Açores e privatização da TAP em destaque no Publituris TV

Por a 20 de Abril de 2015 as 23:02

Os novos destinos de desenvolvimento turístico em Portugal e a privatização da TAP são os temas em discussão da edição de Abril do Check-in, o programa de debate do Publituris TV.

Neste quarto programa, os convidados residentes, Frederico Costa e José Roquette, falam sobre novos destinos de desenvolvimento turístico em Portugal. Não sendo propriamente novos, destinos como os Açores estão a experimentar uma nova fase que, no caso do arquipélago, se deve a liberalização do espaço aéreo.

O que é que a liberalização do espaço aéreo pode significar para a indústria do Turismo nos Açores? É a pergunta que se impõe. Na opinião de Frederico Costa a liberalização do espaço aéreo vai ser um contributo fundamental para a reabertura do destino, desde que este saiba aproveitar esta oportunidade e coloca algumas questões. “Talvez este seja um dos maiores acontecimentos dos Açores nos últimos anos em termos de Turismo. Há algum plano? Foi concertado entre público e privado? Existem investimentos? Como é que é daqui a três, cinco anos? E não falo de um plano de marketing relativamente à promoção. Falo de um plano de desenvolvimento para o destino Açores. E atenção que não há só um Açores, há nove. Isso para mim é o grande desafio que se coloca. Agora que os Açores são um destino fabuloso e que esta liberalização vai abrir o destino novamente não tenho dúvidas, haja esse profissionalismo da parte dos públicos e privados, em sintonia com as companhias aéreas, transformar o destino. Não basta ter a natureza. Há uma capacidade aérea nova instalada, como é que vamos trabalhá-la?”.

A privatização da TAP é um tema incontornável na agenda do país e do turismo. A menos de um mês de se conhecerem os candidatos à compra da companhia aérea e com uma greve de dez dias à porta, o tema merece destaque neste Check-in. Na opinião de José Roquette: “É urgente que se faça [a privatização], acho que é importante também conseguir ultrapassar alguns mitos: A TAP como companhia de bandeira hoje não tem um significado enorme, basta olhar para a Europa e as companhias praticamente de todos os países têm capital privado, ninguém morreu por causa disso. É bom não esquecer também que ficando pública, a TAP é um alvo fácil do jogo e da pressão política. Em terceiro lugar, é muito discutível dizer que a TAP é uma peça essencial do Turismo português. É essencial, claro, mas dizer que ela no passado prestou enormes serviços ao Turismo como um todo, não é real. Aproveitou Lisboa para o seu hub para a América do Sul e do ponto de vista empresarial foi um projecto acertado. Mas outra coisa é o Turismo nacional. Dito isto, temos de ter a noção que a TAP precisa urgentemente de ser modernizada, quer em termos de frota, para isso é preciso capital, quer ao nível dos recursos humanos, só quem não viaja em outras companhias, novas e mais dinâmicas, é que não consegue perceber que a TAP precisa de ser refrescada ao nível dos recursos humanos e também em termos de estratégia comercial. A TAP precisa de um choque de gestão privada”.

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