AHETA: “Páscoa foi pior do que no ano passado”

Por a 9 de Abril de 2012 as 17:49

O mercado espanhol no Algarve já caiu este ano entre 30% a 35%, de acordo com a Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), que atribui essa queda, entre outros factores, às portagens que passaram a ser cobradas na Via do Infante. Depois das imagens divulgadas das filas para pagamento na fronteira com Espanha, a associação não tem dúvidas: “A situação vai voltar a repetir-se no Verão e vai ser um desastre”, disse, ao Publituris, o presidente, Elidérico Viegas.

“Relativamente a este período da Páscoa, ainda não temos dados, só no final do mês, mas sabemos que foi pior do que no ano passado”, afirmou o responsável, atribuindo esse facto às descidas do mercado interno e espanhol.

Referindo-se à questão das portagens na Via do Infante, Elidérico Viegas lamentou “o triste espectáculo” testemunhado no fim-de-semana, “um problema terrível cujos responsáveis ainda não tiveram humildade suficiente para reconhecer”.

Por tudo isto, a AHETA já fez saber a sua solução: suspender de imediato a cobrança aos veículos com matrícula estrangeira, uma medida que vai defender oficialmente junto do Governo.

Recentemente, fonte oficial da Secretaria de Estado do Turismo disse à agência Lusa que o Governo estava a estudar formas alternativas de pagamento nas antigas SCUT. O Publituris tentou saber junto dessa mesma entidade em que situação está esse assunto e se haverá soluções antes do Verão, mas não foi possível obter um ‘feedback’ até ao fecho da edição online.

APHORT e AIHSA protestam

Inconformadas com esta situação, também a APHORT – Associação Portuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo e a AIHSA – Associação dos Industriais Hoteleiros e Similares do Algarve lançaram um novo apelo ao Governo para a “resolução urgente” desta questão.

Assim, numa carta enviada ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, as duas associações acusaram o actual sistema de pagamento electrónico de portagens de estar a “assassinar silenciosamente” o turismo, temendo pelas graves consequências que esta imagem negativa do país está a criar.

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