APEMIP: Vistos gold podem chegar aos 600 milhões de euros em 2014

Por a 25 de Fevereiro de 2014 as 14:24

A APEMIP – Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal estima que o País beneficiou de um investimento de 336 milhões de euros por via do programa de Autorização e Residência para Atividades de Investimento (ARI), designados ‘vistos gold’, sendo que cerca de 300 milhões de euros foram respeitantes à compra de bens imóveis.

Luís Lima, Presidente da APEMIP, considera que se espera que este valor duplique já em 2014: “O vice-primeiro-ministro e impulsionador desta medida, Dr. Paulo Portas, afirmou que este ano o valor de investimento em Portugal através dos vistos gold deverá chegar aos 500 milhões de euros. Na minha opinião, este investimento poderá alcançar, facilmente, os 600 milhões de euros, desde que seja feito um trabalho de promoção adequado deste programa além-fronteiras”.

Segundo o dirigente da APEMIP, em comunicado, “este valor deve ser multiplicado várias vezes, não só pelo poder de atracção que estes investimentos geram, como também pelo efeito de contágio de outros potenciais investidores estrangeiros”. “

Até ao momento foram concedidas 542 ARI (duas em 2012, 484 em 2013 e 56 em 2014), sendo que do total, 508 foram efectuadas através da compra de bens imóveis. Os cidadãos chineses lideraram a tabela de estrangeiros que recebem os célebres “vistos gold”, seguindo-se na lista a Rússia, o Brasil, Angola e África do Sul.

Na perspetiva de Luis Lima “é preciso que estejamos nos locais certos, nas feiras internacionais do sector, nos fóruns económicos. É importante que os agentes do sector possam promover o imobiliário português transmitindo as suas melhores características e a transparência e segurança deste mercado. As verbas disponibilizadas pela Europa deveriam também servir para apoiar acções de internacionalização, como a que agora terá lugar na China, organizada pela Fundação AIP, com o apoio da CIMLOP”.

O Portugal China Property & Investment Road Show 2014 será o mote para cruzar os primeiros contactos com associações do sector da construção e do imobiliário de Macau, a fim de integrarem a Confederação da Construção e do Imobiliário de Língua Oficial Portuguesa.

 

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