BSP semanal: “Não existe rasgar de acordos”

Por a 1 de Julho de 2015 as 17:11

Pedro Costa FerreiraA partir deste mês de Julho, as agências IATA portuguesas terão de efectuar o pagamento semanal do BSP. Para Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT, apesar do período de 18 meses para a preparação desta mudança “fica a ideia que nunca se está preparado”. Segundo o responsável, o acordo é para cumprir, apesar de haver sempre alguma coisa a fazer. “Temos a noção que assinámos um acordo e que não existe rasgar acordos, temos é de ter todos a noção, incluindo a outra parte, que temos de acompanhar a execução e perceber se se adapta às actuais realidades.”

Questionado sobre os resultados do sector até à data, o responsável afirma que “as notícias são boas” para o incoming, e que, por isso, “vamos continuar a crescer do ponto de vista do país e do ponto de vista das agências”. No corporate, “as coisas não são tão óbvias, porque temos o embate da tesouraria e das fragilidades financeiras e temos um crescimento muito ténue”. Do do ponto de vista do lazer, Pedro Costa Ferreira diz que não se pode falar em crescimento, mas em recuperação. “É verdade que estamos na direcção certa e que se ambiciona, se tudo correr bem, crescer a dois dígitos, embora não seja certo. Mas estamos claramente a falar de recuperação, todos sabemos que tivemos uma quebra enorme no início da crise e que não atingimos os valores antes da crise. Em todo o caso, a direcção é a correcta, no ano passado estivemos melhor do que há dois anos e hoje estamos melhor do que no ano passado. Há alguma ambição que possamos crescer próximos dos 10%.

Tunísia

O presidente da APAVT, que falava à margem do 65º aniversário da associação, fez ainda um ponto da situação da operação para a Tunísia. “Tínhamos três operações para a Tunísia no mercado, uma mais próxima da zona do atentado [Hammamet], que foi imediatamente cancelada e os agentes de viagens reembolsados. As outras duas: um voo regular da Tunisair para Tunes e um charter para Djerba, com saída de Lisboa e Porto, mantêm-se até porque estão em situações geográficas completamente diferentes. Os operadores não viram razão para cancelar e não há razão legal para cancelar sem reembolsos”, garante. Para Pedro Costa Ferreira, a “própria evolução do destino vai ditar o êxito ou não dessa operação”. Tendo em conta outras situações semelhantes ao atentado que aconteceu na Tunísia, no passado dia 26 de Junho, o responsável considera que é expectável que o mercado reaja com muita “violência no início”, como consequência, Pedro Costa Ferreira admite que vai haver “um período sem reservas e com muitos pedidos de cancelamento. Estamos na fase em que o mercado reagiu violentamente, esperamos chegar rapidamente a um momento mais normalizado. Se nada acontecer, ainda haverá condições para fazer as operações”.

 

 

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