingerência em matérias que não são da sua competência, apontando soluções sem sentido e desrespeitando a ética habitual na indústria” e que, por isso, “não podia deixar de esclarecer a opinião pública”.

Refere a companhia aérea que “quando necessário e em coordenação com as autoridades aeroportuárias, estaciona as suas aeronaves nos Aeroportos de Beja, Faro ou Porto, afim de contribuir para o descongestionamento da placa de estacionamento de Lisboa, com significativos custos directos e prejuízos para a sua componente de negócios de ACMI – aluguer de aviões a outras companhias aérea”.

Ainda no mesmo comunicado, empresa de Tomaz Metello e do Grupo Pestana, afirma que “tal como a TAP, com quem sempre manteve e pretende manter uma relação eticamente correcta e de consideração mútua, também tem, entre as componentes do seu negócios, voos regulares de e para Lisboa, nomeadamente nas rotas de São Tomé e Guiné-Bissau, pelo que, tendo em conta os direitos de antiguidade adquiridos, manterá Lisboa como a sua base principal”.

Ainda no mesmo documento, é referido que que “o problema da falta de espaço no Aeroporto de Lisboa afecta todas as companhias aéreas e em particular a euroAtlantic Airways, pelo que é oportuno e premente procurar solução junto das autoridades competentes”.

Em baixo, o comunicado na íntegra.

A euroAtlantic airways, considerando as declarações do Senhor David Neeleman proferidas no 28º Congresso Nacional de Hotelaria e Turismo em Ponta Delgada, quando referiu que “A EuroAtlantic tira espaço a companhias que trazem turistas para Lisboa”, como uma ingerência em matérias que não são da sua competência, apontando soluções sem sentido e desrespeitando a ética habitual nesta indústria, não pode deixar de esclarecer a opinião pública.

A euroAtlantic airways é uma companhia aérea de capital totalmente português, propriedade do empresário Tomaz Metello e do Grupo Pestana (maior grupo hoteleiro nacional), tem, desde 1997, as suas aeronaves baseadas no actual Aeroporto Humberto Delgado de Lisboa, tendo efetuado avultados investimentos nas suas instalações contíguas, onde concentra os seus departamentos de Manutenção, Operações de Voo e Handling.

A euroAtlantic airways, quando necessário e em coordenação com as autoridades aeroportuárias, estaciona as suas aeronaves nos Aeroportos de Beja, Faro ou Porto, afim de contribuir para o descongestionamento da placa de estacionamento de Lisboa, com significativos custos diretos e prejuízos para a sua componente de negócios de ACMI (aluguer de aviões a outras companhias aéreas).

A euroAtlantic airways, tal como a TAP, com quem sempre manteve e pretende manter uma relação éticamente correta e de consideração mútua, também tem, entre as componentes do seu negócio, voos regulares de e para Lisboa, nomeadamente nas rotas de São Tomé e Guiné-Bissau, pelo que, tendo em conta os direitos de antiguidade adquiridos, manterá Lisboa como a sua base principal.

O problema da falta de espaço no Aeroporto de Lisboa afeta todas as companhias aéreas e em particular a euroAtlantic airways, pelo que é oportuno e premente procurar solução junto das autoridades competentes. Contudo não é aceitável que o Senhor David Neeleman aponte soluções para a euroAlantic airways, tanto mais quanto estará certamente muito ocupado, não só na gestão da TAP mas também, e principalmente, na recuperação de mais de 1,3 biliões de reais de prejuízos acumulados quase ininterruptamente na sua companhia aérea brasileira, dos quais 755 milhões foram registados no exercício de 2015.

Com as suas sapientes intervenções, o Senhor David Neeleman parece procurar demonstrar quem realmente controla a TAP bem como indicar e iluminar o caminho a seguir pelas autoridades portuguesas.

A euroAtlantic airways continuará a seguir o seu próprio caminho dando a sua contribuição para o crescimento da economia nacional.

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