Turismo em Portugal vai recuar na maioria dos indicadores

Por a 7 de Março de 2012 as 16:53

A maior parte dos indicadores do turismo em Portugal vai registar quedas este ano, de acordo com um relatório anual divulgado pelo Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC). No sentido positivo, destaque, apenas,  para as exportações dos visitantes e o investimento, que deverão crescer.

A contribuição directa do sector para o PIB total, que no ano passado representou 5,3%, deverá recuar este ano 2,2%. Já a contribuição global vai descer 2,1%, sendo que, no ano passado, representou 15,2%.

No que diz respeito à contribuição directa do turismo para o emprego, prevê-se uma queda de 0,3%. Em 2011, o sector suportava directamente 322 mil empregos, 6,6% do emprego total. Por outro lado, em termos de contribuição total para o emprego, incluindo, por isso, os empregos apoiados indirectamente, também é esperada uma queda de 0,3%.

As boas notícias, segundo o WTTC, vão para as exportações dos visitantes, que deverão subir 0,6% este ano, sendo que, no ano passado, representaram 17,3% do total das exportações.

Por fim, o investimento no sector deverá crescer 2,7%.

Num total de 181 países, as perspectivas apontam para que, em termos de crescimento para este ano, Portugal não vá além da 166ª posição. No longo prazo, até 2022, o panorama não melhora, já que deverá descer três posições.

 

Crescimento a nível global

A indústria do turismo deverá crescer este ano 2,8% em termos globais, acima do valor estimado para o crescimento económico global (2,5%). De acordo com o WTTC, o sector deverá suportar directamente 100 milhões de empregos.

“Este ano, durante o qual se estima que o número de viajantes internacionais vai ultrapassar os mil milhões, a indústria vai atingir outros dois marcos históricos: uma contribuição directa de dois biliões de dólares para a economia global e 100 milhões de empregos”, reagiu o presidente e CEO do WTTC, David Scowsill. No médio prazo, calcula-se que o turismo possa crescer a um ritmo anual de 4% até 2022, quando, por essas altura, o sector já empregará 328 milhões de pessoas no mundo. Ou seja, vai dar emprego a uma em cada dez pessoas.“Está provado que esta indústria vai continuar a ser um motor significativo para o crescimento global e emprego durante a próxima década. É uma das maiores do mundo”, acrescentou o presidente.

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