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“Continuo muito confiante para o próximo ano”

Mário Azevedo Ferreira, CEO da NAU Hotels & Resorts, considera que Portugal vai manter os bons resultados turísticos em 2017. Para já a recente notícia da saída do Reino Unido da União Europeia não abala a confiança do responsável. Falou com o Publituris na semana em que foi inaugurado oficialmente o Hotel Palácio do Governador, em Lisboa.

Carina Monteiro
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“Continuo muito confiante para o próximo ano”

Mário Azevedo Ferreira, CEO da NAU Hotels & Resorts, considera que Portugal vai manter os bons resultados turísticos em 2017. Para já a recente notícia da saída do Reino Unido da União Europeia não abala a confiança do responsável. Falou com o Publituris na semana em que foi inaugurado oficialmente o Hotel Palácio do Governador, em Lisboa.

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JU7A6282Mário Azevedo Ferreira, CEO da NAU Hotels & Resorts, considera que Portugal vai manter os bons resultados turísticos em 2017. Para já a recente notícia da saída do Reino Unido da União Europeia não abala a confiança do responsável. Falou com o Publituris na semana em que foi inaugurado oficialmente o Hotel Palácio do Governador, em Lisboa.

Este ano, a NAU Hotels & Resorts vai registar um crescimento dos resultados na ordem dos 25%. A que factores se deve este crescimento?
Em primeiro lugar, Portugal, como destino turístico, vive um momento positivo, resultado de vários factores: a nossa imagem é boa, de um país seguro e com uma oferta turística diversificada. Depois, a situação geopolítica internacional fez com que um conjunto de destinos que anteriormente eram nossos concorrentes vivam hoje em dia situações difíceis. Como tal a procura continua, mas dirige-se para destinos seguros.
Em segundo lugar, há um conjunto de factores que têm a ver com a nossa estratégia. O grupo é recente e tem vindo a consolidar a sua imagem e afirmar-se e a conquistar cada vez mais credibilidade. Isso faz com que tenhamos ao longo destes três últimos anos de gestão vindo a consolidar um conjunto de parcerias e relacionamentos com empresas importantes e, sobretudo, a consolidar uma imagem de um grupo hoteleiro capaz de dar resposta a grandes eventos.
Em 2014, tivemos uma grande operação com a Mercedes na época baixa, com o lançamento de quatro novos modelos. Em 2015, não tivemos nenhuma operação significativa nesse segmento específico e, depois, começámos a negociar uma operação para 2016. Pelo que um dos factores de crescimento, este ano, tem a ver com uma ocupação em época baixa absolutamente anormal, comparativamente com a nossa concorrência habitual no Algarve. Tivemos um mês de Janeiro fraco, como toda a gente, mas a partir de Fevereiro não parámos de estar cheios. Fizemos o lançamento do modelo da Volkswagen que ocupou praticamente a totalidade da Herdade dos Salgados, mas também com impacto nas duas unidades de São Rafael. Algum negócio que habitualmente tinha lugar nos Salgados foi desviado para São Rafael. A operação da VW terminou no final de Abril e três dias depois tivemos um conjunto de nove eventos que só terminaram em meados de Junho.
De modo que a nossa operação de Janeiro a Maio é uma operação que registou o dobro das receitas do ano passado, ou seja, mais de 14 milhões de euros.
Depois o segundo factor tem a ver com o crescimento em ocupação e preço da época “shoulder” e na época alta.

Justamente, estamos na época alta e sabemos que a ocupação nesta altura é normalmente elevada, aqui o importante é que o preço também acompanhe. Isso está a acontecer?
Sim, está. Grande parte da nossa operação está no Algarve, onde temos uma oferta muito concentrada: quatro unidades na Herdade dos Salgados, duas em São Rafael. Portanto seis unidades, em oito, que estão no concelho de Albufeira. Temos 80% da nossa oferta de camas no Algarve. Falando do Verão no Algarve. Nos últimos anos, temos vindo a verificar que se vendiam umas unidades mais depressa que outras. São unidades distintas e temos vindo a segmentar e a acentuar as diferenças, adaptando as unidades para segmentos de mercado específicos. Em São Rafael temos duas unidades, uma de suites e outra de quartos duplos, uma em cima de praia e outra ligeiramente afastada. O que fizemos foi dedicar a unidade de suites, um pouco mais afastada do mar, para um hotel claramente para famílias, com tudo incluído, com animação, kids club. Fizemos isso pela primeira vez em 2014 e tem vindo a afirmar-se. O hotel São Rafael Atlântico é um hotel clássico, mais vendido para adultos.
Na Herdade dos Salgados temos quatro unidades: o Salgados Vila das Lagoas Apartments, com apartamentos T1 e T2; depois temos uma unidade fantástica, o Salgados Dunas Suites, muito perto do mar, é a nossa unidade farol em termos de preço, porque conseguimos aí preços extraordinários, devido à unidade estar na primeira linha de mar e os apartamentos disporem de grandes áreas. Depois temos o Salgados Palm Village Apartments & Suites, mais recuada em relação ao mar, mas que, pela sua dimensão e espaços envolventes generosos, é ideal para famílias e all incluive e por isso concluímos essa unidade criando um produto de all inclusive, com área de jardins, piscinas, parque infantil, kids club, etc. Vendeu muito nos anos anteriores e este ano fizemos uma parceria com a TUI e a unidade tem agora uma forte percentagem de clientes deste operador. Finalmente, o Salgados Palace, uma unidade absolutamente fantástica, mas muito concebida para grandes eventos e menos favorável para uma operação de Verão. Com a experiência dos últimos anos, ou seja, esse hotel era o último a ser vendido para o Verão, e para o vendermos bem tínhamos de baixar o preço, o que resolvemos foi criar um produto só para o Verão e que nos ajudasse a vender melhor o hotel nesta época. Para isso, criámos o conceito Salgados Summer Club que aplicámos este ano pela primeira vez. Começou a sua operação em 15 de Junho e estamos cheios. Tivemos um crescimento de preço enorme, porque estamos a vender um produto que tem uma componente de F&B incluída, componente de animação, piscina só para crianças, um kids club, área de jardim, etc, ou seja, pensámos um produto para os quatro meses de Verão, para transformar um hotel que normalmente é de eventos e congressos para ser um hotel para famílias.

JU7A6156Em termos médios quanto subiu o preço no Verão no Algarve?
Uma subida de 15% com um aumento da ocupação na casa dos 7, 8%.

A abertura do Salema Beach Village, no Algarve, é outra das novidades que apresentam este ano. Como está a operação?
Tínhamos objectivos ambiciosos para Junho e Julho/Agosto, uma ocupação de 40% e 70%, respectivamente. Posso dizer que em Junho ultrapassámos o objectivo. Em Julho, já cumprimos e em Agosto estamos muito perto de atingir. O nível de preço está acima do que esperávamos, sobretudo em Julho e Agosto. Fizemos uma operação de marketing forte junto dos nossos clientes habituais e são eles que estão a reservar.

Perspectivas para 2017

Em 2017 vão conseguir ter uma operação de Inverno semelhante à deste ano?
Estamos a fazer tudo o que podemos e estamos muito perto de conseguir, embora não seja tão grande como a da VW. Não posso anunciá-la, enquanto não estiver garantida. Até há a possibilidade de termos duas operações de grandes dimensões, uma logo no início do ano e outra um pouco mais à frente. O que já temos garantido é um conjunto de congressos que vão repetir-se, é o caso da REMAX, o Update em Medicina, o maior congresso de medicina que se faz em Portugal, e o regresso do congresso de Cardiologia, entre outros.

Como está a vossa confiança para 2017, tendo em conta a saída do Reino Unido da União Europeia? Têm muitas unidades no Algarve e o mercado inglês é muito importante para o destino.
Ninguém pode fazer futurologia sobre isso, porque é tudo muito recente. A forma como o Reino Unido vai lidar com essa situação ainda é imprevisível, porque vai haver mudança de governo. O que se pode antecipar, e já começou a acontecer, é a desvalorização da libra. Todos os contratos feitos em Portugal com os operadores britânicos fazem-se em euros, não se fazem em libras. De modo que, se houver uma continuidade desta desvalorização da libra, os contratos vão custar mais. Podemos assistir a várias situações: os operadores podem querer renegociar os contratos. Depois, vamos ver até que ponto toda esta situação afecta o desenvolvimento económico e o crescimento do consumo dos britânicos. De que forma é que isso vai afectar a confiança dos consumidores. Sabemos, por outro lado, que o Reino Unido é um país onde as pessoas sentem essa necessidade de sair.
Em suma, temos noção que todas estas situações existem, temos de estar cautelosos, não vamos mudar nada. Ainda não tivemos nenhum feedback de operadores britânicos a quererem renegociar ou repensar preços para o próximo ano, é muito prematuro para isso. Continuo muito confiante para o próximo ano. Se não tivesse havido a votação que houve, estaria mais confiante.

Podem olhar para outros mercados?
Já olhamos.

Mas não há nenhum capaz de substituir o mercado inglês? Sim, não tenhamos ilusões sobre isso. O Reino Unido é o mercado que melhor nos conhece e representa mais de 35% das dormidas do Algarve. Mas também julgo não vai ser necessário substitui-lo. Num cenário mais pessimista, pode haver alguma redução, mas julgo que ainda é muito prematuro estar a equacionar esse cenário. Até porque há exemplos de países que não pertencem à União Europeia e que estão muito bem economicamente. Julgo que não devemos nunca pôr em dúvida a capacidade do Reino Unido de dar a volta a esta situação.
Devemos estar todos muito atentos, estaremos preparados para se os operadores turísticos nos abordarem, sobretudo se houver uma evolução continuada negativa da taxa de câmbio da libra, é provável que se produza algumas tentativas de renegociação do contrato. O mais importante é que nada na nossa situação enquanto destino seguro se alterou e também não é crível que a situação de destinos que apresentam factores de insegurança se altere para 2017, por isso vamos continuar ser um destino muito apetecido.

Como é que está a operação no Lago Montargil & Villas, no Alentejo?
É uma operação mais difícil que a de Lisboa e do Algarve, mas mais fácil do que aquela que antecipámos no início da restruturação deste grupo empresarial.
Os clientes são sobretudo os portugueses, e empresas durante a semana. É um hotel magnífico numa paisagem extraordinariamente calma, tranquilizante e apaziguadora que as empresas escolhem para fazer reuniões quando precisam exactamente disso. Os quartos são óptimos, temos excelentes áreas de restauração e temos algumas salas moduláveis. Pelo facto de termos um spa, duas piscinas interiores, é um destino de todo o ano. Depois, chega ao fim-de-semana e é uma romaria de gente que vem de Lisboa e arredores para ali. Isso foi a boa surpresa. Em 2013, quando pegámos neste grupo, o hotel estava fechado, retomámos a operação e pensámos, vamos fazer o Verão e depois vamos chegar a Outubro e vamos fechar. Mas acabámos por não fechar. Funciona o ano todo. O nosso objectivo é conquistar eventos e reuniões, casamentos, aniversários durante a semana, sabendo que ao fim-de-semana o hotel enche e cada vez mais com clientes fiéis que nos reservam directamente. Este ano, continuamos com uma operação que em volume está a crescer ligeiramente na casa dos 5, 6%, mas está a crescer 12% em preço.

Hotel Palácio do Governador

JU7A6257Em Lisboa, qual é a importância da abertura do Palácio do Governador para a marca e para a estratégia do grupo?
É muito importante. A nossa principal missão é recuperar valor para um conjunto de activos que estavam numa situação decrépita e que era preciso reactivar. Esse objectivo foi cumprido. Em segundo lugar é um hotel especial, encontra-se num edifício especial, numa zona fantástica de Lisboa, com muito pouca oferta hoteleira. As pessoas diziam que os turistas não querem ficar aqui. A verdade é que estamos cheios e as pessoas adoram estar perto destas atracções turísticas. Depois, outro factor fundamental para nós, enquanto equipa de gestão, é que este é o primeiro hotel conceptualmente criado por nós. Embora uma parte dos trabalhos já estivessem feitos quando pegámos no hotel, a verdade é que o conceito que iria ser implementado era completamente distinto daquele que nós acabámos por implementar. Este hotel tem a nossa marca, tem aquilo que nos consideramos ser o ADN do grupo. É um hotel, que além de todo o conforto, tecnologia, que é necessária para que um hóspede de hoje se sinta bem, também proporciona uma experiência única.

Qual é o vosso objectivo em termos de preço médio para este hotel?
O nosso objectivo é situá-lo ao nível dos melhores cinco estrelas de Lisboa e está a caminhar muito rapidamente para isso. Comparamo-nos com os hotéis mais icónicos de Lisboa, como a Pousada de Lisboa, o Altis Belém, o Pestana Palace, o Bairro Alto Hotel, o Lapa Palace. É nesse nível de preço que queremos situar esse hotel. Ainda não está, mas todos os meses está mais próximo.

Hoje em dia a NAU Hotels & Resorts é uma cadeia de hotéis de cidade e resorts. Os vossos clientes têm essa percepção e isso é uma vantagem para o grupo?
Têm cada vez mais. Obviamente que somos mais conhecidos em Portugal, do que fora. Temos vindo a criar e a consolidar uma relação próxima com uma vasta quantidade de clientes, através de acções de marketing directo e que abririam caminho para no futuro eventualmente criar um sistema de fidelização. Embora esta questão tenha de ser estudada e vista à luz da dimensão. Temos uma dimensão forte em termos de camas, menos forte em número de unidades. Mas de facto é o caminho que estamos a percorrer. Não podemos esquecer que a marca Nau foi apresentada em Dezembro de 2014.

Esta marca tem ambições internacionais?
De momento não. Temos muito ainda a fazer aqui. Temos uma missão neste momento e temos um perímetro de activos que temos de explorar, gerir e valorizar, à qual se poderão juntar outros, quer provenientes dos nossos accionistas, quer de fora, era algo que gostaríamos muito que acontecesse, que houvesse investidores que considerassem que temos capacidade para gerir unidades. 

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Programa SELEÇÃO Gastronomia e Vinhos da AHRESP é tema de webinar

A AHRESP promove, no próximo dia 05 de julho, um webinar sobre o Programa SELEÇÃO Gastronomia e Vinhos no próximo dia 5 de julho, aberto a todos os restaurantes que servem gastronomia portuguesa. Inscrição gratuita, mas obrigatória.

Implementado pela AHRESP, e desenvolvido em parceria com o Turismo de Portugal, este programa visa criar uma rede nacional de restaurantes que adote o receituário tradicional português, utilizando preferencialmente produtos portugueses e regionais, cumprindo as melhores práticas e oferecendo uma qualidade de serviço irrepreensível, conforme refere a Associação, em nota de imprensa.

Os restaurantes que estejam em condições de fazer parte desta rede, ou seja, de gastronomia portuguesa, cuja confeção seja efetuada no próprio local e que apresente serviço à mesa, podem usufruir de vantagens, como: Acesso a consultoria totalmente gratuita; Oferta de uma placa e de um diploma, que devem ser colocados em locais visíveis, no exterior e interior respetivamente; Direito de utilização da marca SELEÇÃO Gastronomia e Vinhos para promoção e divulgação de iniciativas próprias e Oferta de um kit de boas-vindas em formato digital (com template de menu, template de individual de mesa e outros materiais de comunicação).

 

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Golden Residence Hotel Madeira distinguido pela TUI

Unidade madeirense recebeu a distinção TUI QUALITY HOTEL, atribuída com base na qualidade do serviço e nas avaliações feitas pelos clientes da TUI a nível mundial.

O Golden Residence Hotel Madeira conquistou a distinção TUI QUALITY HOTEL, atribuída com base na qualidade do serviço e nas avaliações feitas pelos clientes do operador turístico a nível mundial.

O prémio TUI QUALITY HOTEL, que é atribuído pela TUI, um dos principais operadores turísticos da Europa e visa distinguir as unidades hoteleiras reconhecidas pela qualidade do serviço prestado, tendo em conta as avaliações dos clientes de todo o universo TUI, concretamente TUI Alemanha, TUI Bélgica, TUI Holanda, TUI Polónia.

“Esta distinção é um reflexo da nossa dedicação para com os nossos hóspedes. O nosso grau de exigência é elevado, pois queremos providenciar a melhor experiência. Temos equipas altamente qualificadas e focadas em prestar um serviço de qualidade ímpar. Sabermos que estamos a contribuir para a criação de momentos e memórias marcantes é, sem dúvida, enriquecedor. É muito gratificante sabermos que nos destacamos pelas melhores razões”, congratula-se Arcilia Martin, diretora do Golden Residence Hotel Madeira.

Além do reconhecimento enquanto TUI QUALITY HOTEL, o Golden Residence Hotel Madeira tem vindo a ser distinguido pela qualidade do serviço e, este ano, já recebeu vários prémios e recomendações.

Localizado na costa sul da Madeira e com vistas panorâmicas sobre o mar e as plantações de bananas, o Golden Residence Hotel Madeira é uma unidade de quatro estrelas, que conta com 172 quartos, SPA, piscina exterior e interior, restaurante e bar, sendo também uma unidade ‘pet friendly’.

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Seis hotéis da INATEL recebem certificação Green Key

O galardão foi atribuído às unidades Cerveira Hotel, Flores Hotel, Palace São Pedro do Sul Hotel, Manteigas Hotel, Vila Ruiva Hotel e Linhares da Beira Hotel Rural.

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A Fundação INATEL recebeu a certificação ambiental e social da Green Key pelo trabalho desenvolvido em seis dos seus hotéis.

O galardão foi atribuído esta terça-feira, 21 de julho, às unidades INATEL Cerveira Hotel (quatro estrelas); Flores Hotel (quatro estrelas); Palace São Pedro do Sul Hotel (quatro estrelas); Manteigas Hotel (três estrelas); Vila Ruiva Hotel (quatro estrelas) e Linhares da Beira Hotel Rural (três estrelas).

A cerimónia de entrega teve lugar no Centro de Monitorização e Investigação das Furnas, em São Miguel.

De acordo com informação enviada pela fundação, “todos os hotéis INATEL participam num programa de sustentabilidade ambiental”.

Nesse sentido, o INATEL assegura que as unidades avaliam o impacto da operação sobre o ambiente e adotam medidas para reduzir o mesmo, promovendo “a sensibilização de clientes, fornecedores e a formação de colaboradores”.

Sobre o Green Key

O programa ambiciona a implementação de boas práticas, através do cumprimento de 150 metas em diferentes áreas de atuação, que valorizam a gestão ambiental e a promoção da educação ambiental para a sustentabilidade.

As entidades certificadas devem cumprir determinados critérios, como a introdução de um sistema de gestão ambiental, a redução do consumo de energia e água e a separação de resíduos.

Medidas como a utilização de produtos de limpeza amigos do ambiente, a promoção do consumo de produtos orgânicos, bem como a exclusão de herbicidas químicos também fazem parte das medidas a ser cumpridas por estas entidades.

A iniciativa é da responsabilidade da Foundation of Environmental Education (FEE), sediada na Dinamarca, e coordenada em Portugal pela Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE).

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Vila Galé abre novo resort no Brasil, o maior do Estado de Alagoas

O Vila Galé Alagoas conta com 513 quartos, é o “maior empreendimento do género neste estado brasileiro” e fica localizado a cerca de 40 minutos de Maceió, capital do Estado de Alagoas.

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A Vila Galé abriu um novo resort tudo incluído no Brasil, o Vila Galé Alagoas, que se encontra localizado a cerca de 40 minutos de Maceió e se apresenta como o “maior empreendimento do género neste estado brasileiro”.

Segundo um comunicado do grupo hoteleiro português, o Vila Galé Alagoas conta com 513 quartos, quatro piscinas, sete restaurantes, cinco bares, Clube Nep para crianças com parque aquático, Satsanga Spa & Wellness, discoteca, centro de convenções com 2.000 m2 e várias zonas de lazer e desportivas.

“Conseguimos superar todas as dificuldades e cumprimos a nossa meta de abertura, graças ao gigantesco esforço das equipas Vila Galé e de todo o pessoal em obra. Estamos muito orgulhosos do novo resort e de termos uma unidade em Alagoas”, afirma o presidente e fundador da Vila Galé, Jorge Rebelo de Almeida.

O novo resort da Vila Galé no Brasil conta também com uma vasta oferta de restauração, com destaque para a pizzaria Massa Fina e para a Cervejaria Portuguesa, sem esquecer o restaurante Inevitável e os buffets do Versátil. Além destes, o Vila Galé Alagoas conta também com o ‘Museu Do Sertão’, onde são servidos pratos típicos do estado de Alagoas, assim como com o restaurante NEP, com alimentação infantil e pensado para as crianças.

A nova unidade segue também a estratégia da Vila Galé, que tem vindo a dar um tema aos seus hotéis, sendo que, no caso do Vila Galé Alagoas, o tema escolhido foram os escritores de língua portuguesa de Portugal e do Brasil, aos quais o resort presta homenagem.

“Os quartos têm sempre uma referência a um escritor. Na receção, os mais célebres escritores mundiais foram homenageados com estátuas realistas. As escritoras também têm uma exposição própria e há uma galeria dos 54 prémios Nobel da Literatura”, indica a Vila Galé.

Este é o 10º empreendimento da Vila Galé no Brasil e vem reforçar a posição do grupo de hotelaria português como a maior rede de resorts no país.

 

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NH Hotel Group lança nova funcionalidade de reserva online de espaços para reuniões e eventos

Através do Click & Meet, os profissionais do setor podem reservar mais de 900 espaços para reuniões e eventos até 20 pessoas, em 17 países europeus.

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O NH Hotel Group lançou o Click & Meet, nova funcionalidade que está agora disponível no NH PRO, o site do grupo para profissionais, e que permite a reserva online de espaços para reuniões e eventos até 20 pessoas.

De acordo com um comunicado enviado à imprensa, através do Click & Meet, os profissionais podem agora ter acesso a mais de 900 espaços em 17 países europeus, “a qualquer hora e de qualquer lugar ou dispositivo”.

“Em apenas três minutos e quatro passos simples, podem ser consultadas as informações de preços e disponibilidades e fazer uma reserva de forma imediata”, refere o NH Hotel Group, explicando que, em caso de qualquer problema, as reservas podem ser “canceladas gratuitamente até 14 dias antes do evento”.

Na informação divulgada, o NH Hotel Group adianta que, com a retoma dos eventos e das viagens de negócios, planeia “ampliar as funcionalidades desta nova ferramenta” no futuro, de forma a oferecer ao utilizador a oportunidade de “reservar espaços e quartos em simultâneo e podendo ainda incluir novos espaços e mais hotéis de diferentes países”.

Além de Portugal, a nova funcionalidade está também disponível em Espanha, França, Itália, Áustria, Bélgica, República Checa, Dinamarca, Alemanha, Hungria, Irlanda, Luxemburgo, Roménia, Eslováquia, Suíça, Países Baixos e Reino Unido.

Além desta funcionalidade e também com foco no MICE, o NH Hotel Group lançou ainda o Buyouts by NH, serviço que “oferece a possibilidade de contratação exclusiva de alguns dos seus hotéis e espaços na sua totalidade e com total privacidade e flexibilidade, para que os clientes os possam personalizar de acordo com as suas necessidades”.

Além disso, o grupo passou a permitir a reserva de espaços exteriores através do Outdoor Spaces by NH, colocando “à disposição dos clientes inúmeros tipos de espaços, desde terraços com vista para a montanha até coberturas em áreas urbanas”.

“Além de todas estas propostas inovadoras, estão disponíveis outros serviços, como os Smart Spaces, graças aos quais os clientes podem usufruir de espaços exclusivos para trabalhar e realizarem pequenas reuniões de negócios em locais únicos, com todas as comodidades e serviços dos hotéis; e as Reuniões Híbridas, por meio das quais o grupo implementou diferentes inovações tecnológicas visando facilitar o planeamento virtual de eventos, garantindo a realização de reuniões e conferências híbridas com todos os protocolos de saúde, nas melhores localizações”, lembra ainda o grupo, que pertence à Minor Hotels.

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Descidas de alemães e britânicos atrasam recuperação da hotelaria algarvia em maio

Segundo a AHETA, em maio, a hotelaria do Algarve registou uma taxa de ocupação de 64,8%, 7,4% abaixo do registado em igual mês de 2019, muito por culpa dos mercados alemão e britânico, que apresentaram descidas de 41,3% e 8,1%, respetivamente.

Inês de Matos

Em maio, as unidades de hotelaria do Algarve registaram uma taxa de ocupação de 64,8%, valor que fica 7,4% abaixo do registado em igual mês de 2019, antes da chegada da pandemia, avança a AHETA – Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve, que identifica também uma descida do número de hóspedes dos mercados alemão e britânico, dois dos principais mercados emissores para a região.

De acordo com a AHETA, em maio, a taxa de ocupação até “superou o valor médio para este mês” e traduz uma subida de 275% relativamente a maio de 2021, ainda que face a 2019, que tinha sido o melhor ano turístico de sempre em Portugal, se continue a encontrar “uma descida de -7,4%, relativamente ao mesmo mês de 2019”.

Já a taxa de ocupação cama foi de 52,5%, o que indica uma descida de 10,2% face a maior de 2019, com a AHETA a adiantar que também no acumulado do ano se regista um decréscimo de 10,5% na taxa de ocupação face a maio de 2019.

“A variação homóloga verificada é justificada pela pandemia provocada pelo vírus COVID-19, cujo impacto na hotelaria começou a sentir-se no início do mês de maio de 2020. A taxa de ocupação média nos últimos doze meses quedou-se nos 45,7%”, acrescenta a associação, que divulgou esta terça-feira, 21 de junho, os dados relativos a maio.

Por zonas do Algarve, as maiores subidas face a mês homólogo de 2019 foram registadas nas zonas de Portimão/Praia da Rocha (+2,7pp, +3,7%) e Lagos/Sagres (+1,7pp, +2,6%), enquanto as principais quebras ocorreram em Tavira e (-17,9pp, -26,9%) e Albufeira (-12,9pp, -16,2%).

Já as zonas de Faro/Olhão, com 78,0%, e Portimão/Praia da Rocha, 75,5%, foram, segundo a AHETA, “as que registaram as taxas de ocupação mais elevadas enquanto a mais baixa ocorreu na zona de Monte Gordo/VRSA, com 40,7%”.

Por categorias, a principal descida relativamente a 2019 verificou-se nos hotéis e aparthotéis de quatro estrelas (-15,4pp, -19,6%), enquanto os hotéis e aparthotéis de três e duas estrelas  registaram a maior subida (+7,3pp, +14,2%) seguidos dos de cinco estrelas (+2,1pp, +3,1%).

Já os hotéis e aparthotéis de três e duas estrelas foram os que registaram a taxa de ocupação mais baixa (59,1%), tendo a ocupação mais alta sido registada nos aldeamentos e apartamentos turísticos de cinco e quatro estrelas (71,9%).

Por mercados, a AHETA revela que “alguns mercados registaram subidas”, a exemplo do irlandês, que subiu 17,8%; e do holandês, que apresentou um aumento de 10,9%; ainda que a maior subida tenha pertencido ao mercado belga, com um acréscimo de 24,2%.

Em sentido contrário estiveram alguns dos principais mercados internacionais emissores de turistas para o Algarve, a exemplo do alemão e do britânico, que apresentaram, em maio, decréscimos de 41,3% e 8,1%, respetivamente, numa tendência que se reflete também no acumulado dos cinco primeiros meses de 2022.

“De janeiro a maio, a Alemanha é o mercado com a maior descida acumulada face a 2019 (-1,9pp, -38,2%) seguido pelo Reino Unido (-1,7pp, -12,3%) e Holanda (-0,4pp, -9,8%)”, indica a AHETA.

Ainda assim, em maio, a maior fatia das dormidas na hotelaria algarvia coube aos turistas britânicos com 39,8%, seguidos pelos portugueses (13,1%), irlandeses (10,9%) e holandeses (7,0%), sendo que os britânicos lideraram também em número de hóspedes, com 32,0%, seguidos pelos portugueses (20,6%), irlandeses (8,6%) e franceses (6,6%).

Em maio, a estada média na hotelaria algarvia foi de 4,2 noites, menos 0,1 que no período homólogo de 2019, com destaque para os holandeses que, com 5,5 noites, registaram as estadias mais prolongadas, seguidos dos irlandeses (5,4), britânicos (5,3) e be3lgas, com 5,0 noites. Já a estadia média dos turistas portugueses foi de 2,7 noites, ligeiramente abaixo do verificado em 2019.

A AHETA diz ainda que os britânicos representaram o maior número de dormidas em quase todas as categorias, com exceção dos aldeamentos e apartamentos de três estrelas, onde os portugueses foram o principal mercado, tendo também representado o maior número de hóspedes nos hotéis e aparthotéis de cinco estrelas e nos de quatro estrelas, assim como nos aldeamentos e apartamentos turísticos de cinco e quatro estrelas. Nas restantes categorias, o maior número de hóspedes coube aos portugueses.

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Traços D’Outrora volta a ser galardoado pelo Green Key

Pelo segundo ano consecutivo, o complexo turístico Traços D’Outrora, em Vale de Cambra, volta a ostentar o galardão Green Key.

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Localizado na aldeia de Trebilhadouro, o conjunto de quatro casas, que formam a Traços D’Outrora, voltou a arrecadar o prémio internacional que distingue as boas práticas ambientais.

Refira-se que o galardão Green Key tem por objetivo consciencializar para a adoção de práticas e comportamentos sustentáveis através da educação ambiental para a sustentabilidade, reduzir o impacto ambiental das atividades de comércio, serviços e restauração, mas também promover a redução e eficiência no consumo dos recursos naturais, facilitar e comunicar estratégias de sustentabilidade e reconhecer as iniciativas de gestão ambiental.

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Lisbon Marriott Hotel tem nova diretora de Operações

Com mais de 12 anos de experiência, Paula Morgado Lino assume a liderança das operações do Lisbon Marriott Hotel.

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Paula Morgado Lino é a nova responsável pela operação do Lisbon Marriott Hotel, que pertence ao grupo Sotéis, localizado na Av. dos Combatentes, em Lisboa.

Licenciada em Gestão Hoteleira e Turismo pela Universidade de Gestão Hoteleira do Estoril (2010-2013) e Pós-Graduação em Gestão Hoteleira e Turismo pela Universidade Cornell, Paula Morgado Lino possui mais de 12 anos de experiência em gestão hoteleira, tendo desenvolvido soluções criativas e eficazes de gestão no negócio através da implementação e desenvolvimento de processos inovadores por várias unidades hoteleiras de renome em diferentes países.

Antes de integrar a equipa do Lisbon Marriott, foi diretora de F&B no PGA Catalunya Golf & Wellness Resort (entre 2017 e 2019), esteve no Sandals Royal Bahamian, na capital das ilhas das Bahamas, onde desempenhou funções de & B Manager( 2016).

Anos antes, passou pelo novo Sandals Resorts International Barbados e no Crowne Plaza Shanghai na China.

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44% do emprego criado em Espanha, em maio, foi no setor do turismo

Só no mês de maio de 2022, o setor do turismo, em Espanha, criou mais 409.615 empregos face a igual período do ano 2021 e mais 32.962 que em igual mês de 2019.

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Segundo as contas efetuadas pela Turespaña, o mês de maio terminou, em Espanha, com 2.608.600 pessoas inscritas na Segurança Social do país vinculadas a atividades turísticas, o que corresponde a mais 409.615 trabalhadores face a igual período do ano 2021 e a mais 32.962 que em igual mês de 2019.

Estes dados revelam que a atividade turística, em Espanha, foi responsável por 44% da criação de emprego no quinto mês de 2022, representando 12,9% do total da força de trabalho inscrita na Segurança Social.

“A recuperação do setor está a gerar um forte aumento na criação de trabalho, que ultrapassou 2,6 milhões de inscritos, em maio, na Segurança Social, o maior número registado em maio”, destacou a ministra da Indústria, Comércio e Turismo espanhola, Maria Reyes Maroto, à imprensa do país vizinho.

A responsável pela pasta do turismo explicou que esta realidade tem sido possível “graças ao “escudo social eficaz implementado pelo Governo durante a pandemia para manter de pé os nossos trabalhadores e empresas do setor do turismo e os elevados níveis de vacinação da população espanhola”, destacando, ainda, que a reforma levada a cabo pelo Governo de Pedro Sanchez permite a criação de emprego de “maior qualidade”.

Reyes Maroto admitiu, também, que Espanha iniciou a temporada de verão com “boas perspectivas”, apesar do contexto complexo derivado da guerra na Ucrânia, concluindo que “o turismo será um dos setores que mais contribuirá para o recuperação económica e criação de empregos neste ano”.

Por atividade, os dados da Turespaña mostram que foi na hotelaria e agências de viagens/operadores turísticos que, de forma conjunta, mais emprego se criou, registando uma subida de 20,7%, comparado com maio de 2021, significando mais de 306 mil empregos na hotelaria (183 mil nos serviços de F&B e 122 mil nos serviços de alojamento), enquanto as agências de viagens conseguiram mais 5.662 novos trabalhadores (+2,3%) e os operadores turísticos aumentaram em mais de 97 mil os empregos.

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Hotéis de luxo em Portugal podem concorrer aos Beyond Luxury Awards

Esta segunda edição dos Beyond Luxury Awards traz, como novidade, a inclusão de hotéis de luxo em Portugal, tornando-se os primeiros prémios deste setor na Península Ibérica.

Organizados pela plataforma de comunicação e networking The Rooms Collection Magazine, estes são os primeiros prémios em Portugal e Espanha, especificamente concebidos para reconhecer a hotelaria de luxo, atribuídos por um júri profissional e independente. Embora a primeira edição dos prémios, que decorreu no outono de 2020, tenha como foco a hotelaria espanhola, esta edição inclui estabelecimentos portugueses.

Os Beyond Luxury Awards são prémios reconhecidos pela independência da sua organização e do seu júri, composto por especialistas com reconhecida experiência em hotelaria, turismo, gastronomia, design, luxo e comunicação.

Os candidatos concorrem ao prémio numa das 20 categorias (mais 10 do que as que foram premiadas na primeira edição), incluindo o de melhor hotel de luxo do ano em Portugal e Espanha.

Os vencedores serão anunciados em cerimónia exclusiva no dia 10 de novembro no Hotel Finca Cortesín, localizado entre Marbella e Sotogrande (Espanha).

Na primeira edição, o Hotel Finca Cortesín foi precisamente o estabelecimento que ganhou o Prémio Melhor Hotel de Luxo do Ano 2020.

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