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“Perdem-se muitas vendas à espera de um orçamento”

O Grupo Airmet celebra este ano o 10º aniversário. Paulo Mendes, director-geral da rede, fala sobre a evolução do grupo e do sector, assim como as perspectivas e desafios dos agentes de viagens.

Raquel Relvas Neto
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O Grupo Airmet celebra este ano o 10º aniversário. Paulo Mendes, director-geral da rede, fala sobre a evolução do grupo e do sector, assim como as perspectivas e desafios dos agentes de viagens.

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O Grupo Airmet celebra este ano o 10º aniversário. Paulo Mendes, director-geral da rede, fala sobre a evolução do grupo e do sector, assim como as perspectivas e desafios dos agentes de viagens.

 

JU7A8823Este ano, a Airmet Portugal celebra o 10º aniversário. Que balanço faz da evolução do grupo ao longo da década?
A Airmet iniciou as suas operações em Portugal a 26 de Julho de 2006. Começámos com a aquisição de um grupo que já existia na altura, que era a AVIP, e essas agências passaram para o nosso grupo. Começámos com 45/50 agências, terminámos com 80 agências de viagens nesse ano e partir daí foi sempre a crescer. Podemos dizer que de 2007 a 2010 foram anos de crescimento muito acelerado do grupo e, depois, tivemos sempre crescimentos constantes, com a excepção de 2012, que foi um ano mau para toda a distribuição e não fugimos à regra. Desde o início que o nosso foco continua a ser dar às nossas agências tudo o que possa aumentar a sua rentabilidade, o que é habitual dentro da contratação que fazemos com os fornecedores turísticos e em áreas necessárias à operação de uma agência de viagens, e depois também na redução dos custos. Este sempre foi um objectivo nosso desde o início e continua a ser. Em 2006, tínhamos 40 acordos comerciais, hoje em dia temos mais de 80 acordos comerciais assinados. Houve aí também essa evolução. O interesse da distribuição e quem vende – operadores, prestadores dos nossos serviços – na nossa rede, que conta actualmente com 270 balcões até Abril, tendo terminado 2015 com 262 agências. Ao longo dos anos fomos sempre pioneiros na área de tecnologias para agências de viagens independentes. Lançámos um site na altura que ninguém tinha no mercado, uma intranet que foi novidade para o mercado da distribuição em Portugal. Nenhuma rede tinha um website que permitisse aos agentes de viagens terem acesso a produto e não só, agilizar os seus processos através de acessos a hotelaria, produtos turísticos, informação dos fornecedores. Conseguimos que essa intranet fosse uma ferramenta obrigatória no dia-a-dia do agente de viagens. Neste momento, temos mais de 350 utilizadores, num universo de 262 agências. Esta foi a nossa principal ferramenta do nosso sucesso no início a nível de crescimento. A nível de parcerias com outras entidades comerciais, fizemos com que as agências tivessem acesso a melhores protocolos bancários, a nível de sistemas de facturação, ou seja, tudo o que uma agência de viagens precisa no seu dia-a-dia, mas com preços mais competitivos e com alta rentabilidade. Hoje em dia, apresentamos um sistema de facturação que é o mais económico do mercado, certificado pelas finanças. Por outro lado, mantemos sempre os acordos que temos com os nossos parceiros portugueses que também prestam um óptimo serviço, nomeadamente a Optitravel e a Optigest. Fomos também pioneiros nestes 10 anos em dar formação certificada às agências de viagens independentes. Em 2007 ou 2008, lançámos o programa de formação FOZ que depois estendemos com outros conteúdos e temas. Este ano, decidimos avançar com uma formação certificada também de produto. Já formámos 200 agentes de viagens até ao mês de Abril, principalmente com operadores turísticos, empresas de cruzeiros, centrais de reservas, entre outros. A formação foca-se em duas áreas: o destino que se está a vender, estes operadores focam-se nas suas mais-valias, óbvio que falam do produto e das vantagens que têm em comprar com eles, mas principalmente na formação do destino em si. Este ano vamos apostar em formações de fornecedores que não são habituais estarem no mercado português, principalmente os parques temáticos ou empresas como a SNCF – Voyages, porque cada vez mais há uma tendência do ‘taylor-made’ nestes produtos que não são fornecidos pelos operadores turísticos. Existe uma diferenciação que noto em que os operadores focam-se em produtos mais de férias, mas existem produtos que são cada vez mais pedidos, nomeadamente um ‘taylor made’ pela Europa com comboios em vez de avião e estamos a tentar colmatar essas lacunas. O fornecedor pode disponibilizar o produto, mas não em tempo útil, perdem-se muitas vendas à espera de um orçamento ou de algo mais complexo. São poucos os operadores que têm a capacidade de resposta do que não está feito, ou seja, fora do habitual ‘charter’ ou da programação regular. Depois a nível de preço, não são competitivos como antigamente. É muito mais caro comprar viagem orçamentada a um operador do que fazermos directamente. As agências fazem cada vez mais esse tipo de produto, porque temos de dar uma resposta rápida ao cliente e cada vez mais é isso que nos diferencia de um cliente não comprar a sua viagem pela internet. Essa capacidade de resposta e segurança é o que faz a diferença para quem compra online.

A capacidade de resposta é um dos entraves ao agente de viagens vender mais?
Actualmente, os produtos chamados ‘commodities’ são fáceis de reservar, quando falamos de um bilhete de avião, um hotel, transfer, rent-a-car. Consegue-se ter vários canais de venda para esses produtos isoladamente ou em conjunto. Existe neste momento muita concorrência online, existe a Logitravel, a Expedia, Edreams, os sites próprios das companhias aéreas ou das rent-a-car que fazem com que o cliente tenha uma maior escolha de canais de reserva e que, em detrimento da agência de viagens, acabam por reservar, porque se o produto é o mesmo e é mais barato, porque ir reservar a uma agência de viagens? É aí que se está a perder um pouco as vendas. A nível do corporate não se perde, porque existe uma relação profissional e confiança entre o cliente, que é uma empresa, e a agência de viagens. Mas, cada vez mais com margens menores, porque a concorrência também existe e há uma maior comparação. Esse é o principal entrave: produtos que são fáceis de adquirir pelo cliente final são os que existe maior entrave na venda na agência de viagem. A mais-valia, hoje em dia, na agência de viagens é o acesso a uma diversidade de produtos no mesmo sítio que dá a segurança ao cliente de que pode reservar tudo o que precisa na sua viagem, seja de lazer ou negócios.

A Airmet vai lançar mais ferramentas para as suas agências?
Na convenção em Sevilha lançámos uma nova ferramenta que se chama Travelmet, que é um B2B para reservas exclusivas para agências de viagens da Airmet em Portugal e Espanha. O objectivo desta ferramenta é que a agência tenha acesso ao produto mais competitivo do que tinha actualmente. Numa primeira fase já lançámos as reservas de hotelaria e o voo + hotel, que é o pacote mais dinâmico onde têm acesso ao portfólio das low costs, ou seja, podem fazer pacotes com voos low cost e regulares. Numa terceira ferramenta, a agência pode ir buscar o portfólio de voos, em que temos parcerias com consolidadores como a Ultratur e o Consolidador.com; e também vão poder reservar entradas de espectáculos para os seus clientes. Numa segunda fase, pretende-se os seguros, rent-a-car, integrar também operadores turísticos e cruzeiros. O objectivo desta ferramenta é que o agente de viagens tenha uma plataforma única e possa ir buscar o produto que pretende ao melhor preço. É uma negociação constante, estamos habituados a negociar no início do ano certas condições comerciais com os fornecedores só que como o produto é tão dinâmico, ao longo do ano temos de fazer ajustamentos.

FUTURO
Como estão as vossas perspectivas para este ano?
A venda antecipada está a dar-nos indicadores de que vai ser um bom ano, mas estamos a falar de quatro meses que não fazem o ano e que nos deixa com algum receio de como vai decorrer o Maio e Junho. Uma das coisas que notámos em destinos como o Algarve é que o cliente português não está habituado a reservar com tanto tempo de antecedência. Notámos que de Janeiro a Março houve um crescimento muito elevado em reservas, o que nos faz pensar que o Maio e Junho não serão tão positivos. É possível que hajam quebras nas vendas durante estes meses, porque muitas das reservas foram feitas meses antes. Ou seja, podemos fechar o ano positivamente para esses destinos, mas não vamos ter esse crescimento 100% que estávamos a ter em reservas para o Algarve. Houve uma antecipação das reservas, principalmente para o Algarve, Caraíbas, Cabo Verde, pelo receio de não haver camas. É bom por um lado, porque estamos a vender antecipadamente, mas por outro, depois de Abril, se as ocupações estão acima dos 50%, os operadores decidem avançar com o produto e, em alguns casos, arriscam e metem mais produto no mercado e o preço baixa. Acho que não vai acontecer, porque já houve operadores que tomaram decisões coerentes e correctas no mercado, diminuindo essa oferta que estava em excesso.

Mesmo assim existem muitos lugares disponíveis no mercado… Será que o mercado tem capacidade para absorver?
Para nós é preferível trabalhar antecipadamente, porque conseguimos ter maior rentabilidade, tanto o operador, como a agência de viagens. No entanto, este excesso de oferta, se não for vendida nos meses de Maio ou Junho, pode fazer com que os preços desçam e aí voltamos outra vez ao problema que era os clientes que reservaram antecipadamente já não vão querer voltar a fazê-lo, porque sabem que há preços mais baratos na véspera e voltamos outra vez ao ciclo de comprar na última hora. É isso que no sector temos que evitar ao máximo.

E a médio prazo, como perspectiva o sector da distribuição?
Costumo dizer que em tempos de crise há mais união, em tempos de bonança há menos. Tendo em conta isto e em consideração que a projecção para os próximos dois anos é favorável, porque há um maior consumo e procura, além de já termos saído de um processo de ajustamento económico, sabemos que vai haver uma maior agressividade no mercado e uma maior competitividade. Ou seja, o mercado vai crescer e nota-se um aumento no número de postos de venda a cada dia. No entanto, a procura não está a crescer da mesma maneira que a oferta. Existe maior agressividade por parte de outros players que já existem e que querem voltar a ter o posicionamento que tinham há anos. A nível de grupos verticais, a própria fusão da Springwater com a Geostar pode trazer alguma dinâmica e alterações a médio prazo no mercado. No sector dos grupos independentes, passámos de três – Airmet, GEA e RAVT -, para quatro com o Grupo Star. Existe mais concorrência, mas a competência distingue-se pelo serviço que presta, pelo produto que tem a oferecer às agências de viagens ou pelo preço. Pode haver alterações de competitividade a médio e longo prazo. Nós sempre gostámos de concorrência, porque faz-nos trabalhar melhor. Este ano vai ser um ano engraçado, com uma maior oferta no mercado e também será um período de adaptação para os operadores turísticos, principalmente, e as agências de viagens devido à nova directiva comunitária. As agências de viagens também [vão ser afectadas], porque tudo o que se faz com programação própria ou ‘taylor made’ pode ser considerado pacote turístico, uma vez que tem mais do que um serviço agregado. Os operadores turísticos são os que têm um maior desafio neste momento, porque têm programação publicada e vão ter que se adaptar à nova directiva. As companhias de seguros são, a meu ver, a solução ideal para colmatar esse problema que vem aí para os operadores turísticos, ao incluir um seguro que permita a cobertura de todos estes itens que são obrigatórios por lei, como tínhamos antigamente a caução que agora é o Fundo de Garantia. O ideal é que os seguros de viagens tenham novas clausulas que permitam colmatar a necessidade do operador turístico de incluir no seu pacote de viagens já um novo tipo de seguro que o salvaguarda nestas situações. Agora vai aumentar o custo operacional, porque tem que se salvaguardar uma série de senãos que podem ser muito caros se for um custo variável. O principal objectivo é proteger o cliente final e isso é o espírito da directiva. Por outro lado, os ‘players’ do mercado têm de se adaptar de forma a que a rentabilidade e a nossa operacionalidade não sejam afectadas por essa alteração e estarmos preparados para quando ela aconteça. Esse é o debate que tem que ser feito. Quanto à Airmet, o objectivo é continuar a crescer… Sempre, é o nosso objectivo como de qualquer outra empresa ou grupo. Queremos continuar a crescer com qualidade como sempre foi nos últimos anos. Continuar a crescer a dois dígitos. Este ano, as coisas estão a correr bem e espero que se mantenham até ao final do ano. O grande objectivo da Airmet é ser uma solução global para a agência de viagens, ou seja, termos tudo o que uma agência de viagens precisa para o seu dia-a-dia. A nossa marca Q’Viagem também está em expansão, pois este ano vamos abrir mais três balcões, na Guia, em Pombal, Lisboa e o terceiro ainda não está definido. O lançamento do novo site da Q’Viagem é um objectivo para este ano, também queremos apostar na parte tecnológica onde vamos fazer um refresh da nossa imagem do portal da Airmet.pt, não um novo logótipo, mas um site mais moderno e com mais funcionalidades para o agente de viagens com destaque para o chat online onde o agente pode falar connosco directamente. É uma das novidades que vamos apresentar. Queremos lançar a médio prazo produto próprio em parceria com os fornecedores. Estamos a fazer uma análise se vale a pena avançarmos com uma exclusividade de produto com alguns parceiros comerciais já que estamos a lançar o Travelmet. Podemos utilizar a ferramenta também para escoar o produto de uma maneira mais eficaz. ¶

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Destinos

Rede Aldeias Históricas de Portugal servem de modelo para projetos em Espanha

Representantes de várias localidades históricas da província de Cáceres, em Espanha, visitaram as Aldeias Históricas de Portugal com vista a compreender o funcionamento e o desenvolvimento desta rede.

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Um grupo de representantes de várias localidades históricas da província de Cáceres (Espanha) visitou as Aldeias Históricas de Portugal, com o objetivo de adquirir conhecimento sobre a sua abordagem de desenvolvimento territorial, de modo a criar uma associação análoga naquele país.

Refira-se que, recentemente, uma comitiva de representantes da província de Badajoz (Espanha), visitou o projeto com objetivo de criar uma rede de 12 conjuntos históricos na província, agora foi a vez da província de Cáceres, que ambiciona criar uma associação naquela região espanhola.

Durante três dias, a comitiva com cerca de 30 pessoas, das várias localidades históricas da província de Cáceres, incluindo o presidente da Província de Cáceres, Carlos Rodriguez, e a deputada de Turismo, Patrícia Vale, visitaram alguns dos melhores exemplos de iniciativa privada das Aldeias Históricas de Portugal, assim como projetos estruturantes de âmbito público (acessibilidade, redes wi-fi, entre outros), que vão servir de modelo para a criação de uma associação de aldeias de Cáceres.

Nunca é demais esquecer que entre montes e vales do interior de Portugal, repletas de lendas e castelos, sabores e tradições, encontram-se 12 históricas: Almeida, Belmonte, Castelo Mendo, Castelo Novo, Castelo Rodrigo, Idanha-a-Velha, Linhares da Beira, Marialva, Monsanto, Piódão, Sortelha e Trancoso, que se constituíram num só destino turístico, oferecendo ao mercado nacional e internacional, um conjunto de valências que os turistas podem experienciar e vivenciar.

 

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Madeira recebe evento de agentes de viagens de luxo

O evento “Connections Luxury in Madeira” decorre entre 26 a 29 de junho, no Reid’s Palace e vai contar com a participação de até 140 decisores e buyers do segmento de luxo.

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A Madeira vai ser palco, entre 26 e 29 de junho, o evento “Connections Luxury in Madeira”, iniciativa promovida pela a comunidade privada internacional para decisores de confiança em viagens de luxo Connections e que vai contar com a participação de até 140 decisores e buyers do segmento de luxo, informou a Associação de Promoção da Madeira (APM), em comunicado.

“Designada “Connections Luxury in Madeira”, a iniciativa vai receber até 140 decisores com uma agenda interativa projetada para ligar compradores de alto nível a hotéis excecionais, propriedades boutique, provedores de experiência e empresas de gestão de destinos de todo o mundo”, explica a APM, revelando que o evento vai decorrer no Reid’s Palace, com o patrocínio da  Associação de Promoção da Madeira, do Savoy Palace, do DMC Madeira, do Reid’s Palace e da Quinta Jardins do Lago.

Ao longo dos quatro dias do evento, os participantes “vão ter a oportunidade de integrar reuniões de negócios personalizadas realizadas no formato pioneiro Connections Way – a abordagem da empresa para facilitar relacionamentos comerciais duradouros por meio de experiências memoráveis ​​e partilhadas”.

Além disso, os delegados vão ainda participar noutras atividades, como uma masterclass de Poncha, e terão oportunidade de conhecer o chef Luís Pestana do restaurante, com estrela Michelin, “William” (Reid’s Palace), estando também prevista a realização de um chá da tarde e de uma degustação de vinhos madeirenses, bem como a possibilidade de aprender a trabalhar a técnica do vime com a ajuda de um artesão local.

Além das experiências partilhadas, os convidados também vão participar de uma sessão de liderança, a “ConnecTALKS”, onde vão ser abordadas “as últimas tendências e desafios enfrentados pela indústria de viagens de luxo”, num evento que também vai contar com a participação de António Paraíso, consultor internacional de luxo, que já falou em conferências para Giorgio Armani, Loewe, Porsche, Deloitte, Procter & Gamble e Leica.

“Receber a Connections Luxury é uma oportunidade única de partilhar o que o nosso destino tem para oferecer. Acima de tudo, será um momento para surpreender os participantes neste importante evento, que terão um contato direto com a nossa diversidade, hospitalidade, gastronomia, tradições, com a nossa cultura e história. A Região tem características únicas, uma identidade que destaca uma oferta qualificada a todos os níveis, e que será reforçada com o trabalho que estamos a desenvolver, no corrente ano, relativo à ‘Certificação de Sustentabilidade’ do destino. Esperamos que este evento nos ajude a reposicionar e afirmar a Madeira como destino do segmento de luxo”, considera Eduardo Jesus, secretário Regional de Turismo e da Cultura e Presidente da Associação de Promoção da Madeira.

Já Greg Reeves, diretor administrativo da Connections Luxury, justificou a escolha da Madeira para palco do evento por ser um destino que “transmite uma modesta confiança que é incrivelmente atraente para o viajante de luxo e continua a ser reconhecida como um destino insular líder, cheio de experiências verdadeiramente únicas e influências culturais”.

“Estamos entusiasmados por receber o Connections Luxury na Madeira este verão, dando as boas-vindas aos nossos membros globais para se encontrarem, através de uma agenda única e dinâmica, num cenário espetacular. Estamos em parceria com os melhores da Região, por isso, quem se juntar a nós vai desfrutar de um verdadeiro prazer”, acrescenta.

 

 

 

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Transportes

Ryanair diz que greve afetou menos de 2% dos voos e não teve impacto em Portugal

Companhia aérea diz que “não houve interrupções de voo em Itália, Espanha, Portugal, Reino Unido, França ou Irlanda”, uma vez que a greve dos tripulantes de cabine da Ryanair é “muito pequena e regista pouca adesão”.

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A Ryanair diz que menos de 2% dos 3.000 voos realizados esta sexta-feira, 24 de junho, foram afetados pela greve dos tripulantes de cabine da companhia aérea e garante que, no caso de Portugal, não houve sequer perturbações a registar, de acordo com um comunicado da companhia aérea.

“Não houve interrupções de voo em Itália, Espanha, Portugal, Reino Unido, França ou Irlanda, pois a grande maioria das tripulações da Ryanair está a trabalhar normalmente”, indica a transportadora, revelando que a maior parte das perturbações aconteceu na Bélgica, apesar de também neste país “mais de 60% dos voos regulares da Ryanair de/para Charleroi e Zaventem” terem operado esta sexta-feira.

A Ryanair diz esperar “interrupções mínimas (se houver)”  durante o fim-de-semana, uma vez que a greve é “muito pequena e regista pouca adesão”, ainda que admita algumas perturbações em França, Itália e Espanha, mas devido a uma “greve de dois dias” dos controladores de tráfego aéreo em Marselha, que deverá atrasar os voos que passam pelo espaço aéreo francês.

“A Ryanair espera que mais de 98% de seus 3.000 voos diários operem normalmente no sábado e domingo, neste fim de semana”, acrescenta a companhia aérea, que diz que vai informar, por e-mail ou SMS, os passageiros afetados por estas paralisações.

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Aviação

Aeroporto do Porto é o melhor da Europa para o ACI Europe

Distinção foi entregue na categoria 10-25 milhões de passageiros, pela recuperação da atividade após crise pandémica, qualidade de serviço e pelas ações implementadas no âmbito da sustentabilidade, segundo a ANA – Aeroportos de Portugal.

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O ACI Europe distinguiu, pela primeira vez, o Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, com o prémio Best European Airport 2022, na categoria 10-25 milhões de passageiros, destacando a “recuperação da atividade após crise pandémica, a qualidade de serviço e as ações implementadas no âmbito da sustentabilidade”, informou a ANA – Aeroportos de Portugal, em comunicado.

“Os critérios de avaliação para os prémios desde ano estiveram sobretudo relacionados com a qualidade de serviço e a implementação de medidas durante a crise pandémica nas áreas operacionais, saúde e segurança, gestão comercial, no contexto da estratégia de sustentabilidade do aeroporto e da sua recuperação financeira. E foi com evidências fortes da concretização destas medidas e da sua qualidade, que o Aeroporto Francisco Sá Carneiro vê agora atribuído o prémio de melhor Aeroporto Europeu nos aeroportos entre 10-25 milhões de passageiros”, indica a empresa gestora dos aeroportos nacionais.

Na informação divulgada, a ANA – Aeroportos de Portugal destaca as ações de sustentabilidade desenvolvidas e que passam pela “criação do Fórum dos Stakeholders para a Gestão Global de Carbono, os projetos de reutilização da água (dos veículos dos socorros e das garrafas dos passageiros, para rega e lavagens nos aeroportos), a redução da pegada hídrica e o sistema inovador de triagem de resíduos com uma central dedicada no Aeroporto”.

De destacar é também a recuperação da infraestrutura, com a ANA – Aeroportos de Portugal a indicar que o Aeroporto do Porto tem vindo a obter “resultados muito positivos de recuperação de tráfego e de conectividade”, tendo já sido superado “o nível de conetividade verificado no verão de 2019, sendo agora disponibilizadas 100 rotas regulares (em 2019, eram 99)”.

Ao nível do serviço, a empresa que gere os aeroportos nacionais lembra que mesmo durante a pandemia, “um período tão desafiante para todo o setor da aviação, a infraestrutura foi melhorada com a ampliação do taxiway, foram desenvolvidas e implementadas novas soluções inovadoras”, ao mesmo tempo que foram “reforçados compromissos no âmbito da sustentabilidade”.

“É com muita satisfação que recebemos tão elevada distinção por parte do ACI-Europe, a mais respeitada e reconhecida avaliação no setor, que resulta do empenho e profissionalismo das equipas da ANA|VINCI Airports na gestão da operação qualidade de serviço e retoma de atividade”, considera Thierry Ligonnière, CEO da ANA Aeroportos de Portugal, garantindo que a empresa vai continuar comprometida “com o desenvolvimento da conetividade da região Norte, promovendo o Aeroporto do Porto como uma porta de entrada eficiente, sustentável e inovadora, que irá contribuir para a recuperação económica e do setor do turismo em Portugal”.

“Este é o reconhecimento do trabalho diário realizado pelas equipas do Aeroporto do Porto, e de toda a comunidade aeroportuária a quem dirijo o nosso agradecimento”, acrescenta.

Na informação divulgada, a ANA – Aeroportos de Portugal lembra ainda que esta não é a primeira vez que o Aeroporto do Porto é reconhecido pelo ACI Europe, uma vez que, ainda no ano passado e no mesmo fórum, a infraestrutura recebeu a menção Highly Commended, a par com o Aeroporto de Lisboa, vindo também a ser recorrentemente premiado pela ASQ ACI (Airport Service Quality), recebendo diferentes distinções em posições cimeiras nos últimos 15 anos.

 

 

 

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Alojamento

Seis hotéis da INATEL recebem certificação Green Key

O galardão foi atribuído às unidades Cerveira Hotel, Flores Hotel, Palace São Pedro do Sul Hotel, Manteigas Hotel, Vila Ruiva Hotel e Linhares da Beira Hotel Rural.

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A Fundação INATEL recebeu a certificação ambiental e social da Green Key pelo trabalho desenvolvido em seis dos seus hotéis.

O galardão foi atribuído esta terça-feira, 21 de julho, às unidades INATEL Cerveira Hotel (quatro estrelas); Flores Hotel (quatro estrelas); Palace São Pedro do Sul Hotel (quatro estrelas); Manteigas Hotel (três estrelas); Vila Ruiva Hotel (quatro estrelas) e Linhares da Beira Hotel Rural (três estrelas).

A cerimónia de entrega teve lugar no Centro de Monitorização e Investigação das Furnas, em São Miguel.

De acordo com informação enviada pela fundação, “todos os hotéis INATEL participam num programa de sustentabilidade ambiental”.

Nesse sentido, o INATEL assegura que as unidades avaliam o impacto da operação sobre o ambiente e adotam medidas para reduzir o mesmo, promovendo “a sensibilização de clientes, fornecedores e a formação de colaboradores”.

Sobre o Green Key

O programa ambiciona a implementação de boas práticas, através do cumprimento de 150 metas em diferentes áreas de atuação, que valorizam a gestão ambiental e a promoção da educação ambiental para a sustentabilidade.

As entidades certificadas devem cumprir determinados critérios, como a introdução de um sistema de gestão ambiental, a redução do consumo de energia e água e a separação de resíduos.

Medidas como a utilização de produtos de limpeza amigos do ambiente, a promoção do consumo de produtos orgânicos, bem como a exclusão de herbicidas químicos também fazem parte das medidas a ser cumpridas por estas entidades.

A iniciativa é da responsabilidade da Foundation of Environmental Education (FEE), sediada na Dinamarca, e coordenada em Portugal pela Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE).

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Destinos

WinenRoute vence prémio de melhor empresa de enoturismo 2022

A WinenRoute, DMC dedicada ao enoturismo e criada há um ano, acaba de ser distinguida pelos Prémios Nacionais de Enoturismo APENO/Ageas Seguros 2022.

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Ao longo de um mês, cerca de 250 jurados entre jornalistas, entidades oficiais, chefes de cozinha, sommeliers e especialistas do setor, puderam votar entre mais de 80 candidaturas e distinguir as melhores empresas, as suas práticas e os melhores projetos de Enoturismo em Portugal, em 10 categorias.

Na sua 1ª edição, esta iniciativa da Associação Portuguesa de Enoturismo visa estimular o setor no caminho da qualidade e da promoção, ferramentas a explorar para que os projetos ganhem visibilidade, reconhecimento e atratividade nos mercados.

A WinenRoute, garantem em nota de imprensa, “tem vindo a desenvolver serviços que se distinguem pela sua qualidade, diferenciação e integração com o território. No momento em que Portugal vem sendo eleito como um dos melhores destinos de Enoturismo do mundo, esta dmc (destination management company) inteiramente dedicada ao Enoturismo, vem conquistando os mercados nacional e internacional com um serviço exclusivo e personalizado”.

“Um dos propósitos basilares da WinenRoute é passar uma imagem de solidez e confiança no desenho de programas pensados, em detalhe, para cada cliente”, afirma Olga Cardoso, diretora da empresa citada no comunicado, para acrescentar que, brevemente, “o nosso trabalho de crafted experiences será alargado a novas valências, seguindo um percurso ascendente e com vista a contribuir para um posicionamento de excelência do enoturismo português.”

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CroisiEurope oferece este verão um desconto de 50% para o acompanhante.

A empresa selecionou algumas datas de julho a setembro no Rhône, Garonne, Loire, Reno e Danúbio

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A Croisieurope, a maior empresa de cruzeiros fluviais, lançou uma nova oferta com 50% de desconto para o acompanhante em determinadas saídas de julho a setembro nos principais rios europeus, como Rhône, Garonne, Loire, Reno e Danúbio. Os cruzeiros incluídos na oferta são os seguintes:

  • Cruzeiro pelos castelos do Loire de 6 dias e 5 noites partindo de Nantes e parando nos castelos de Saint Nazaire, Ancenis e Loire. A oferta está incluída nas seguintes datas: 1, 6, 11 e 31 de julho e 20, 25 e 30 de agosto de 2022.
  • Cruzeiro no Garonne e Dordogne saindo de Bordeaux por 6 dias e 5 noites partindo de Bordeaux com escala em Cussac-Fort-Médoc, Blaye, Liborna e Saint-Emilion. A oferta está incluída nas seguintes datas: 5 e 20 de julho e 4, 19 e 28 de agosto de 2022.
  • Cruzeiro O Vale do Ródano Essencial de 6 dias e 5 noites com partida de Lyon e escala em Avignon, Arles, Martigues, Viviers e Tain l’Hermitage. A oferta está incluída nas seguintes datas: 20 e 29 de julho e 2 e 12 de agosto de 2022.
  • Cruzeiro As Pérolas do Danúbio de 8 dias e 7 noites partindo de Viena e parando em Melk, Durnstein, Bratislava, Kalocsa, Budapeste e Esztergom. A oferta está incluída nas seguintes datas: 4, 9, 18 e 25 de julho e 6, 15 e 22 de agosto de 2022.
  • Cruzeiro pelo Reno e seus tesouros de 8 dias e 7 noites saindo de Amesterdão e parando em Düsseldorf, Colónia, Koblenz, Mainz, Estrasburgo, Breisach e Basileia. A oferta está incluída nas seguintes datas: 2, 9, 16, 23 e 30 de julho e 6, 13, 20 e 27 de agosto de 2022.
  • Cruzeiro em 4 rios: Neckar, Reno Romântico, Mosela e Saar por 7 dias e 6 noites com partida de Estrasburgo e escala em Heidelberg, Rüdesheim, Cochem, Trier, Sarreburg, Luxemburgo e Remich. A oferta está incluída nas seguintes datas: 1, 7, 18, 25 e 31 de julho e 6, 13, 19, 24, 25 e 30 de agosto de 2022.
    Os cruzeiros CroisiEurope são all inclusive, com pensão completa e bebidas incluídas nas refeições e no bar, além de Wi-Fi gratuito a bordo.

SOBRE A CROISIEUROPE: A CroisiEurope é a primeira empresa de cruzeiros fluviais da Europa na sua categoria e possui uma frota muito actualizada e moderna de 56 navios, 48 ​​navios próprios (33 fluviais, 6 peniche, 2 marítimo-costeiros, 5 no Mekong e 2 na África Austral) e 8 em operação. Todos eles são projetados, construídos e comercializados pela própria empresa. A sua sede está localizada em Estrasburgo e desde 2005 já tem uma forte presença em Espanha, onde se vai consolidando pouco a pouco. Há mais de 40 anos trabalhamos com a mesma ideia: Descobrir o mundo através de seus rios. Uma ideia na qual a CroisiEurope aplica toda a sua experiência para oferecer aos seus clientes férias inesquecíveis. Uma extensa variedade de destinos, uma frota de navios inovadora e elegante, uma gastronomia e seleção de vinhos cuidadosa e a atenção requintada ao detalhe por parte da tripulação significam que oferecer um cruzeiro CroisiEurope significa ter a certeza de satisfazer os clientes mais exigentes. No ano passado, mais de 220.000 pessoas viajaram com a CroisiEurope.

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Transportes

PLAY comemora 1.º aniversário com 320 mil passageiros transportados

No espaço de um ano e em plena pandemia, a PLAY já transportou cerca de 320 mil passageiros e já voa para 26 destinos, incluindo a rota Lisboa-Reiquejavique.

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A companhia aéreas islandesa PLAY está esta sexta-feira, 24 de junho, a comemorar o primeiro aniversário e congratula-se por, no espaço de um ano e em plena pandemia, ter já transportados cerca de 320 mil passageiros.

“A partir de hoje, 24 de junho, cerca de 320 000 pessoas terão voado com a PLAY, quase igual ao número de pessoas que vivem na Islândia. Estamos muito gratos pela grande resposta ao lançamento da PLAY nos diferentes mercados”, refere a companhia aérea, num comunicado enviado à imprensa.

De acordo com a PLAY, apesar de desafiante, este primeiro ano ficou também marcado por vários sucesso desta companhia aérea que nasceu para “satisfazer a procura de viagens a preços acessíveis para a terra do fogo e do gelo, bem como de trazer mais opções de destinos de sol e praia e de férias na cidade aos islandeses”.

“Apenas dois meses após o lançamento, a PLAY solicitou uma licença de voo dos EUA. Os sonhos transatlânticos foram realizados em menos de um ano com a inauguração de serviços para Boston, Baltimore/Washington e Nova Iorque a partir do Reino Unido via Islândia”, destaca a transportadora.

Seis meses após o início das operações globais, a PLAY tinha já transportado cerca de 100 mil passageiros e aberto 21 rotas, num sucesso que se manteve nos meses seguintes e que, segundo a companhia aérea, se deverá manter também este verão.

“Agora, entramos na estação do Verão com um sólido fluxo de reservas e estamos ansiosos por reforçar ainda mais a nossa crescente rede de rotas e fator de ocupação”, afirma Birgir Jónsson, CEO da PLAY.

Atualmente, a PLAY voa para 26 destinos, e, entre maio e junho, abriu 12 novas rotas, incluindo Lisboa-Reiquejavique, e duplicou o número de empregados, que era de 150 há seis meses, para 300 este verão.

No acumulado de 2022, até maio, a PLAY transportou 148 882 passageiros, dos quais 56 601 apenas no mês de maio, o que, segundo a companhia aérea, representa “um aumento de 54% em relação a abril, como também se aproxima do número total de passageiros transportados no primeiro trimestre de 2022”.

 

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Turismo de Lisboa aumenta promoção e investe 6,1M€ em conjunto com privados

A ATL e as empresas associadas vão investir mais de 6,1 milhões de euros em cinco programas de promoção para este ano, montante que representa um crescimento face ao período pré-pandemia.

Inês de Matos

A Associação de Turismo de Lisboa (ATL) e as empresas associadas vão investir mais de 6,1 milhões de euros na promoção turística da capital com a expetativa de que seja possível retomar, este ano, cerca de 85% dos níveis turísticos de 2019, segundo Vitor Costa, diretor-geral da ATL.

“A expetativa é que possamos chegar ao fim deste ano com cerca de 85% dos níveis de 2019. Para já, a expetativa é otimista, conseguimos que viessem clientes, a hotelaria consegue ter boas taxas de ocupação e não se confirmou o receio de que houvesse uma degradação dos preços da hotelaria. Por isso, estamos otimistas mas também temos de ser realistas”, afirmou o responsável, durante a apresentação, esta quinta-feira, 23 de junho, dos programas de promoção para este ano.

Segundo Vitor Costa, a verba destinada a estes programas de promoção – cinco no total, incluindo os planos de comercialização e vendas das empresas nos mercados externos, plano de comercialização e vendas do mercado interno, apoio à captação de congressos, eventos corporativos e eventos associativos, programa de internacionalização de festivais e outros eventos culturais, e outras ações organizadas diretamente pela ATL – traz “alguma atualização” face ao investimento em promoção dos últimos anos, inclusive face a 2019.

“Há um reforço de uma candidatura ao Fundo de Desenvolvimento Turístico. Agora, não consigo dar exatamente a comparação, mas há um aumento, há um reforço da promoção”, afirmou Vitor Costa, revelando que, no caso dos planos de comercialização e vendas das empresas no mercados externos, a verba de cerca de três milhões de euros que está orçamentada “é muito superior a 2020 e 2021, em que não houve essa intervenção, e também é superior em relação a 2019”.

A verba de 6,1 milhões de euros é financiada pela própria ATL e pelas empresas associadas, sendo que, deste montante, cerca de três milhões de euros são para planos de comercialização e vendas das empresas no mercados externos, que contam já com a participação de 101 empresas, onde se inclui a participação em feiras internacionais e o lançamento de campanhas de promoção e vendas.

Já o plano de comercialização e vendas do mercado interno tem um financiamento de 392 milhões de euros e é dedicado ao polos turísticos a potenciar na capital e que estão definidos no plano estratégico da ATL, assim como de outros produtos transversais, contando já com a participação de 18 empresas, num total de 14 candidaturas aprovadas.

No que diz respeito à captação de congressos, eventos corporativos e eventos associativos, o montante disponível para promoção é de 510 mil euros e visa apoiar o aluguer de salas, espaços e venues para reuniões e congressos, registando-se 78 candidaturas aprovadas.

O programa de internacionalização de festivais e outros eventos culturais conta ainda com uma verba de 250 mil euros, neste caso, explicou Vitor Costa, para apoiar a captação de turistas internacionais para eventos e festivais como o Rock in Rio, NOS Alive, Kalorama e Jazz em Agosto.

Por último, há ainda cerca de dois milhões de euros para investir em ações diretamente organizadas pela ATL e onde se incluem eventos como feiras internacionais, workshops e webinares internacionais, roadshows, materiais promocionais e ainda na dinamização do portal visitlisboa.com.

“Em termos de promoção, estes programas são bastante eficazes porque estamos a trabalhar diretamente para as empresas e, consequentemente, para o destino”, considerou ainda Vitor Costa, durante a apresentação dos programas de promoção do Turismo de Lisboa para este ano.

Presente na apresentação esteve também o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, que é também o presidente da Direção da ATL, que afirmou a importância do turismo para a capital portuguesa.

“O Turismo é central para a nossa cidade e é central como prioridade para a Câmara Municipal de Lisboa e para todos aqui presentes, público e privado. Só todos juntos é que conseguiremos ter, realmente, o turismo que queremos”, afirmou Carlos Moedas.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa considera que o turismo deve contribuir para os lisboetas e para atrair talento para a cidade, motivo pelo qual a promoção deve ser “sólida e consistente” que aquilo que se quer que venha a ser o turismo na capital.

 

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Moedas preocupado com “efeito devastador” que filas no aeroporto de Lisboa podem ter no turismo

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa considera que as longas filas no aeroporto de Lisboa dão uma “má impressão” aos turistas que visitam a capital, o que pode ter “um efeito devastador” no turismo em Lisboa.

Inês de Matos

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, alertou esta quinta-feira, 23 de junho, para o “efeito devastador” que as filas no aeroporto de Lisboa podem vir a ter no turismo e instou o governo a resolver “de uma vez por todas” a situação que se vive na infraestrutura.

“Se não resolvermos esta situação, todas estas apresentações, toda a promoção e conteúdos, quando as pessoas têm uma má impressão, isso tem um efeito devastador”, afirmou o autarca, durante a apresentação dos programas de promoção do Turismo de Lisboa para 2022.

De acordo com Carlos Moedas, “Lisboa está cada vez mais na moda”, como provam os recentes rakings que têm vindo a apontar a capital portuguesa como um dos melhores destinos para visitar, mas tudo pode ir por água abaixo devido à “má imagem” com que os passageiros ficam quando têm de esperar horas para sair do aeroporto.

“Temos aqui uma oportunidade única nos próximos tempos, Lisboa está cada vez mais na moda, vemos isso pelos ranking internacionais e agora não podemos desalavancar e, por isso, não podemos, de uma vez por todas, dar esta má imagem que está a acontecer no aeroporto de Lisboa, em que aqueles que chegam de fora da Europa ficam à espera durante horas”, acrescentou.

Carlos Moedas diz, contudo, saber que o Governo está a “trabalhar para resolver a situação”, mas pede rapidez, sob pena da situação no aeroporto se tornar comprometedora do trabalho que a autarquia, Turismo de Lisboa e empresas associadas têm vindo a fazer.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa não quis, no entanto, comentar as palavras do ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, que recentemente reconheceu que o aeroporto de Lisboa poderá vir a ter de recusar voos já no próximo ano, e passou a palavra a José Luís Arnaut, presidente-adjunto da Associação de Turismo de Lisboa, que apesar de reconhecer as limitações do aeroporto, defendeu que a infraestrutura ainda tem capacidade de crescimento, mesmo com as perturbações que têm existido.

“Acreditamos que Lisboa teria capacidade de crescer dentro das limitações objetivas que o aeroporto Humberto Delgado tem. Vamos ver como é que as coisas vão funcionar, o governo tem as suas ideias”, afirmou, considerando que, por enquanto, “é extemporâneo” tecer outras considerações sobre os problemas a que o aeroporto de Lisboa tem assistido.

José Luís Arnaut lembrou, contudo, que os problemas aeroportuários não são exclusivos de Portugal e que também grandes aeroportos na Europa, como o “de Amesterdão, Gatwick, Bruxelas e outros franceses”, têm vindo a sentir perturbações, em virtude dos “condicionamentos que resultam de toda a gestão do espaço aéreo europeu”.

“Os números do turismo são, de mês a mês, bastante positivos, vamos ver como vai continuar porque há contingências internacionais também, há um conjunto de limitações que podemos sofrer”, afirmou ainda o presidente-adjunto da ATL.

 

 

 

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