Governo adia reforma regional para o 2º semestre

Por a 26 de Junho de 2012 as 14:33

A reforma regional do turismo vai decorrer no segundo semestre deste ano e estará “totalmente implementada” em 2013. A informação foi avançada à Publituris pela assessoria da secretária de Estado do Turismo, Cecília Meireles, depois de umas questões colocadas acerca deste assunto. Em Janeiro, lembre-se, a governante afirmou em conferência de imprensa que, até ao final do primeiro semestre, as direcções dos cinco organismos que vão ser criados estariam eleitas em Assembleia-Geral, algo que não se vai concretizar. O mesmo se passou com o processo legislativo, para o qual se previam novidades em Abril.

“O processo decorre com normalidade. Depois de uma avaliação cuidada da organização regional do turismo, foi fácil perceber a oportunidade para fazer melhor, reduzir o número de cargos dirigentes, optimizar processos, uniformizar a comunicação, ganhar escala, alcançar mais eficácia na comercialização, potenciar a promoção turística de Portugal e fortalecer a função de estruturação da oferta”, afirmou a assessora Rita Serrabulho Abecassis.

O esclarecimento foi feito, por escrito, depois de a Publituris ter perguntado como está este processo. De acordo com a maioria das Entidades Regionais de Turismo (ERT’s) ouvidas pela nossa revista, nada mais se soube acerca deste tema depois da última reunião geral com a tutela, que decorreu a 29 de Fevereiro, no âmbito da BTL.

 

ERT’s descontentes e preocupadas 

“Gostávamos de que houvesse uma clarificação do calendário relativo ao que se pretende fazer”, disse, à Publituris, o presidente da Turismo do Douro, António Martinho. “Não podemos estar à espera de decisões para as quais as ERT’s até poderiam dar um contributo positivo e continuamos sem saber nada mais”, acrescentou.

“É lamentável, por razões éticas, porque foi algo prometido na BTL”, apontou, por sua vez, o presidente da Turismo do Oeste, António Carneiro. “Temo que se venham a fazer disparates irremediáveis”.

Também a Turismo de Leiria-Fátima está preocupada com esta situação. “Passou metade do ano, nada foi ainda concretizado e isso impede qualquer tipo de iniciativa. Não é possível programar seja o que for, nem avançar com estratégias quando não se sabe, sequer, quais vão ser exactamente as áreas geográficas e as competências das novas entidades”, criticou o presidente, Paulo Fonseca.

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