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Turismo: Férias & Eleições

Leia a opinião de Vítor Neto, presidente do NERA, Associação Empresarial da Região do Algarve.

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vitor-neto-foto.jpgO período do ano que vivemos, que se segue a uma pesada crise económica, financeira e social, convidar-nos-ia naturalmente para merecidos momentos de descanso e lazer e não para a reflexão.

Mas seria um erro suspender a nossa mobilização e vigilância. Até porque a recente crise europeia nos vem lembrar de forma brutal quanto é importante continuarmos atentos. Esta crise indicia um processo de consequências imprevisíveis para uma pequena economia como a nossa.
A coroar este quadro recorde-se que estamos em plena - e dupla - campanha eleitoral, que se prevê dura e pouco esclarecedora.

Neste quadro, o Turismo, setor em evolução positiva e com peso crescente na Economia e no Emprego, não pode deixar de merecer a máxima atenção, que começa por um esforço de preservação da sua unidade de fundo, setorial e regional, evitando que se transforme em terreno de disputas estéreis.
Os resultados do Turismo têm vindo a ser globalmente positivos e é espectável que se confirmem também este ano, o que é bom para a economia e as contas externas do país, para as empresas e o emprego.
É evidente que o governo e os partidos que o compõem não deixarão de chamar a si os louros e de apresentar perspetivas ambiciosas para o futuro. Mas é aqui que deve começar o bom senso: é possível fazê-lo sem cair em exageros e sobretudo evitando avançar com perspetivas irrealistas que podem gerar confusão e ilusões.

Voltamos ao «Top Ten»?
Por exemplo qual a necessidade de responsáveis governamentais avançarem com a perspetiva de «17 milhões de turistas em 2015», quando esse número não tem nenhuma sustentação, podendo corresponder ao total de «hóspedes» e ainda por cima resultante da soma de nacionais e estrangeiros?
Ou afirmar que o turismo português tem como objetivo atingir o «10º lugar como destino turístico mais competitivo do mundo», até 2020, depois de este ano ter recuperado, o que é positivo, passando do 20º para o 15º lugar (Fórum Económico Mundial), sem esclarecer bem do que se está a falar? Acontece que este novo «Top Ten» foi de imediato interpretado por alguma imprensa como sendo o de «10º destino turístico do mundo», que é outra coisa, é outro «Top Ten», pois refere-se ao «número de turistas estrangeiros» entrados num país. Tenha-se em conta que em 2014 o «10º destino turístico mundial» (o México) recebeu quase 30 milhões de turistas estrangeiros. Veja-se só: em 2003 o famoso «Top Ten» do Dr. Durão Barroso, apontava para estarmos nesse 10º lugar em dez anos, mas estamos em 35º (OMT)!

Como também não é sensato fazerem-se apostas de crescimentos do Turismo português superiores aos principais concorrentes (Mediterrâneo) utilizando só os dados dos últimos anos, «esquecendo» duas coisas: uma é que estes países cresceram muito nos últimos 10 anos e que naturalmente o seu ritmo de crescimento atual é menor; a outra é que o Turismo em Portugal no período 2001- 2011/12 estagnou e até caiu e está agora a crescer em cima de valores baixos. O turismo «não começou em 2007, ou em 2013. Olhe-se pelo menos para a década.
Em suma, não adianta nada e é até perigoso exagerar nos números dando azo a ambiguidades que confundem a opinião pública, os investidores, as regiões e podem provocar reações também erradas dos opositores políticos. Diga-se a verdade de forma séria. Confrontem-se propostas.

O que vai continuar a mudar. O que não vai mudar
O Turismo português demonstrou capacidade de resistência, graças às suas profundas raízes, e voltou a crescer. Tem todas as condições para continuar a evoluir positivamente. Com sentido de responsabilidade é para esse objetivo que todos devemos trabalhar.
Os candidatos a governar o país devem confrontar propostas. Mas importa evitar erros de fundo sobretudo em termos estratégicos, tendo em conta o cenário de mudança permanente do Turismo.
Considero que a amplitude e a profundidade do impacto das novas TIC é imparável e imprevisível e que isso vai continuar a provocar alterações ainda mais fortes na relação entre a procura e a oferta, entre o turista e a entidade que gere o produto ou serviço, e em toda a intermediação comercial do turismo. Irá mesmo provocar mais alterações nos comportamentos, no perfil dos novos turistas.

Chamo no entanto a atenção para a necessidade de uma análise e debate que tenha em conta que, para além das transformações referidas, há vetores de fundo do turismo que, pela sua natureza estruturante, vão continuar a ser determinantes. Vejamos alguns desses elementos que por serem banalizados acabam por dar origem a alguns «lugares comuns» que ofuscam uma visão eficaz sobre o Turismo.
1. A Economia. O poder de compra do potencial turista vai continuar a ser o elemento fulcral da decisão de viajar: sem recursos o candidato a turista não viaja, não aloja, não consome. Fica em casa. Com as suas Tic.
2. O Tempo. Na decisão da viagem, o tempo de que o turista dispõe condiciona decisivamente a opção sobre o tipo e localização do destino tendo em conta acessibilidades, duração da viagem e tempo útil de lazer.
Não é por acaso que a distribuição de turistas por continentes não é homogénea – nem por países do mesmo continente – nem por regiões do mesmo país – nem pelos «concelhos» da mesma região.
3. O Destino. Os milhões de destinos turísticos (e de produtos) que existem no mundo, não estão todos acessíveis da mesma forma e preço aos mil milhões de potenciais turistas internacionais do planeta. Por isso, não é verdade que qualquer potencial turista do mundo pode escolher indiferentemente qualquer produto, bastando que saiba que existe e é muito bom. Nem é verdade que qualquer turista se possa deslocar a qualquer destino só porque saiu uma notícia no N.Y.Times ou na Monocle, ou porque está na «moda».
4. A Oferta. Não é verdade que para um destino concreto – por exemplo Portugal – basta saber o que é que a «procura» quer e dizer que nós «temos tudo» e é tudo muito bom. Por duas razões: o turista pode querer apenas fazer uma visita curta (duas noites), rápida e intensa; ou pode querer gozar uns dias (5-6 noites) de descanso e lazer. Podem ser regiões diferentes. Mas é preciso que ele saiba.
Não se diga que temos de pensar sobretudo na procura, pois temos simultaneamente de pensar, e muito, na oferta. E em termos ofertas diferenciadas. Nas zonas urbanas, nas zonas de férias e lazer e nas zonas do interior. E pensar nas formas de as promover.
E não se pense que as regiões competem entre si em todos os tipos de procuras, pois são diferentes e têm diferentes ofertas.

São apenas alguns «lugares comuns» todos os dias repetidos por vozes convencidas, mas com pouca aderência com a realidade.
Temos de ter cuidado na criação de espectativas ilusórias, que podem levar empresas e regiões (e governos) ao fracasso.
É um tema para reflexão em «férias».

A procura é diversificada mas não deixa de se mover por fatores objetivos. Não é por acaso que a nível mundial 80% dos turistas estrangeiros de um continente/região provêm desse mesmo continente. Na Europa são 88%. E, nas previsões da Organização Mundial do Turismo para 2030, vai continuar a ser assim.

Férias & Eleições. Sim, mas com mente viva e inteligência ativa.

* O autor escreve segundo as regras do novo Acordo Ortográfico

* Autor: Vítor Neto, presidente do NERA, Associação Empresarial da Região do Algarve (publicado edição de 24 de Julho de 2015 do Publituris)

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WTM London 2021 garante realização do evento, embora recomende cuidados

A organização do World Travel Market London 2021 garante a realização do evento, depois de conhecidos aos aumentos dos casos de COVID-19 devido a uma subvariante Delta.

Victor Jorge

A menos de duas semanas do início do World Travel Market 2021 (WTM 2021), que se realiza em Londres de 1 a 3 de novembro, a organização veio garantir a realização do evento.

Isto, depois das mais recentes notícias darem conta de um aumento significativo de casos no Reino Unido, bem como em países com baixa taxa de vacinação, principalmente a Leste, devido a uma nova subvariante da variante Delta denominada “AY 4.2” e já responsável por cerca de 40.000 a 50.000 casos no país.

Assim, numa mensagem vídeo, o WTM London e a Travel Forward - organizada pela RX - querem garantir a todos os clientes e parceiros que “os eventos acontecerão conforme planeado entre segunda-feira 1 - quarta-feira, 3 de novembro de 2022 no ExCel London”, a que se “seguirá o evento virtual nos dias 8-9 de novembro”.

A organização promete durante os eventos "prioridade máxima" para a saúde e segurança. “Todos os participantes verificarão o seu status COVID, mostrando que foram vacinados duas vezes, têm um teste negativo, ou prova de imunidade natural”.

O WTM London e a Travel Forward recomendam “fortemente” o uso de máscaras em todos os momentos durante o evento e em espaços internos.

Além disso, é, igualmente, recomendado o uso de máscaras sempre que se voajar de avião, autocarro, comboio ou outra forma de transporte público para, dentro ou fora de Londres.

“A equipa está a trabalhar em estreita colaboração com ExCeL London, TFL (Transport for London) e DLR (Docklands Light Railway) para “garantir a saúde e segurança dos expositores, visitantes e parceiros”, refere a organização em comunicado enviado à imprensa.

O WTM London 2021 também terá uma instalação de testes COVID dentro do local para que os visitantes que precisem fazer um teste antes de voar para casa possam fazê-lo sem ter que deixar o local, serviço esse prestado pela ExpressTest by Cignpost, um dos principais fornecedores de testes do Reino Unido, parceiro da ABTA e listado pelo Governo do Reino Unido.

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BTL 2022 arranca dentro de 145 dias

De acordo com Pedro Braga, diretor-geral Adjunto da Fundação AIP, a BTL 2022 assentará em quatro vetores: internacionalização, reforço da representação nacional, formação e o BTL LAB. Além disso, também a venda direta ao consumidor final será “mais abrangente”.

Victor Jorge

A 145 dias do arranque do evento, foi apresentada a mais importante feira do setor do turismo em Portugal. A Bolsa Turismo Lisboa 2022 terá lugar na Feira Internacional de Lisboa (FIL) de 16 a 20 de março, num evento que, segundo o presidente da Fundação AIP, Jorge Rocha de Matos, será “forçosamente diferente”, mas que assume, “enquanto Fundação AIP temos a responsabilidade e o desafio de dar o apoio a todos os setores de atividade da nossa economia, neste caso particular, ao turismo”.

O presidente da Fundação AIP reconheceu, durante a apresentação oficial da BTL 2022 que “temos uma maratona pela frente”, admitindo que “temos de vencê-la”.

Certo é que “os negócios fazem-se de forma direta e de olhos nos olhos”, salientando Rocha de matos que “vamos voltar a colocar o turismo no local que merece”.

Do lado mais operacional, Pedro Braga, diretor-geral Adjunto da Fundação AIP, começou por referir que a BTL “é a montra do turismo nacional”, querendo afirmá-la, desde já, como “o marketplace do turismo em Portugal”.

Certo é que a BTL 2022 assentará em quatro vetores. O primeiro é a internacionalização, ficando Pedro Braga o objetivo de “não ter o maior programa de buyers na Europa, mas sim o melhor e de maior valor acrescentado”, referindo que “conta com a ajuda de todos para cumprir esse objetivo”.

Para já, será colocada no terreno uma campanha de promoção, ou melhor, de notoriedade que, segundo a organização, “terá como finalidade atrair novos países”.

De resto, o objetivo principal é, “no prazo de 10 anos, colocar a BTL a ser considerada como uma das maiores feiras internacionais do turismo”.

Admitindo que o pretendido é ter “uma forte representação presencial”, até porque, segundo Pedro Braga, “não nos revemos no digital, apesar de sabermos da sua importância”, o responsável salienta que “nada substitui o face-to-face”.

Como segundo vetor aparece o reforço da representação nacional, apostando-se na diversificação e diferenciação, apresentando Pedro Braga como terceiro vetor a formação, numa altura em que os recursos humanos assumem uma importância capital. Finalmente, o reforço do BTL LAB foi exposto como o quarto vetor, havendo um último ou adicional que coloca um reforço extra na venda direta ao consumidor final, oferta essa que, segundo Pedro Braga terá de ser “mais abrangente”.

De resto, a BTL 2022 apresenta Anadia como município convidado, enquanto Porto e Norte será o destino nacional convidado. A nível internacional, o destino convidado da edição de 2022 será a República Dominicana.

 

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Novos órgãos sociais da AHRESP tomam posse a 29 de outubro

Cerimónia de tomada de posse dos novos órgãos sociais da AHRESP decorre a 29 de outubro, no CCB, a partir das 15h00.

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Os novos órgãos sociais da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) tomam posse na sexta-feira, 29 de outubro, numa cerimónia que vai ter lugar a partir das 15h00, no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa.

De acordo com uma nota informativa da associação, na ocasião vão ser empossados os eleitos para a Mesa da Assembleia-Geral, Conselho Fiscal e Direção da AHRESP, assim como para as Comissões Diretivas dos Setores de Atividade e Comissões Diretivas Distritais, para o triénio 2021-2024.

Os novos órgãos sociais da AHRESP foram eleitos a 30 de setembro, naquele que foi o ato eleitoral mais concorrido de sempre da história da associação e no qual foram eleitas mais de 85 empresas e 170 dirigentes.

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Pauliteiros de Miranda promovem candidatura a património da UNESCO na Expo Dubai 2020

Iniciativa do Turismo do Porto e Norte e da AICEP visa dar a conhecer o Norte de Portugal no Dubai e promover a candidatura a Património Imaterial da UNESCO.

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Os Pauliteiros de Miranda do Douro vão representar o destino Porto e Norte de Portugal na Expo Dubai 2020, que decorre no Dubai até final de março de 2022, numa iniciativa que, além do turismo regional, pretende também chamar a atenção para a candidatura a Património Imaterial da Humanidade da UNESCO.

De acordo com o Turismo do Porto e Norte de Portugal, a iniciativa, que conta com o apoio da entidade regional de turismo e da AICEP, prevê duas atuações dos Pauliteiros de Miranda do Douro na Expo Dubai 2020, ambas a ter lugar no próximo domingo, 24 de outubro.

"Como é tradição os Pauliteiros serão acompanhados por um grupo de músicos, nomeadamente um gaiteiro, um tocador de bombo e um tocador de caixa, num total de 15 elementos em atuação", avança o Turismo do Porto e Norte de Portugal, explicando que a iniciativa visa "promover esta prática ancestral e dar visibilidade à candidatura dos Pauliteiros de Miranda do Douro a Património Imaterial da Humanidade da UNESCO, na categoria de manifestações musicais e correlacionadas".

"Esta tradição de Miranda do Douro, remonta ao século III e, inicialmente, era uma espécie de preparação para a guerra. Hoje é um manifesto de celebração das colheitas e do Solstício de Verão e uma dança de paz", acrescenta o Turismo do Porto e Norte de Portugal.

Luís Pedro Martins, presidente do Turismo do Porto e Norte, explica que a participação na Expo Dubai 2020 “representa a ambição do destino em marcar uma posição no Médio Oriente, a região turística mundial que é apontada como a que irá ter maior crescimento até 2030, e é igualmente uma excelente oportunidade para realizar um conjunto de encontros com operadores e órgãos de comunicação social do Médio Oriente”.

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Golfe no Algarve recupera e já está em “níveis muito altos” de procura

Presidente do Turismo do Algarve disse à Lusa que, na região, a procura de golfe deverá aumentar até novembro e que se espera uma nova subida em fevereiro e março.

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O presidente do Turismo do Algarve, João Fernandes, revelou esta quinta-feira, 21 de outubro, que o golfe na região está em “níveis muito altos” de procura, existindo a expetativa de que este aumento de procura se mantenha também em fevereiro e março.

De setembro a novembro, estamos com níveis muito altos de procura”, afirmou o presidente do Turismo do Algarve à Lusa, frisando que a retoma neste segmento de mercado pode até “ter procura a partir de fevereiro ou março” de 2022, após o levantamento de restrições às viagens no Reino Unido devido à pandemia.

João Fernandes recordou que o golfe contou sempre com a “infeliz coincidência de as épocas de confinamento coincidirem com os períodos de maior procura habitual”, mas destacou que, “a partir de setembro do corrente ano, passou a angariar uma procura”, impulsionada por “dois fenómenos” que classificou como “interessantes”.

A retoma da procura foi, segundo o responsável, influenciada por “sucessivas reservas que eram adiadas e que se confirmaram, os chamados ‘rebookings’”, e por uma “procura de ‘last minute’, muito próxima do local de execução da própria reserva”, mas está “ancorada também numa retoma do mercado britânico e irlandês, que representam 73% das voltas de golfe no Algarve”.

“Estando inclusive a decorrer nestes dias a IGTM [International Golf Travel Market], no País de Gales, que é a principal feira do mercado de golfe, tive oportunidade de recolher ‘in-loco’ o ‘feedback” dos 40 campos do Algarve, que é um ‘feedback’ muito positivo, com campos praticamente cheios até final de novembro e ainda com alguma procura para dezembro”, afirmou.

Segundo o presidente do Turismo do Algarve, “as expectativas, sobretudo a partir de março, e em alguns casos em fevereiro até”, apontam para um “mercado do golfe que está a retomar em força” e se somam a um “comportamento muito positivo” do principal mercado para este produto no Algarve, o britânico e irlandês.

Opinião idêntica tem também Elidérico Viegas, presidente da AHETA - Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve, que disse à Lusa que as “perspetivas no golfe, atendendo às circunstâncias, estão a ser bastante boas”, com “uma recuperação após quase mais de ano e meio sem turistas e praticamente sem atividade”.

De acordo com o responsável, a procura pelo golfe no Algarve “apresenta já uma recuperação interessante, sendo que o expectável levantamento das restrições nos países de origem dos turistas deverá também “traduzir-se num aumento gradual da procura para esse segmento de mercado”.

O presidente da AHETA realça, no entanto, que a procura não está ainda ao nível “daquilo que era habitual antes da pandemia”.

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Transportes

CEO da United Airlines antevê subida do preço dos bilhetes devido ao custo do combustível

O CEO da United Airlines, Scott Kirby, alerta que “os preços mais altos do combustível da aviação levam a preços mais altos nos bilhetes”.

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O CEO da United Airlines, Scott Kirby, considera que a subida do preço dos combustíveis deverá levar a um aumento do preço dos bilhetes na aviação e admite que também a companhia aérea norte-americana deverá "passar por isso".

"Os preços mais altos do combustível da aviação levam a preços mais altos nos bilhetes”, afirmou o responsável esta quarta-feira, 20 de outubro, em entrevista à televisão norte-americana CNBC.

De acordo com o responsável, o preço do combustível está a bater todos os recordes e, no caso da aviação, ultrapassou mesmo, esta terça-feira, os 2,32 dólares por galão, bastante acima dos 2,02 dólares que eram pagos no quatro trimestre de 2019, antes da COVID-19, ou dos 2,14 dólares por galão no terceiro trimestre deste ano.

Apesar da subida, Scott Kirby diz que é "normal" que os preços subam com o aumento da procura, embora se mostre preocupado com o impacto deste aumento de preços nos resultados da aviação.

Ainda assim, o CEO da United Airlines acredita na recuperação do setor, até porque se espera um aumento das reservas para o fim-do-ano e em resultado do alivio das restrições às viagens nos EUA.

Scott Kirby mostra-se também confiante nos resultados da United Airlines, uma vez que a companhia aérea norte-americana conta reduzir, em 2022, os custos face a 2019, com exceção dos custos com o combustível.

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Transportes

Ana Francisca da Silva Major é a nova presidente do conselho de administração da TAAG

Eleição do novo conselho de administração da TAAG ocorreu depois do Presidente da República de Angola, João Lourenço, ter exonerado a anterior administração da companhia aérea.

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Os acionistas da TAAG - Linhas Aéreas de Angola elegeram esta quarta-feira, 20 de outubro, um novo conselho de administração para a companhia aérea, que vai ser presidido por Ana Francisca da Silva Major, avança a Lusa.

A eleição do novo conselho de administração da TAAG surge depois de João Lourenço, Presidente da República de Angola, ter exonerado a antiga administração da companhia aérea, alegando a necessidade de concretizar o plano de restruturação da empresa e os seus objetivos estratégicos.

Além do novo conselho de administração, os acionistas da TAAG elegeram também um novo presidente para a comissão executiva da companhia aérea, bem como quatro administradores executivos e um não executivo.

Ana Francisca da Silva Major foi eleita presidente do conselho de administração, não executiva, enquanto Eduardo Farein Soria é o novo presidente da comissão executiva e Rui Paulo Pinto de Andrade Teles Carreira assume o cargo de administrador não executivo. Já Custódia Gabriela Pereira Bastos, Lisa Mota Pinto, Steve Taverney Azevedo e Isabel de Sousa Godinho foram eleitos administradores executivos.

Segundo a Lusa, o Ministério dos Transportes angolano refere, em comunicado, que a nova direção da TAAG foi eleita esta quarta-feira, 20 de outubro, em assembleia-geral de acionistas, em virtude da transformação de empresa pública para sociedade anónima.

A nota diz ainda que a transformação da TAAG surge como “um imprescindível esforço, por parte do seu ainda acionista maioritário, o Estado, para permitir o reposicionamento da companhia, enquanto empresa estratégica de referência nacional e continental”.

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Emirates incentiva PME a ir à Expo 2020 Dubai

A Emirates oferece novos benefícios às PME que pretendam visitar a Expo 2020 Dubai, evento que se realiza até 31 de março de 2022.

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A Emirates anunciou novos benefícios para as Pequenas e Médias Empresas (PME) que queriam visitar Expo 2020 Dubai – através da mais recente oferta Emirates Business Rewards -, garantindo vantagens durante o evento de seis meses até 31 de março de 2022.

Através da iniciativa, a companhia aérea concede Pontos Business Rewards extra aos membros do programa de fidelização para empresas da Emirates – numa oferta válida em voos para o Dubai que ocorram durante o evento. Assim, os membros programa Emirates Business Rewards verão o seu saldo em prémios a crescer mais rapidamente – permitindo adicionar 25% pontos extra durante as suas viagens. A oferta permitirá às empresas ganhar 1,25 pontos por cada dólar gasto em voos de ida para a cidade anfitriã da Expo.

Os pontos Business Rewards podem ser utilizados para reservar voos e para realizar upgrades em bilhetes dos elementos elegíveis da organização registada – entre os quais se incluem proprietários de empresas, os seus colaboradores e convidados.

Atualmente, estão inscritas mais de 20.000 PME no programa Emirates Business Rewards, que permite “várias oportunidades potencialmente lucrativas” para a sua base de membros - composta por empresas de serviços profissionais e de consultoria, fornecedores de tecnologia, comerciantes, bem como empresas de vários sectores, incluindo imobiliário, construção, TI e cuidados de saúde, entre outros.

Além disso e durante a Expo 2020 Dubai, a Emirates está a fornecer aos passageiros a oportunidade de ganhar uma milha por cada minuto passado no Dubai – numa oferta válida até 31 de março de 2022 e aplicável em bilhetes Emirates adquiridos durante o período da Expo para o Dubai.

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Transportes

CLIA anuncia nova diretora geral para a Europa

Nova diretora geral da CLIA Europa assume função a 15 de novembro, substituindo Ukko Metsola, que regressa ao Grupo Royal Caribbean.

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A Associação Internacional de Companhias de Cruzeiros (CLIA, sigla em inglês) nomeou Marie-Caroline Laurent como nova diretora geral da associação para a Europa, com início de funções a 15 de novembro, segundo comunicado publicado no site da associação.

Marie-Caroline Laurent, que durante quase uma década trabalhou na IATA, onde assumiu vários cargos de liderança, e que também desempenhou funções na Associação de Companhias Aéreas Europeias e no Parlamento Europeu, já estabeleceu a sustentabilidade como prioridade e diz que está ansiosa para trabalhar com as companhias de cruzeiros, parceiros e legisladores para “ajudar a tornar a Europa líder na construção de uma indústria de transporte e turismo verdadeiramente sustentável”.

"As companhias de cruzeiros estão na vanguarda da inovação marítima verde e estão bem posicionadas para ajudar a União Europeia a impulsionar o crescimento verde", considera a responsável, sublinhando também a importância dos cruzeiros para a economia europeia.

A experiência de Marie-Caroline Laurent na área dos transportes vai ser, segundo Kelly Craighead, presidente e CEO da CLIA, fundamental para mostrar que "os cruzeiros estão no centro do turismo sustentável e demonstrar o seu valor a todo o setor marítimo".

Enquanto diretora geral da CLIA Europa, Marie-Caroline Laurent vai substituir Ukko Metsola, que regressa ao Grupo Royal Caribbean, no início de 2022.

 

 

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Distribuição

Convenção Nacional da GEA terá debate sobre mudanças a acontecer no mercado da distribuição

As “Mudanças e tendências no produto e comportamento da distribuição pós-covid na ótica dos fornecedores”, é tema de debate na 17.ª Convenção Nacional do Grupo GEA.

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O Grupo GEA vai realizar, entre 26 e 28 de novembro, a sua 17.ª Convenção Nacional, evento que vai ter lugar em Fátima, sob o tema “Retoma, superação... na nova realidade!”

Uma das rubricas que irá decorrer no âmbito da convenção, na manhã do dia 27, será um painel de debate subjacente ao tema “Mudanças e tendências no produto e comportamento da distribuição pós-covid na ótica dos fornecedores.” O painel será constituído por Nuno Mateus, diretor-geral do operador Solférias, Duarte Correia, diretor-geral W2M e Newblue, Javier Castillo, diretor-geral da Soltour, Nuno Aleixo, diretor-geral da Nortravel e Eduardo Cabrita, diretor-geral da MSC Cruzeiros. O painel terá moderação de Pedro Gordon, diretor-geral do Grupo GEA Portugal.

Em resumo, abordar-se-ão temáticas relacionadas com as alterações que se processarão a curto prazo na distribuição, concretamente a estratégia de produto em vários níveis da operação (operadores, hotelaria, cruzeiros) e a análise do comportamento dos consumidores finais quer no período anterior à pandemia, bem como aquele que poderá ser expectável no período de retoma.

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