Constantino Pinto: “Fiz o que podia até ao limite”

Por a 16 de Julho de 2010 as 18:28

“A minha principal preocupação são os funcionários da Marsans e os consumidores finais”.

A afirmação é de Constantino Pinto quando questionado pelo Publituris sobre o caso Marsans.

Recorde-se que há cerca de um mês, Constantino Pinto era director geral da Marsans em Portugal e o representante fiscal da empresa, tendo-se demitido poucos dias após a compra da empresa em Espanha pela Possibilitum. Entretanto, foi designado Jose Vicente Semper para responsável no nosso País.

Em conferência de imprensa, a APAVT mencionou ter contactado a Marsans Portugal, há cerca de mês e meio, (a situação da empresa em Espanha já vivia dias difíceis há algum tempo) tendo obtido como resposta que “estava tudo ok” e que a empresa em Portugal “era independente”.

E esta é, aliás, uma situação que Constantino Pinto confirma, e justifica que a sua demissão se deveu ao facto “de ter sentido que já não tinha patrão e que as coisas estavam a fugir ao meu controlo”. “A determinada altura não tinha qualquer capacidade de resposta por parte de Espanha, pelo que “optei por apresentar a minha demissão e dar também baixa da minha responsabilidade fiscal, situação que está, actualmente, confirmada, até porque eu não representava a Marsans mas os ex-proprietários” (Gerardo Díaz e Gonzalo Pascual).

De consciência tranquila, Constantino Pinto, neste momento a desempenhar funções na DViagem, do grupo Orizonia em Portugal, mostra-se, no entanto, preocupado com os funcionários da Marsans e com os consumidores finais. “É uma equipa que trabalhou com o máximo rigor e onde eu fiz tudo o que podia, até ao limite”, refere.

Na sua opinião, o valor atribuído para a caução (25 mil euros) está correcto. “A Lei é que não está bem redigida ou elaborada, pois as agências não constroem pacotes, afirma, dando ainda a sua opinião sobre a posição do TP que considera que devem ser os operadores a pagar pela situação. “Óbvio que estou de acordo com a APAVT. É abusivo responsabilizar os operadores porque estes são prestadores de serviços e não têm controlo directo sobre a situação”, termina.

Um comentário

  1. Joana Martins

    21 de Julho de 2010 at 9:40

    Bom dia,

    Esta noticia, ou panegírico encomendado, está plena de mentiras e falsidades. Esse senhor NUNCA se preocupou, uma vez que fosse, quer com os funcionários, quer com as agências franchisadas. Preocupou-se, isso sim, em salvar a pele e tentar passar incólume a uma situação em que é conivente. Ou existe alguém neste mundo do turismo que não repare no timing perfeito de saída???
    Já agora, porque não lhe perguntam onde para o dinheiro pago pelas agências para a conta central nos últimos meses!!! Ele seguramente saberá onde está. A faustosa vivenda e os carros têm que ser pagos.

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