Hotelaria regista crescimento de 8,6% nas dormidas

Por a 14 de Agosto de 2013 as 11:21

A hotelaria registou 4,4 milhões de dormidas em Junho de 2013, mais 8,6%, e 1,5 milhões de hóspedes, mais 7,9% do que no mesmo período de 2012.

No acumulado do primeiro semestre, o número de dormidas cresceu 5,4% e o número de hóspedes 3,5%, comparativamente com o período homólogo do ano passado.

Segundo os dados da Actividade Turística do Instituto Nacional de Estatística, para este acréscimo no mês de Junho contribuíram tanto os residentes, com um aumento de 5,3%, como os não residentes, com mais 10,1%. Dos principais mercados emissores, em termos de crescimento homólogo, destacaram-se a Irlanda com um aumento de 25,9% e a França e o Brasil com mais 17,6% e 10,9%, respectivamente.

Porém, no primeiro semestre, os resultados do mercado dos residentes continuam negativos, com uma variação negativa de 2,1%, enquanto os não residentes apresentam uma evolução positiva de 8,6%.

O aumento de dormidas, face aos resultados de Junho de 2012, ficou a dever-se aos resultados positivos verificados em todas as tipologias consideradas no relatório, com destaque para as pousadas com mais 17,1% e os hotéis com um aumento de 10,4%, estes com a contribuição de todas as categorias, especialmente as de cinco estrelas que registaram um crescimento de 22,5%.

Ao nível de regiões, as Regiões Autónomas e o Norte foram os que verificaram maiores crescimentos no número de dormidas. A procura dos residentes foi maioritariamente positiva, mais acentuada na Madeira, situação já verificada no mês anterior. Quanto às dormidas de não residentes, estas aumentaram expressivamente nos Açores (+27,0%), no Norte (+21,1%) e em Lisboa (+13,7%).

Os proveitos totais ascenderam a 207,2 milhões de euros e os de aposento a 144,6 milhões de euros, valores que representam acréscimos homólogos de 10,7% e 12,2%, respectivamente.

No acumulado do 1º semestre de 2013 as variações homólogas foram igualmente positivas, embora menos acentuadas (+4,9% para os proveitos totais e +6,9% para os de aposento). 

A região de Lisboa apresentou resultados favoráveis, com mais 15,3% para os proveitos totais e 19,1% para os de aposento, superiores ao das dormidas. Segundo o INE, “a recuperação dos proveitos está em parte relacionada com a prática de preços promocionais levada a cabo no ano anterior”.

 

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