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Sesimbra recebe Semana Gastronómica da Cavala

De 24 de Setembro a 2 de Outubro, Sesimbra vai receber a I Semana Gastronómica da Cavala.

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De 24 de Setembro a 2 de Outubro, Sesimbra vai receber a I Semana Gastronómica da Cavala.

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Sesimbra vai receber a 1ª edição da Semana Gastronómica da Cavala – 24 de Setembro a 2 de Outubro – numa iniciativa que conta com 21 restaurantes aderentes e propõe showcooking onde serão demonstradas várias formas de cozinhar aquele peixe.

A iniciativa está integrada no projecto Sesimbra é Peixe e é organizada pela Câmara Municipal, ArtesanalPesca, Docamarinha, Docapesca e Comissão Vitivinícola Regional da Península de Setúbal. A Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa também apoia o evento.

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“Temos de ter a noção de que teremos de ser muito eficazes”

Analista, consultor, ex-governante, Paulo Portas estará no Congresso da APAVT para indicar alguns caminhos passados e futuros. As incertezas são grandes e conhecem atualizações constantes e nesta entrevista, feita antes de conhecidas as “novidades” da variante Omicron, Paulo Portas admite que “o mundo que gira à volta do turismo é enorme”, não percebendo “por que razão devemos dar um pontapé naquilo que nos ajuda a criar riqueza”.

Victor Jorge

Muito se tem falado na recuperação ou retoma do setor do turismo, da importância do mesmo para a economia do nosso país e o que se pode, deve e tem de fazer. Em entrevista, Paulo Portas, ex-vice-Primeiro-Ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros, jurista e empresário, dá a sua visão (crítica) relativamente a diversos temas. A começar pelo aeroporto e pelas “injustiças” cometidas contra o setor privado. Tudo isto em entrevista no âmbito do 46. Congresso da APAVT e antes de conhecidas as mais recentes novidades relacionadas à nova variante da COVID-19.

O título da sua intervenção no 46.º Congresso da APAVT é “Recuperação pós-Covid: tendências globais, europeias e nacionais – As questões do crescimento, as incertezas da retoma e o futuro da economia”. Já estamos em recuperação? E que incertezas existem ou poderão existir relativamente a essa mesma retoma no turismo?
Se compararmos 2021, como provavelmente vai terminar, com 2020, obviamente que estamos a recuperar e, felizmente, com bastante força e sustentação. É preciso termos a noção de que em 2020, o ano mais trágico de todos os pontos de vista, as dormidas, em Portugal, caíram, em hotéis, 65% face a um ano normal. Em Alojamento Local, a quebra foi de cerca 59% e mesmo em espaço rural, mais protegido, o decréscimo rondou os 35%. Por isso, comparando com 2020 estamos substancialmente melhores.

Se compararmos com o último ano normal das nossas vidas – 2019 – ainda não chegámos ao nível em que podemos dizer que recuperámos o ponto de partida.

Mas 2019 foi um ano recorde. Será que podemos bater recorde atrás de recorde?
Foi. Aliás, Portugal foi, sucessivamente, batendo recordes. 2019 é o último ano com o qual nos podemos e devemos comparar e não sou favorável a comparações deliberadamente pessimistas, porque acho que nós, como país, como setor privado, devemos ter ambição e essa é, sem dúvida, superar os anos melhores.

A verdade é que se olharmos para um bom indicador, que não é completo, mas que é bastante interessante, o tráfego dos aeroportos portugueses, fechará, tudo indica, o ano 2021 com um contributo bastante assinalável do último trimestre, portanto de outubro a dezembro, a correr manifestamente bem, fecharemos o ano entre 70 a 80% do nível de 2019.

É preciso ter a noção de que as projeções para o próximo ano, que poderíamos pensar como o ano da aterragem normal e definitiva, não são tanto assim porque apontam, se formos pessimistas, para cerca de pouco mais de 70% do nível de 2019 ou num cenário mais otimista um pouco mais de 80%. Isto porque há incertezas associadas a esta fase a que chamo transformação da pandemia em endemia. Ou seja, nós temos incertezas ainda do lado da saúde publica, porque temos incertezas relativamente à possibilidade de existência de variantes e ao peso que têm no bloqueio da sociedade no nível da não vacinação deliberada que, felizmente em Portugal, é relativamente baixo, mas que em vários países europeus, para não falar dos EUA, é altíssimo.

Quando uma parte da sociedade recusa a solução que a ciência lhe oferece para voltarmos a ter uma vida normal, isso impede os mercados e as administrações de funcionarem completamente abertos.

Temos visto países a aumentarem o número de casos, regresso de confinamentos e taxas de vacinação abaixo dos 30%.
Essa realidade é desastrosa. Todos os países europeus com menos incidência de vacinação estão a Leste. Não são todos, mas alguns são especialmente críticos. A permeabilidade dos sistemas ao negacionismo e às teorias de conspiração, esta gente que se dedica a inventar e não a trabalhar que é como estão as democracias na Europa, isso tem consequências económicas.

Em geral, devo dizer, uso sempre o conceito de assimetria para explicar as consequências económicas da pandemia. Esta pandemia é mundial, global, mas não é assimétrica. É preciso fazer esta distinção subtil, porque é muito importante. O mundo nunca esteve aberto ao mesmo tempo em todo o lado e o mundo nunca esteve fechado ao mesmo tempo em todo o lado. Isto tem consequências económicas enormes.

E mesmo atualmente ainda estamos longe dessa assimetria, 20 meses depois do início desta pandemia.
Sim, veja-se o Reino Unido e outros países europeus, a Ásia. A diferença entre a pandemia e a endemia é que na pandemia o vírus controla-nos a nós, na endemia somos nós que controlamos o vírus.

Numa, estamos sempre a fazer face ao desconhecido, na outra, habituamo-nos a gerir esta dificuldade.

O peso do turismo
Encontrei um comentário que fez a 11 de abril de 2020 [no espaço semanal na televisão] relativamente ao setor do turismo e à chamada de atenção que fez ao peso que o mesmo tinha na economia nacional. 1 em cada 5 euros que Portugal encaixava vindo do estrangeiro vinha do turismo. 20 meses depois, que turismo temos e, fundamentalmente, que turismo teremos no futuro em Portugal em termos de importância económica?
Sim, o turismo representa cerca de 20% das exportações portuguesas. É um quinto de uma economia que acelerou bastante a sua componente exportadora, felizmente, em tempos muito difíceis. Nem sempre as pessoas têm a noção de que economicamente, o turismo aparece na coluna das exportações. Parece importação de pessoas, mas é exportação de serviços.

Lembro-me do presidente da Confederação do Turismo de Portugal, Francisco Calheiros, referir, em março de 2020, que se tratava de salvar a Páscoa, em maio era salvar o verão, em outubro o Natal e o Ano-Novo, e por aí adiante. E estamos em finais de novembro de 2021 a pensar salvar 2022. Conseguiremos salvar o turismo em Portugal em 2022, apesar do que está a acontecer por esse mundo fora (novo aumento de casos, aumento dos combustíveis, instabilidades económicas, etc.)?
O turismo tem um peso especialmente relevante em países como Portugal, Espanha, Grécia, Itália, entre outros, na formação do PIB e no valor acrescentado da economia.

Tudo o que está à volta do turismo representa cerca de 20% das nossas exportações, a procura turística representa cerca de 15% do PIB e o turismo, em si mesmo, no último ano com estatísticas normais, representou quase 9% do valor acrescentado da nossa economia.

Outro “pequeno pormaior”, o turismo, entre 2018 e 2019, representava quase 450 mil empregos. É muita gente, muitas famílias, muitos jovens dependentes da atividade turística.

E quando digo atividade turística, volto à sua pergunta, sempre me pareceu óbvio que numa pandemia com esta intensidade, os setores que seriam mais afetados no tempo, ou seja, mais impactados direta e persistentemente, seriam todos aqueles que tivessem uma relação com a ideia de multidão.

Até as pessoas ganharem confiança para entrar num avião ou estarem junto com dezenas, senão milhares, num aeroporto, num hotel onde existem centenas de quartos, estarem em congressos e conferências com muitos participantes, isso depende de uma palavra que atualmente vale ouro: confiança.

Sempre me pareceu que pelo facto de em Portugal o turismo ter um peso especificamente mais forte …

Demasiado forte?
Não, acho que Portugal não tem de limitar as suas capacidades naturais nem as suas capacidades se recursos humanos.

Mas houve quem afirmasse que o turismo teria peso a mais na nossa economia.
Sim, houve. E não foi há demasiado tempo que ouvíamos meios bem-pensantes dizerem, às vezes com desdém, que havia turistas a mais. Recordo que em 2020 tivemos o custo de ter turistas a menos. De maneira que as pessoas, eventualmente, possam fazer agora uma avaliação mais justa.

Portugal tem enormes qualidades naturais, tem muito boas qualidades de recursos humanos, é um país comparativamente seguro, um país hospitaleiro, um país com um acesso e facilidade no uso das línguas estrangeiras mais natural do que outros, é um país que foi sabendo, sobretudo ao longo dos últimos 10 anos, construir uma marca do ponto de vista internacional, um país muito premiado do ponto de vista turístico. Por isso, por que razão devemos dar um pontapé naquilo que nos ajuda a criar riqueza e a superar níveis de desenvolvimento que são inferiores aos desejados?

Outros iriam agradecer?
Claro, tudo o que rejeitarmos, outros aproveitarão. Mas é preciso ter atenção que relativamente a 2022 há ainda alguns pontos de interrogação.

Para ser justo, mais uma vez, sabemos mais hoje sobre a pandemia do que sabíamos há um ano. Mas ainda não sabemos tudo. Um dos fatores que é ainda incerto tem a ver com a existência de variantes, embora a história das pandemias aponte para um número de vagas, cujos critérios de classificação vão variando, mas que durou mais ou menos o tempo que esta durou …

Influências externas
Já está a falar no passado?
Falo no sentido que estamos a fazer uma transição para a endemia. O facto de a pandemia passar a ser endemia não quer dizer que o vírus tenha desaparecido, quer apenas dizer que o sabemos controlar.

Por outro, existe uma assimetria económica por causa daquele princípio de que o mundo não está todo aberto ao mesmo tempo e não está fechado todo ao mesmo tempo.

Estamos a viver um conjunto de fatores que refletem alguma incerteza sobre o ano de 2022.

Os preços estão a subir e não é só o preço no supermercado. Tudo o que dependa dos preços da energia ou dos combustíveis, obviamente, vai refletir-se no desajustamento entre a oferta e a procura a que o mundo está a assistir.

Até as próprias cadeias de fornecimento e/ou de logística contribuem para isso?
Exato, as cadeias de fornecimento estão interrompidas em muitos casos e os prazos de entrega estão, às vezes, duplicados e os custos anormalmente altos.

Sabemos que não é um fenómeno definitivo, mas, em 2022, ainda teremos que conviver com o impacto destes fatores nas condições da oferta turística.

Na altura, defendia, igualmente, uma cooperação ou aliança entre Estado e setor privado, admitindo ser “determinante” no turismo, bem como “uma estratégia agressiva em termos internacionais”.
Não pode ser de outra maneira. Nós somos uma economia relativamente pequena, muito dependente, como é evidente, das conjunturas externas. É a única maneira de nos desenvolvermos. Não nos podemos fechar. Se nos fecharmos empobrecemos.

Em circunstâncias excecionais valem de muito pouco as receitas de manual, porque elas não são feitas para circunstâncias excecionais.

Para mim o turismo pode começar na fronteira terrestre ou na marítima, mas quando vemos a quantidade de turistas a chegar ao aeroporto, as agências de viagens, as reservas para os hotéis, os rent-a-car, os guias, a restauração que é beneficiária líquida da atividade turística. Ou seja, o mundo que gira à volta do turismo é enorme. Todo ele depende da restauração da confiança quanto à ideia de que se pode estar com mais gente num determinado local. Isso vai avançando.

Há sinais da recuperação do chamado turismo de convenções ou conferências onde sempre achei que Portugal poderia ser competitivo se fizesse o seu trabalho de casa.

Mas há um ponto de interrogação sobre um segmento muito importante: o turismo de negócios.

A pandemia gerou ou não gerou uma alteração estrutural no comportamento das empresas e quadros relativamente a viagens curtas? Portugal tem uma dependência do turismo corporativo mais elevada do que a média europeia. Aí, acho que os sinais de recuperação são mais tímidos. Alguma alteração veio para ficar.

A chamada digitalização ou transformação digital do trabalho?
É um problema de economia de meios, de poupança por parte das empresas. Os quadros poupam tempo e algumas coisas que antes eram feitas presencialmente e com uma viagem, hoje em dia serão menos feitas dessa maneira. Parece-me que alguma alteração estrutural veio para ficar. Há quem diga 20%, há quem diga que é 40%, ninguém sabe.

Mas volto a frisar que o turismo de convenções e conferências é uma das oportunidades absolutamente extraordinárias para um país que tem sol até ao fim de outubro.

O presidente do Turismo de Portugal Luís Araújo, sempre disse que era preciso manter os motores a trabalhar para que, quando fosse dado o tiro de partida, Portugal pudesse estar na linha da frente. Pergunto-lhe se Portugal está, de facto, na linha da frente comparando com os seus mais diretos concorrentes (Espanha, Itália, Grécia, Croácia, França)?
Portugal, sendo um caso genericamente semelhante a todos esses países que citou, tem circunstâncias absolutamente singulares. Os países são o que são e devem desenvolver o seu melhor. Ninguém é competitivo em todos os critérios, mas onde queremos ser competitivos, temos de ter a ambição de estar nos três primeiros da Europa.

Há muitos critérios de competitividade, mas nenhum país vai ser competitivo em todos. Mas se nós, naqueles em que queremos ser competitivos, tivermos a ambição de ser o 1.º, 2.º ou 3.º, tenho a certeza de que o modo de progresso é maior.

É mais fácil dizer no setor público que se liga a chave, do que no setor privado. Uma parte desse setor privado colapsou.

Se conseguirmos vencer as incertezas, se não tivermos hesitações quanto à 3.ª dose da vacinação, conseguiremos. Estamos a achegar ao inverno, período que já nos pregou partidas no passado, e estamos a atrasar-nos na 3.ª dose. Esta está a ser dada somente a pessoas com mais de 65 anos. Ora, a força de trabalho essencial do país está abaixo dessa idade. Temos de nos despachar nessa matéria, ser muito profissionais e, com toda a franqueza, não podemos dar um centímetro de espaço aos negacionismos e teorias da conspiração. Essa gente dá cabo das economias.

Mas disse que parte do setor privado colapsou. Pergunto, voltará a erguer-se?
Uma das grandes vantagens da economia de mercado é que nada se perde, tudo se transforma. De facto, há quem fique para trás, mas nascem outros projetos. Muitas empresas aproveitaram para fazer reestruturações, olharam para o seu modo de funcionar e tentaram melhorá-lo. O setor privado é, neste aspeto, muito mais ágil do que as administrações do Estado.

Gostaria, por exemplo, que o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) fosse muito mais orientado para o setor privado, pela simples razão, e não por um critério ideológico, que 80% do emprego e da riqueza criada em Portugal é pelo setor privado.

As (várias) incertezas
Acresce-se a incerteza política que em nada vem ajudar?
Temos um Governo que está em plenitude de funções. Não ponham na cabeça que o Governo caiu ou que está em gestão. Nem caiu, nem está em gestão.

Não é boa ideia para o país defender que o Governo não pode fazer nada, porque senão perdemos um trimestre, pelo menos. E um trimestre tem valor económico.

Como não temos riqueza para perder, não nos podemos dar ao luxo de perder um trimestre ou dois.

Acho que é preciso encontrar um equilíbrio entre o que o Governo deve poder fazer, porque está em funções, e aquilo que não é aconselhável que faça por, não sendo um Governo de gestão, ser em todo o caso um Governo que transita para um futuro Executivo seja ele qual for.

Mas não se deve nem pode defender que a Administração fique parada.

Não nos podemos esquecer que o PRR tem um prazo de execução curto e não podemos andar a deitar trimestres ou semestres pela janela ou que não o executamos em tempo. Não há tempo para prolongamento.

E é preciso não esquecer que isto acontece uma vez, não há segundas nem terceiras hipóteses, não há nenhum tesouro europeu. Apesar das dificuldades próprias do sistema político democrático, temos de ter a noção de que teremos de ser muito eficazes.

Quando falamos de turismo, 2020 e 2021 teve no turismo interno um eixo essencial.
Sim, de facto, ganhámos alguma intensidade no mercado ou turismo interno e eventualmente, alguma dela, não toda, perdure. Não toda, mas alguma.

E temos os mercados de proximidade que, ao contrário, dos transatlânticos assumem uma importância nos tempos mais próximos?
Sabemos, atualmente, do que dependemos. Isso não tem ciência. Se porventura, houvesse uma circunstância em que Reino Unido, Espanha, Alemanha, França estivessem fechados ao mesmo tempo, seria dramático.

Sabemos todos que dependemos desses mercados e que é preciso um esforço enorme para diversificar. Sabemos onde podemos crescer. Onde é? Em mercados que estão a crescer sustentadamente acima do crescimento global e que está a criar novas classes médias.

Incertezas TAP e aeroporto
É impossível falar em turismo, ou melhor, crescimento do turismo em Portugal sem abordar certas e determinadas infraestruturas como, por exemplo, o novo aeroporto para a área de Lisboa?
Não consigo entender a hesitação sobre o novo aeroporto. Sou favorável, como sempre fui, por economia de meios e porque a nossa divida é o que é, à solução Portela +1 e não consigo entender a exaustão de tempo que tudo isto tem demorado.

Naturalmente que agora haverá argumentos para o conforto, com a justificação de que só iremos recuperar em 2023 ou 2024.

Mas o aeroporto não se constrói em um ou dois anos?
Mesmo por isso, não podemos esperar. Sendo evidente que a Portela já estava a atingir um ponto de limite. Pode fazer obras, aumenta-se esse limite …

Há quem diga que esse limite já foi atingido em 2019?
Com as obras aumentaria, porque é sobretudo um problema de espaço para os aviões.

Não temos recursos para fazer um completamente novo, porque isso é muitíssimo mais caro.

Quando fala de novo, refere-se a Alcochete?
Seja o que for, um completamente novo, de raiz. A nossa dívida é quase 135% do PIB e é preciso que tenhamos a noção de que este problema virá ter connosco.

Basta que se verifique uma alteração na economia internacional, tendencial, que já se começa a notar, com os juros a não ficarem a zero nem neutrais.

Sou muito pragmático: preciso de mais infraestrutura aeroportuária? Sim! Tenho capacidade para fazer um aeroporto de raiz, novo? Gostaria de ter, mas não tenho! Há uma hipótese de o fazer? Sim! Então porque não começa?

Acho que o raciocínio é tão lógico que faz confusão.

Acredita nas datas avançadas pelo ‘chairman’ da ANA no Dia Mundial do Turismo ao dizer que teremos aeroporto em 2035 ou 2040?
Isso é estrita responsabilidade do decisor político. Ora decide-se, ora não se decide, ora são os ambientalistas, ora são os municípios, ora são os lobbies, ora são as pressões para que se construa noutro lado e com outros meios.

Sabe que há coisas que são difíceis de decidir, agora a equação é tão evidente: preciso, não tenho meios para fazer um completamente novo, tenho uma hipótese de fazer um que é complementar, era por aí que ia.

Fico baralhado com tudo isto, porque já sou pela solução Portela +1 há muitos anos. Este debate não começou ontem e é evidente que os atrasos têm como consequência aumentar a pressão para um aeroporto completamente novo.

Que vai adiar ainda mais a sua conclusão?
E, sobretudo, olhem para os custos. Somos a 3.ª maior dívida da UE.

Falar de turismo também é falar da TAP. Como vê a solução para a companhia nacional?
Há muitas coisas para além da TAP. O que me preocupa mais no caso do ano turístico que aí vem são os preços.

A aproximação que tenho da realidade é que, por exemplo, em viagens de curta duração de negócios, o preço está a duplicar.

Pessoas vs digital
E saída do capital humano do setor do turismo. Em sua opinião, quem saiu, irá regressar ao setor?
Ainda não voltou toda a gente. O turismo é um setor que em condições normais é crescente. Isto depende muito da resiliência das empresas e também da estabilidade e do prolongamento dos programas de apoio.

Sempre achei que os programas de apoio para o setor do turismo deveriam ser muito mais prolongados que para os outros setores.

A radicalidade do impacto é completamente diferente. Imagine-se o ano económico de um hotel que perde 2/3 dos clientes? O que é que isso significa em termos de recursos humanos, custos de manutenção, etc..

Há dois temas reforçados com a pandemia: sustentabilidade e digitalização. Portugal tem capacidade para se tornar num destino turístico interessante do ponto de vista sustentável aos olhos do turista internacional?
Acho que está entre os que demonstram maior capacidade. Sabe que desconfio muito da retórica dos grupos de protesto. O problema essencial da descarbonização não está na Europa. Saibamos olhar para os dados e em vez de convocar manifestações a protestar contra os europeus, talvez fosse mais útil, interessante e mais verdadeiro protestar com quem tem realmente responsabilidades muito sérias no agravamento na questão do carbono. E onde é que estão essas responsabilidades? Estão essencialmente na China, Índia, em parte ainda nos EUA, embora com melhorias.

Falamos do clima, protestar contra todos e culpar aqueles que mais se esforçaram para melhorar as coisas não me parece razoável. Ora, Portugal está na Europa, é um país que se soubermos proteger o nosso património, se soubermos proteger a nossa memória e a nossa história, se formos muito profissionais na formação dos quadros e dos colaboradores, se toda a gente quiser fazer mais e melhor o seu trabalho, teremos tudo para vencer.

No que diz respeito à digitalização, o maior problema está na Administração Pública. Se se vai investir milhares de milhões de euros na digitalização da Administração Pública, gostaria de ter resposta a uma questão que nunca ouvi ser levantada: e quantos processos é que isso simplificará para o cidadão que é cliente? E quantas pessoas serão necessárias?

A digitalização da Administração Pública é uma verdadeira transformação ou é um upgrade informático? E se é uma verdadeira transformação, têm de me dizer quanto tempo é que isso vai poupar?

O setor das agências de viagens foi um dos mais afetados dentro do todo do turismo?
Sobretudo, porque hoje em dia tem uma concorrência chamada digital.

Que caminho é que este setor terá de tomar?
Terá de ser um caminho paralelo à retoma ou recuperação como um todo, com as suas limitações e vantagens.

Penso que, no final da etapa da transição da pandemia em endemia, as pessoas voltarão a viajar e precisam do turismo. É evidente que algumas empresas terão ficado pelo caminho, outras reestruturaram-se, enfrentam hoje em dia um instrumento poderoso do ponto de vista de concorrência que são as reservas digitais, autónomas do sistema. Mas têm, a meu ver, um ‘plus’ na relação de confiança que não existe noutras alternativas.

É uma questão de confiança e personalização do serviço?
Continuo a reservar as minhas viagens por agência. Sabe porquê? Porque confio nas pessoas, não sei se confio no algoritmo.

E do lado do consumidor, houve ou registar-se-á uma alteração muito profunda?
Depende. O consumidor escolherá sempre a solução que lhe seja mais económica e favorável.

Como as viagens implicam muitas coisas ao mesmo tempo, sobretudo há que não ter surpresas e ter solução para as resolver. E nisso, as agências dão garantias.

Que Portugal teremos a nível turístico no final desta pandemia?
Os dados apontam para uma recuperação em 2023, mas esses dados são voláteis. Gostaria que 2022 já fosse um ano de recuperação completa face a 2019. Provavelmente haverá um défice, mas também é preciso dizer que 2021 teve mais recuperação do que muitos estimavam, sobretudo por causa do último trimestre.

É sempre um problema de expectativas. A transição de uma pandemia para endemia é, em si mesmo, um triunfo. Sei que há muitos críticos do capitalismo, da economia de mercado, dos privados. Mas coloco a seguinte questão: quem é que chegou às vacinas? Foi ou não a indústria privada em conjunto com a ciência pública e privada? Talvez sermos um pouco mais justos também ajudaria.

Sobre o autorVictor Jorge

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Turismo de Portugal espera participação de 2.000 empresas no Programa Empresas Turismo 360

Novo programa do Turismo de Portugal conta com 19 parceiros e visa “acelerar a incorporação dos fatores ambientais, sociais e de governança nas empresas do setor”, de acordo com os objetivos de desenvolvimento sustentável.

Inês de Matos

O Turismo de Portugal espera a participação de 2.000 empresas no Programa Empresas Turismo 360, lançado esta quarta-feira, 10 de novembro, para “acelerar a incorporação dos fatores ambientais, sociais e de governança nas empresas do setor”, segundo Luís Araújo, presidente do instituto.

“Hoje, mais do que nunca, é essencial, e não é só uma questão de marketing, que as empresas se convertam a estes fatores”, afirmou o presidente do Turismo de Portugal na apresentação do programa, que nasce no âmbito do plano ‘Construir o Futuro, Reativar o Turismo’ e alinhado com os objetivos do desenvolvimento sustentável.

De acordo com o responsável, o Programa Empresas Turismo 360 foca-se “no fator social da sustentabilidade”, na “orientação das políticas empresariais que cada empresa do setor desenvolve”, mas também “na dimensão do planeta, a componente ambiental”, desafiando as empresas a adotarem práticas mais sustentáveis, naquele que é o primeiro objetivo da iniciativa.

Outros dos objetivos do programa, explicou Luís Araújo, passam por medir as práticas das empresas, de forma a que seja possível conhecer o “comportamento social e ambientalmente responsável do tecido social do turismo”; “fomentar modelos de negócio mais rentáveis”, assentes em serviços inovadores e autênticos; “catalisar ações educativas ao longo de toda a escala de valor” e “reunir os benefícios sócio-económicos que decorrem da incorporação destes objetivos e da construção de uma estratégia ESG – Environmental, Social and Corporate Governance”.

“As vantagens para as empresas são claras: capacitação, uma ferramenta de monitorização do desempenho que lhes vai permitir também aumentar a sua eficiência, obter um modelo de relatório de sustentabilidade adaptado às empresas do setor, acesso a fontes de financiamento diversificadas, desde o crowdfunding até ao acesso ao mercado de capitais ou iniciativas comunitárias, e o reconhecimento público”, resumiu o responsável.

No arranque deste programa, como explicou Luís Araújo, vai ser definido um “conjunto de indicadores essenciais” – numa tarefa que vai contar com a participação dos 19 parceiros que se associaram à iniciativa – e que devem ser depois adotados pelas empresas, sendo que as práticas que daí resultarem vão ser posteriormente medidas e dar lugar a um relatório de sustentabilidade. As empresas vão poder contar ainda com um plataforma que lhe vai permitir fazer elas próprias a monitorização da sua evolução.

Já a formação arranca em janeiro de 2022, através do programa de capacitação para executivos Best, e vão prolongar-se ao longo de todo o ano, enquanto a plataforma de monitorização chega em junho, seguindo-se a fase de apresentação de candidaturas, que terá lugar entre julho e setembro de 2022.

“Acreditamos que este é um dos projetos mais ambiciosos a nível nacional de transformação das empresas do setor e, hoje mais do que nunca, necessário para aquilo que queremos do nosso setor, um setor líder”, destacou ainda Luís Araújo durante a apresentação do programa.

Presente na iniciativa esteve também o ministro Adjunto, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, que sublinhou a importância da sustentabilidade para o turismo, um “setor que assenta na deslocação de pessoas”.

“Lidar com os desafios da sustentabilidade é uma necessidade estrutural do nosso turismo”, afirmou Pedro Siza Vieira, considerando que este programa “permite continuar a construir um setor robusto e sustentável no longo prazo”.

Já a secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, que também esteve na cerimónia de lançamento do programa, sublinhou a importância da parceria público-privada que permitiu lançar o Empresas Turismo 360, e sublinhou a importância desta aposta para fazer do turismo um “melhor setor”, que sirva de exemplo cá dentro e também além-fronteiras.

“Portugal pode liderar e ser um farol para os outros setores de atividade e a nível internacional, junto dos destinos que concorrem connosco”, afirmou, admitindo que isso “vai custar, vai ser difícil”, mas que esse será o caminho rumo ao futuro.

Além do Turismo de Portugal, o programa conta com a participação da Confederação do Turismo de Portugal, APEE – Associação Portuguesa de Ética Empresarial, Global Compact Network Portugal, Euronext, Banco Português de Fomento, Millennium BCP, Novo Banco, Banco Português de Gestão, BPI, Santander, Crédito Agrícola, Montepio Geral, Caixa Geral de Depósitos, Abanca, Bankinter, EuroBic, GoParity e Ordem dos Contabilistas Certificados.

 

Sobre o autorInês de Matos

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Tráfego aéreo controlado pela NAV Portugal recupera no 3.º trimestre mas ainda com quebra de 33% face a 2019

Apesar da descida, de acordo com a NAV Portugal, o tráfego aéreo do terceiro trimestre já ficou “substancialmente acima dos registos trimestrais”, o que indica uma recuperação desde o início da pandemia.

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Entre julho e setembro, a NAV Portugal controlou um total de 151.471 voos, número que, segundo a empresa de navegação aérea nacional, representa uma descida de 33% face a igual período de 2019, mas que indica uma recuperação desde o início da pandemia, uma vez que, o  resultado do terceiro trimestre do ano, já ficou “substancialmente acima dos registos trimestrais”.

“A NAV Portugal controlou 151.471 voos ao longo do terceiro trimestre de 2021, um valor 33% abaixo do mesmo período de 2019, ano de referência para o tráfego aéreo, mas substancialmente acima dos registos trimestrais desde a eclosão da pandemia de Covid-19. No primeiro trimestre do ano, o tráfego ficou 72,5% abaixo do registo de 2019 e no segundo trimestre a quebra foi de 61%”, indica a NAV Portugal, num comunicado divulgado esta sexta-feira, 29 de outubro.

De acordo com a empresa de navegação aérea, esta recuperação já se vinha a sentir “nos dois primeiros trimestres do ano”, mas ganhou “algum fôlego com a chegada de julho, agosto e setembro”, que foram meses em que foi possível alcançar “os melhores registos mensais de tráfego desde fevereiro de 2019, reforçando os sinais de que está em curso uma retoma gradual, mas sustentada, do tráfego aéreo”.

“Em agosto último, aliás, a NAV Portugal controlou mais de 53 mil movimentos, algo que já não acontecia também desde fevereiro de 2019 – o mês anterior à declaração pela OMS de uma pandemia do novo coronavírus”, acrescenta a empresa na informação divulgada.

Já no acumulado do ano, o tráfego aéreo “continua mais de 50% abaixo do registo de 2019”, com a NAV Portugal a revelar que controlou “283,9 mil movimentos entre janeiro e setembro, valor que compara com os 619 mil movimentos controlados nos primeiros nove meses de 2019, ano em que foram batidos recordes de tráfego”.

Por regiões, foi na área de Lisboa, onde se incluem os movimentos aéreos em Portugal Continental e arquipélago da Madeira, que a NAV Portugal controlou o maior número de voos, que chegou aos 120 mil entre julho e setembro, valor que fica 33% abaixo dos 179 mil movimentos controlados no mesmo período de 2019.

“No primeiro trimestre, o total tinha ficado 77% abaixo do período homólogo de 2019, queda que no segundo trimestre foi de 63%”, indica ainda a NAV Portugal.

Já na região de Santa Maria, que inclui o tráfego numa vasta área do Oceano Atlântico Norte e arquipélago dos Açores, o tráfego no terceiro trimestre ficou 34% abaixo do período homólogo de 2019, com 31 mil movimentos, depois de nos dois primeiros trimestres do ano o tráfego ter ficado mais de 50% abaixo dos registos de 2019.

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Clientes ‘Avis Preferred’ duplicam pontos com nova campanha

Com esta nova campanha, os clientes têm a possibilidade de atingir mais rapidamente o nível ‘Avis Preferred’ seguinte e obter mais benefícios no âmbito do programa de fidelização.

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Os clientes “Avis Prefereed’ passam a ver os seus pontos duplicados, em todos os alugueres realizados antes de dia 31 de dezembro de 2021 (para levantamento até dia 31 de março de 2022), com a nova campanha “Regresso ao Melhor com a Avis”.

A companhia refere, igualmente, que vai manter o estatuto dos clientes ‘Avis Preferred’ até ao final de junho de 2022, o que significa que mantêm os pontos de 2019 e 2020, “mesmo que tenham cancelado os seus planos de viagem e as reservas feitas”, salienta em comunicado de imprensa, adiantando mesmo que “todos os clientes ‘Preferred’ estão a ser contactados”.

Sempre que um cliente ‘Preferred’ aluga uma viatura com a Avis, são adicionados ao seu saldo ‘Avis Preferred’ os pontos com base no valor do seu aluguer. Ao duplicar os pontos em reservas ‘Avis Preferred’, a rent-a-car está a ajudar os clientes a chegar ao nível seguinte mais rapidamente, disponibilizando vouchers de upgrade e de desconto e vouchers de fim de semana grátis.

O programa ‘Avis Preferred’ é de adesão gratuita e os clientes usufruem de benefícios de fidelização, serviço prioritário em todas as ocasiões e acesso à app Avis. Além disso, podem gerir a sua experiência de aluguer através do Smartphone e terem as chaves e a documentação à espera no carro, não precisando fazer check-in com antecedência.

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Alojamento local em Lisboa e Porto perde 7.800 unidades devido à pandemia

Em julho de 2021, as unidades com atividade efetiva no Alojamento Local não ultrapassavam as 5.100 unidades em Lisboa e Porto.

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As cidades de Lisboa e Porto perderam um total de 7.800 fogos que funcionavam no Alojamento Local (AL), indica a Confidencial Imobiliário (CI), relativamente ao mês de julho de 2021 face ao período pré-COVID-19, em dezembro de 2019.

Esta quebra foi maior na capital do país, com os dados a revelarem uma saída de 6.000 fogos do circuito de atividade em Lisboa e cerca de 1.800 no Porto, quando a dimensão do mercado, no período pré-Covid-19 indicado, era de 8.800 e 4.100 fogos ativos, respetivamente.

Com atividade efetiva a CI revela que, em julho do presente ano, o número de fogos no Alojamento Local perfazia “pouco mais de 5.000 unidades no conjunto de Lisboa e Porto, estando reduzido a 2.800 fogos na capital e a 2.300 fogos na Invicta”.

Feitas as contas, as 2.800 unidades ativas em Lisboa representam somente 15% do total de 19.000 fogos registados na capital, o que significa que 16.200 alojamentos não tinham qualquer atividade.

Já a norte, dos 8.600 alojamentos registados, somente 27% estavam ativos, significando isto, que na cidade do Porto, cerca de 6.300 fogos praticam atividade.

Ricardo Guimarães, diretor da Confidencial Imobiliário, refere, em nota de imprensa, que, “esta redução na oferta efetivamente ativa veio evidenciar ainda mais o gap entre o mercado visto do ponto de vista real e o mercado administrativo/legal”, acentuando ainda mais este gap.

Segundo o responsável, “já anteriormente os alojamentos com atividade regular não chegavam a perfazer metade do universo de AL registado quer em Lisboa (44%) quer no Porto (47%)”.

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Cabo Verde negoceia delegação da OMT

Além da negociação para a instalação de uma delegação da OMT no país, Cabo-Verde deverá ver ratificado um novo mandato como membro do Conselho Executivo da organização.

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Cabo Verde está a negociar a instalação de uma delegação da Organização Mundial do Turismo (OMT) e deverá ver ratificado um novo mandato como membro do Conselho Executivo da organização, disse esta sexta-feira, 10 de setembro, à Lusa o ministro da tutela.

De acordo com a informação prestada pelo ministro do Turismo e dos Transportes de Cabo Verde, Carlos Santos, estas decisões resultam da 64.ª reunião da comissão regional africana da OMT, que decorreu de 02 a 04 de setembro, na ilha do Sal.

“Foi uma reunião que trouxe resultados positivos para Cabo Verde do ponto de vista político porque, em primeiro lugar, renova o mandato na comissão executiva, que é o órgão máximo executivo da organização, e isto reforça o papel de Cabo Verde enquanto pequena nação que busca naquilo que é a utilidade das relações internacionais estar presente e fazer-se presente”, destacou.

O turismo representa cerca de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) de Cabo Verde, com um recorde de 819 mil turistas em 2019, mas o setor está praticamente parado desde março de 2020, devido às restrições impostas com a pandemia da COVID-19.

A indicação dos países africanos, aprovada no Sal, para um novo mandato de Cabo Verde no Conselho Executivo da OMT, deverá ser ratificada na 24.ª Assembleia-Geral da OMT, a realizar em Marraquexe, Marrocos, de 30 de novembro a 03 de dezembro deste ano.

Em declarações à Lusa na cidade da Praia, ilha de Santiago, o governante explicou que após a realização desta reunião no Sal foi possível “reforçar as relações” com a OMT, através da assinatura de um protocolo, que já estava em preparação, para a criação da marca “Cabo Verde” pela Interbrand.

Acrescentou que também já está concluído um plano de marketing para essa promoção externa e que a criação da marca, através deste protocolo com a OMT, “será mais um elemento essencial” para “relançar” o turismo em Cabo Verde.

“Temos também neste protocolo a oportunidade de criar uma delegação da OMT (…) Cabo Verde é um dos países africanos que se está a candidatar para ter essa delegação. Fizemo-lo cientes de que tendo uma delegação da OMT estaremos a apostar provavelmente em aproximar esta organização dos empresários. E isto significa facilitar aquilo que é o financiamento dos projetos”, explicou o ministro Carlos Santos.

“Nós temos falado sempre na necessidade de criar uma classe empresarial nacional atrelada ao setor do turismo e é isso que estamos em busca, de criar cada vez mais outras portas de financiamento para os nossos empresários e é com esse objetivo que nos candidatamos”, acrescentou.

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Pestana abre 16.º hotel na Madeira

O 16.º hotel do Pestana Hotel Group na Região Autónoma da Madeira faz com que a oferta de quartos em Câmara de Lobos aumente para uma centena.

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A mais recente unidade do Pestana Hotel Group na Região Autónoma da Madeira acaba de ser inaugurada, ficando localizada no centro histórico de Câmara de Lobos.

Esta é a 16.ª unidade do grupo Pestana na Região Autónoma da Madeira e segunda unidade com cunho histórico na cidade de Câmara de Lobos, remetendo as raízes do hotel para um marco da literatura mundial: “O Velho e o Mar” de Ernest Hemingway, obra que valeu ao escritor, falecido há 60 anos, os prémios Pulitzer e Nobel.

O Fisherman Village – Boutique Hotel possui  42 quartos  e, segundo destacou Paulo Prada, Corporate Director para a Madeira e Açores do grupo Pestana,  na inauguração,  o edifício agora edificado, bem como o prédio da Torre Bela requalificado ”reverterão gratuitamente para o município daqui a 50 anos”, salientando, ainda, que o grupo já entregou à autarquia – visto ser uma contrapartida do contrato de arrendamento – “o edifício, paredes-meias com o prédio Torre Bela, onde surgirá, dentro de meses, o museu da Pesca e Pescador”.

O grupo soma agora 100 quartos em Câmara de Lobos, juntando a capacidade dos dois hotéis (Pestana Churchill Bay – inaugurado em 2019, e este novo Fisherman Village), fazendo com que o grupo, na totalidade da Região Autónoma da Madeira, possua 3.350 quartos, que perfazem 22% do total da capacidade hoteleira do arquipélago.

Recorde-se que esta inauguração sucede, de resto, às recentes aberturas dos hotéis Pestana CR7 em Madrid e Nova Iorque, e da Pousada de Vila Real de Santo António.

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Viagens aéreas de verão na Europa não chegam a 40% de 2019

As viagens aéreas na Europa ainda não recuperaram para níveis pré-pandemia, avançam os dados da ForwardKeys. Portugal e a cidade de Lisboa não aparecem mal colocados no ranking, embora com níveis abaixo dos 50% relativamente a 2019.

Victor Jorge

Viagens aéreas de verão na Europa não chegam a 40% de 2019

As viagens aéreas internacionais nos meses de julho e agosto atingiram, na Europa, 39,9% dos níveis pré-pandemia, ou seja, do ano 2019, avançam os dados mais recentes da ForwardKeys.

Portugal aparece em 7.º lugar, com 48,8% do nível de viagens aéreas quando comprado com o mesmo período de 2019, ficando atrás de destinos como Grécia, Chipre, Turquia, Islândia, Croácia e Espanha.

Estes dados da ForwardsKeys são, no entanto, melhores do que a comparação feita no ano passado referente a 2019 quando os números indicavam de 26,6% devido ao bloqueia generalizado dos voos por causa da COVID-19 e a não existência de vacinas nem certificado digital.

Entre os países com piores performances nestes meses de julho e agosto, aparecem o Reino Unido, Irlanda, Rússia e Alemanha que não chegaram aos 30% quando comparado com 2019.

Excluindo as companhias aéreas lowcost, os voos intra-europeus representaram 71,4% das chegadas, em comparação com 57,1% em 2019. O relativo desaparecimento de visitantes de longa distância, que normalmente ficam mais tempo, gastam mais e concentram a sua atenção nas cidades e nos passeios turísticos, foi sublinhado nas classificações dos destinos locais com melhor e pior desempenho. As viagens para Londres foram “particularmente dececionantes”, indicam os dados da ForwardKeys, já que a capital britânico atingiu somente 14,2% das chegadas de 2019.

A lista foi encabeçada por Palma de Maiorca, atingindo 71,5% dos níveis de 2019, e por Atenas, porta de entrada para inúmeras ilhas do Adriático, com 70,2%. As seguintes cidades principais com melhor desempenho foram Istambul (56,5%), Lisboa (43,5%), Madrid (42,4%), Paris (31,2%), Barcelona (31,1%), Amsterdão (30,7%) e Roma (24,2%).

Em comparação, os destinos de lazer provaram ser muito mais resilientes, com destaque para Heraklion (Grécia) e Antalya (Turquia) que superaram os níveis de 2019. Com resultados bastantes satisfatórios aparecem, também, Thessaloniki (98,3%), Ibiza (91,8%), Larnaca (73,7%) e Palma de Maiorca (72,5%).

A ForwardKeys destaca, aliás, o comportamento de destinos como Portugal e Espanha, referindo que, “Portugal, que é um destino favorito dos turistas do Reino Unido, sofreu quando o Reino Unido mudou a sua designação de verde para âmbar em junho”. Relativamente a Espanha, a ForwardKeys revela que, no final de julho, “sofreu quando a Alemanha advertiu contra todas as viagens, exceto as essenciais”.

Olivier Ponti, vice-presidente para Insights da ForwardKeys, salienta que, “quando comparado com o período terrível para o turismo na Europa no ano passado, este verão regista uma recuperação muito modesta”, considerando que “a baixa intensidade contínua das viagens aéreas internacionais (menos de 40% do normal), tem sido extremamente prejudicial para a indústria da aviação”.

“A contínua ausência de viajantes de longa distância, principalmente do Extremo Oriente (atingiu apenas 2,5% dos volumes pré-pandêmicos neste verão), será um golpe severo para a economia de visitantes de vários países europeus”, admite Ponti.

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Negociações entre Ryanair e Boeing sem acordo

O preço pedido pelas novas aeronaves parece ter estado na origem da falta de acordo entre a Ryanair e a Boeing para a encomenda dos MAX10.

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As negociações entre a Ryanair e a Boeing para a encomenda das aeronaves MAX10 não tiveram acordo final relativamente ao preço, anuncia a companhia irlandesa em comunicado.

A Ryanair já assegurou uma encomenda de 210 B737-8200 “Gamechanger” para os próximos cinco anos, com as entregas a acontecerem entre 2021 e 2025. Esta encomenda fará com que a companhia lowcost ultrapasse as 600 aeronaves, colocando a capacidade de transporte de passageiros acima dos 200 milhões.

Recorde-se que a Ryanair e a Boeing estão em negociações há mais de 10 meses relativamente a esta encomenda de MAX10, concluindo-se, segundo a companhia aérea, que “o diferencial de preço, entre ambas as partes, não poderia ser alcançado”, com as duas partes a “acordarem não perder mais tempo com estas negociações”.

Michael O’Leary, CEO da Ryanair, refere que estar “desapontado” por não ter chegado a acordo com a Boeing relativamente à encomenda dos MAX10.

“A Boeing tem uma visão mais otimista sobre os preços das aeronaves do que nós e temos um histórico disciplinado de não pagar preços altos por aeronaves”, salienta O’Leary, avançando ainda que, “temos uma carteira de encomendas mais do que suficiente para nos permitir crescer fortemente nos próximos cinco anos com uma frota de Boeing 737, que aumentará para mais de 600 aeronaves, permitindo à Ryanair capitalizar as oportunidades de crescimento extraordinárias que estão surgindo em toda a Europa à medida que o continente recupera da pandemia de COVID”.

O CEO da Ryanair, que há pouco tempo visitou Portugal para mais uma conferência de imprensa, admitiu “não partilhar a perspetiva otimista de preços da Boeing, embora isso possa explicar por que, nas últimas semanas, outros grandes clientes da Boeing, como Delta e Jet2, têm feito novos pedidos com a Airbus, em vez da Boeing”, concluiu O’Leary.

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Transavia mantém rota Faro-Lyon no inverno

No próximo inverno, a Transavia vai operar um total de 120 rotas a nível global, incluindo quatro aeroportos portugueses, com destaque para a continuação dos voos entre Faro e Lyon.

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A Transavia vai manter a rota Faro-Lyon durante a próxima temporada de inverno, ao longo da qual a companhia aérea low cost do grupo Air France/KLM vai operar um total de 120 rotas, informou a transportadora em comunicado.

“À medida que continuamos a abrir as vendas para o inverno de 2021-22, estamos muito satisfeitos por poder oferecer aos nossos clientes novos destinos e prolongar outros a partir do verão, como o serviço entre Faro e Lyon”, refere Nicolas Hénin, Chief Chief Commercial Officer da Transavia France, citado num comunicado divulgado esta sexta-feira, 3 de setembro.

De acordo com o responsável, Portugal é um “mercado-chave” para a operação global da Transavia, motivo pelo qual, considera, “a extensão de Faro-Lyon no inverno, especialmente num cenário desafiante e ainda em evolução, é sinal da grande e continuada confiança neste mercado dinâmico e sempre surpreendente”.

Além da rota Faro-Lyon, a Transavia vai também manter no inverno outras sete rotas, incluindo os voos internacionais entre Paris e Hammamet , na Tunísia, assim como outras seis rotas domésticas, nomeadamente para a Córsega a partir de Nantes, bem como Montpellier, Brest e Toulon desde Paris-Orly.

A partir de 21 de outubro, a Transavia vai ainda dar início a cinco novas rotas, passando a ligar Paris-Orly a Amã, Roma, Cracóvia, Berlim e Estocolmo.

A companhia aérea avisa,  no entanto, que o programa de voos para o inverno “se mantém em constante evolução” e “continua sujeito às condições sanitárias e às restrições impostas pelas autoridades dos países em causa”.

Além de Faro, a Transavia voa também para os aeroportos de Lisboa, Porto e Funchal, sendo que, no caso da capital, existem voos para Paris-Orly, Nantes, Montpellier, Amesterdão, Roterdão e Eindhoven, enquanto do Porto há ligações a Paris-Orly, Nantes, Lyon, Amesterdão e Funchal.

No Funchal, a Transavia voa ainda para Paris-Orly, Nantes e Lyon (ambos via Porto), Amesterdão e Porto, enquanto em Faro, além das ligações a Lyon que se mantêm no inverno, há também voos para Paris-Orly, Nantes, Amesterdão, Roterdão e Eindhoven.

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