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Aigle Azur e Air Mali assinam acordo comercial

A Aigle Azur e a Air Mali assinaram um contrato de cooperação para optimizarem os seus serviços e melhorar a qualidade dos serviços prestados aos clientes. As companhias aéreas francesa e maliana pretendem, assim, “garantir melhor oferta nos voos entre Paris e Bamako”, informam em comunicado. O acordo entre as empresas, nas áreas comercial e… Continue reading Aigle Azur e Air Mali assinam acordo comercial

Patricia Afonso
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Aigle Azur e Air Mali assinam acordo comercial

A Aigle Azur e a Air Mali assinaram um contrato de cooperação para optimizarem os seus serviços e melhorar a qualidade dos serviços prestados aos clientes. As companhias aéreas francesa e maliana pretendem, assim, “garantir melhor oferta nos voos entre Paris e Bamako”, informam em comunicado. O acordo entre as empresas, nas áreas comercial e… Continue reading Aigle Azur e Air Mali assinam acordo comercial

Patricia Afonso
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A Aigle Azur e a Air Mali assinaram um contrato de cooperação para optimizarem os seus serviços e melhorar a qualidade dos serviços prestados aos clientes.

As companhias aéreas francesa e maliana pretendem, assim, “garantir melhor oferta nos voos entre Paris e Bamako”, informam em comunicado.

O acordo entre as empresas, nas áreas comercial e representação comercial, foi firmado no dia 05 de Julho de 2010 pelo presidente da Aifle Azur, François Hersen, e pelo director-geral da Air Mali, Abdérahmane Berthe, e entrará em vigor no próximo dia 01 de Agosto.

Com este contrato, a Air Mali poderá comercializar as três frequências semanais operadas pela Aigle Azur em Airbus A321. Por outro lado, os destinos africanos da companhia maliana com partida de Bamako podem também ser comercializados pela transportadora francesa.

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Transporte aéreo de passageiros duplica no 3.º trimestre mas ainda longe dos valores de 2019

No terceiro trimestre do ano, os aeroportos nacionais movimentaram cerca de 10 milhões de passageiros e contabilizaram a aterragem de 48,8 mil aeronaves em voos comerciais.

No terceiro trimestre do ano, os aeroportos nacionais movimentaram cerca de 10 milhões de passageiros, número que indica uma subida de 92,7% face a igual período do ano passado, quando a pandemia já assolava o transporte aéreo, mas que, em comparação com os mesmos três meses de 2019, antes da chegada da COVID-19, continua a traduzir um decréscimo expressivo, que chegou aos e 45,0%, segundo dados revelados esta sexta-feira, 3 de dezembro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Os dados do INE mostram, no entanto, que o total de passageiros movimentados nos aeroportos nacionais tem vindo a recuperar ao longo dos trimestres, uma vez que, no segundo trimestre, a quebra face a igual período de 2019 chegava aos 76%, enquanto no primeiro tinha sido de 86,8%.

De acordo com o INE, entre julho e setembro, aterraram nos aeroportos nacionais 48,8 mil aeronaves em voos comerciais, número que representa uma subida de 52,0% face ao terceiro trimestre de 2020, ainda que, em comparação com o mesmo período de 2019, se continue a registar um decréscimo que, nestes três meses, foi de 28,5%.

No entanto, a descida de 28,5% face ao terceiro trimestre de 2019 já representa uma melhoria comparativamente aos primeiros trimestres do ano, quando o número de aeronaves aterradas nos aeroportos nacionais apresentava descidas de 56,5% no segundo trimestre e de 70,6% no primeiro trimestre.

Por aeroportos, a infraestrutura da capital foi a que concentrou um maior número de passageiros, contabilizando 44,3% do total de passageiros movimentados nos aeroportos nacionais, o que corresponde a 4,6 milhões, cerca de metade do total de passageiros contabilizados no terceiro trimestre de 2019.

Já o aeroporto do Porto registou o segundo maior volume de passageiros movimentados do país, correspondente a 22,6% do total ou 2,3 milhões de passageiros, o que traduz uma diminuição de 40,1% face ao mesmo período de 2019.

Em Faro, o aeroporto contabilizou o movimento de 1,5 milhões de passageiros, o que representa 14,8% do total,  num resultado que, segundo o INE, corresponde ao “maior decréscimo face ao terceiro trimestre de 2019”, com uma perda de 56%.

Os passageiros movimentados nos aeroportos do Funchal e de Ponta Delgada corresponderam ainda, respetivamente, a 7,7% e 5,4% do total, tendo sido estes os aeroportos que registaram os menores decréscimos face a 2019, com descidas de 13,2% e 22,3%.

O INE indica ainda que, no terceiro trimestre de 2021, foram movimentados 7,7 milhões de passageiros em tráfego internacional, correspondendo a 75,0% do tráfego total, com o peso do tráfego internacional a ascender a 94,0% em Faro, 84,1% em Lisboa e 83,6% no Porto.

“Analisando o número de aeronaves aterradas e o número de passageiros desembarcados diariamente no 3º trimestre, pode observar-se que os níveis destas variáveis foram superiores aos observados no mesmo período de 2020, quando se verificou o impacto das restrições à mobilidade no espaço aéreo devido à pandemia, no entanto estão ainda muito distantes dos níveis anteriores à pandemia”, aponta ainda o INE.

 

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KLM premiada pela APEX como melhor companhia aérea para passageiros

Os prémios APEX World Class Award avaliam os novos referenciais (benchmarks) da experiência do cliente, recorrendo a uma ampla auditoria de dados.

A KLM recebeu o 2022 APEX World Class Award, um novo prémio atribuído pela organização de aviação e que representa a “mais alta categoria entre os prémios globais dedicados ao setor da aviação”, informou a companhia aérea dos Países Baixos em comunicado.

Segundo a KLM, este novo prémio “representa um reconhecimento excecional de conquistas em áreas como o bem-estar em segurança e a sustentabilidade”.

De acordo com a informação divulgada pela companhia aérea, através dos prémios World Class, a APEX – Airline Passenger Experience Association “mede e avalia as companhias aéreas face aos novos referenciais (benchmarks) da experiência do cliente, recorrendo a uma mais ampla e intensiva auditoria de dados”.

Além do bem-estar em segurança e da sustentabilidade, a APEX avalia também as companhias aérea com base em “altos padrões para o serviço, conforto, catering e desempenho”.

“Sentimo-nos honrados e orgulhosos por receber este World Class Award. Nos últimos dois anos, temos feito tudo ao nosso alcance para transportar os nossos passageiros da forma mais segura, sustentável e confortável possível – desde o início das suas viagens até à sua chegada ao destino. O facto de os nossos passageiros apreciarem tanto isso torna este prémio ainda mais especial”, congratula-se Boet Kreiken, vice-presidente executivo de experiência do cliente da KLM.

A APEX é a maior organização internacional de aviação a auditar a experiência dos passageiros das companhias aéreas e desenvolveu uma renomada organização de análise e avaliação neste campo.

Os prémios World Class Award foram atribuidos, pela primeira vez, este ano, e distinguiram sete companhias aéreas: KLM, Singapore Airlines, Japan Airlines, Emirates, Saudia, Qatar Airways e Turkish Airlines.

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Porto e Norte usa filigrana de Gondomar para mostrar turismo de luxo na Expo Dubai

Entidade regional de turismo vai dar a conhecer a filigrana de Gondomar na Expo Dubai 2020, numa ação que vai ter lugar no Pavilhão de Portugal, entre 7 e 12 de dezembro.

O Turismo do Porto e Norte de Portugal promove, entre 7 e 12 de dezembro, uma iniciativa que vai colocar a filigrana de Gondomar em destaque no Pavilhão de Portugal na Expo Dubai 2020 e que pretende mostrar a oferta de turismo de luxo que a região do Porto e Norte tem para oferecer.

“Numa iniciativa conjunta do Turismo do Porto e Norte, Câmara Municipal de Gondomar e AICEP, estarão em permanência no auditório do Pavilhão artesãos a mostrar in loco a minúcia da filigrana, promovendo esta arte que quer ser reconhecida como Património Cultural Imaterial da Humanidade”, explica a entidade regional de turismo em comunicado.

Mais do que dar a conhecer esta arte típica da região Norte, esta ação pretende também posicionar a região no turismo de luxo, até porque o Dubai e o Médio Oriente são mercados com “especial apetência para tudo o que é luxo”.

De acordo com Luís Pedro Martins, presidente do Turismo Porto e Norte de Portugal, esta ação, “para além de conquistar uma nova oportunidade de comunicação e promoção do destino num grande palco mundial, reforça o posicionamento no segmento de turismo de luxo, numa oferta qualificada que evidencia, cumulativamente, o saber fazer português junto de um mercado de alto rendimento e com um comportamento em viagem que se projeta como um dos mercados internacionais que mais crescimento terá nos próximos 10 anos”.

Para o responsável, estes grandes eventos mundiais são “excelentes momentos para comunicar com novos parceiros, órgãos de comunicação, operadores e opinion leaders”.

Além de estar presente na Expo Dubai 2020, a filigrana de Gondomar é também candidata ao Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, com o Turismo do Porto e Norte de Portugal a revelar que a autarquia de Gondomar pretende também candidatar a filigrana a Património Cultural Imaterial da Humanidade, esperando-se que a presença na Expo Dubai possa vir a “impulsionar esta candidatura”.

 

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AHRESP quer que 20% do financiamento das linhas de crédito COVID-19 seja convertido em fundo perdido

Associação defende que, face ao agravamento das obrigações financeiras, que é esperado para o próximo ano, as empresas ainda “não estão preparadas para fazer face a todos os encargos”.

A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) considera que, face ao agravamento das obrigações financeiras das empresas, que é esperado para o próximo ano, o Governo deve converter 20% de todo o financiamento concedido no âmbito das linhas de crédito COVID-19 em fundo perdido.

Num comunicado enviado à imprensa esta sexta-feira, 2 de dezembro, a AHRESP defende que as empresas, por terem “níveis de faturação ainda distantes dos valores pré-pandemia” e devido às “restrições e limitações que impactam diretamente a atividade do setor do alojamento, restauração e similares”, ainda “não estão preparadas para fazer face a todos os encargos”.

Por isso, a AHRESP vem apelar ao Governo para que “20% de todo o financiamento concedido no âmbito das linhas de crédito COVID-19 seja convertido em fundo perdido”, defendendo ainda e de forma complementar, a regulamentação “com a máxima brevidade possível” do programa Reforçar, de forma a que este mecanismo de apoio “esteja totalmente operacional quando terminarem os períodos de carência das linhas COVID-19”.

“Esta medida destina-se a empresas que tenham contraído crédito ao abrigo das linhas COVID-19, apoiando-as na redução do endividamento gerado durante a crise pandémica. As empresas poderão ter acesso a um apoio máximo de 15 mil euros a fundo perdido, desde que os sócios das empresas coloquem montantes de igual valor para amortizar o seu endividamento atual”, explica a associação.

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João Fernandes reeleito para novo mandato na Associação de Turismo do Algarve

João Fernandes foi reeleito esta quinta-feira, 2 de dezembro, para um novo mandato à frente da Associação de Turismo do Algarve (ATA).

O presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA), João Fernandes, foi reeleito para um segundo mandato à frente da Associação de Turismo do Algarve (ATA), entidade responsável pela promoção internacional do Algarve, cujas eleições decorreram esta quinta-feira, 2 de dezembro.

Num comunicado enviado à imprensa, a ATA explica que o ato eleitoral contou com uma lista única, que era liderada por João Fernandes e que contava com “representatividade dos vários agentes da indústria de turismo da região” e reuniu uma votação “expressiva”, com 90 votos a favor, um voto nulo e outro voto em branco.

“A acompanhar João Fernandes na presidência dos restantes órgãos da nova Direção, que ficará em funções até 2024, estão a ACRAL – Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve, à frente da Assembleia Geral, e o Hotel Júpiter, à frente do Conselho Fiscal”, indica a ATA, no comunicado divulgado.

Depois do ato eleitoral, João Fernandes mostrava-se “muito satisfeito com esta reeleição”, principalmente por poder dar continuidade ao projeto que foi iniciado em 2018 e que, segundo o responsável, “se tem mostrado vencedor”, mesmo durante a fase de pandemia.

“Os próximos anos continuarão a ser, certamente, tempos muito desafiantes e exigentes para o turismo do Algarve, mas tenho confiança que esta equipa irá saber manter o mesmo espírito combativo para continuar a ultrapassar obstáculos com sucesso, dedicação e muita criatividade”, afirma João Fernandes.

Aposta na diversidade da oferta da região e consolidação do reconhecimento internacional do Algarve como um destino turístico autêntico e de qualidade superior são, de acordo com a ATA, os pilares que vão suportar a promoção futura do Algarve e cujo sucesso, segundo a associação, deverá continuar a passar pelo “envolvimento dos vários agentes do setor de turismo da região em torno deste objetivo comum”.

Além de João Fernandes, reeleito presidente da Direção da ATA, a associação passa a contar com os seguintes órgãos sociais:

Assembleia Geral

Presidente – ACRAL (Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve),
representada por Álvaro José Martins Viegas.

Secretário – Castro Marim Golfe and Country Club (Algarvelux – Const. e
Empreendimentos, S.A.), representada por David Martins.

Vogal – Casa Modesta (Casa Modesta, Lda.), representada por Vânia Isabel Brito
Fernandes.

Suplente – Animaris (Animação Turística, Lda.) representada por José Rita Brito Vargas

Suplente – Restaurante 2 Passos (Alfazema Restaurantes, Lda), representado por
Joaquim Alberto Rodrigues Coelho.

Direção

Presidente – Região de Turismo do Algarve, representada por João Pedro Ferreira
Caldas Fernandes.

Vice-Presidente – Hotel Quinta do Lago (Grampiam, SA.), representado por Filipe José
Rosário do Adro.

Vice-Presidente – APAVT (Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo),
representada por Duarte Manuel Gois Correia.

Vice-Presidente – Benamor (Atividades Turísticas, SA.), João Paulo Carvalho Oliveira e
Sousa.
Vice-Presidente – Vila Monte Farm House (Discovery Hotel Management),
representada por Pedro Minetto Ferreira Neto.

Vice-Presidente – Hotel Eva (AP Hotels & Resorts), representada por Emanuel José
Moreira de Freitas.

Suplente – VISACAR (Aluguer de Veículos Motorizados Automóveis, SA.), representada
por Honório Manuel Bernardo Teixeira.

Suplente – Associação Vilamoura Visitors, Residents & Conventions Bureau,
representada por Isolete Jerónimo Café Correia.

Conselho Fiscal

Presidente – Hotel Júpiter (Júpiter Indústria Hoteleira, S.A.) representada por Luís
Miguel Henriques da Conceição Negrão Sequeira.

Vice-Presidente – Salema EcoCamp Surf & Nature (Around the Eden Nature Park,
Lda.), representada por Joaquim Jacinto Lourenço.

Vogal –Dreamwave (DreamWave Algarve, Atividades Marítimo-Turísticas, Lda.),
representada por Raul Manuel Domingos Correia.

Suplente – Loulé Jardim Hotel (Filipe Contreiras Unipessoal), representado por Filipe
Manuel Lampreia Contreiras.

Suplente – Vale do Garrão, Lda. (Hotel Ria Park), representada por Maria Teresa Pontes
Caldeano.

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Há duas aldeias portuguesas entre as melhores do mundo para turismo rural

Cumeada e Castelo Rodrigo foram as duas aldeias portuguesas distinguidas nos prémios Best Tourism Village, que foram, este ano, entregues pela Organização Mundial do Turismo (OMT) pela primeira vez.

As aldeias portuguesas de Cumeada e Castelo Rodrigo foram duas das vencedoras do Prémio Best Tourism Village da Organização Mundial do Turismo (OMT), galardões que foram entregues esta quinta-feira, durante a 24.ª Assembleia Geral da organização, que está a decorrer em Madrid, Espanha.

Num comunicado enviado à imprensa, o Turismo de Portugal explica que este foi o primeiro ano em que a OMT entregou estes prémios, com o objetivo de “distinguir os melhores destinos rurais a nível mundial e, desta forma, contribuir para a valorização do território rural e comunidades locais através do turismo”.

Nesta primeira edição, Portugal candidatou três aldeias, o máximo de candidaturas permitidas por país, tendo os prémios recebido um total de 170 candidatos de 75 países.

Com o prémio, as aldeias vencedoras recebem também o selo Best Tourism Village, que é válido por três anos, após os quais as aldeias serão novamente avaliadas, de acordo com os requisitos de sustentabilidade, para lhe ser renovado o selo.

Paralelamente, a OMT vai também selecionar, através do Upgrade Programme, um conjunto de aldeias que não preencheram a totalidade dos critérios de Best Tourism Village, mas que vão receber apoio da OMT e outros parceiros para “desenvolver aspetos identificados como a melhorar durante o processo de avaliação da candidatura”.

“Os candidatos são também integrados na Rede Internacional da OMT que irá permitir a partilha de experiências e boas práticas entre aldeias. Esta rede vai integrar representantes das aldeias Best Tourism Village e das aldeias do Upgrade Programme, bem como especialistas e parceiros públicos e privados, envolvidos no desenvolvimento do turismo rural”, acrescenta o Turismo de Portugal.

Para Rita Marques, secretária de Estado do Turismo, que marcou presença na 24.ª Assembleia Geral da OMT, estes prémios são também “uma validação da estratégia turística nacional que, desde 2017, tem vindo a desenvolver um conjunto de ações com vista a construir o turismo do futuro, sustentável e inovador”.

“E são estas boas práticas que queremos ver implementadas em larga escala, para que, cada vez mais, Portugal seja um destino que pode ser visitado ao longo de todo o ano, em todas as regiões”, explica a governante.

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Flexibilização é palavra de ordem no 46º Congresso da APAVT

A flexibilização em toda a cadeia de valor do turismo, como fator fundamental para a recuperação do setor, foi a palavra-chave no painel sobre ‘Tendências do consumidor, capacidade da oferta e velocidade da retoma’, esta quinta-feira no Congresso da APAVT.

A flexibilização em toda a cadeia de valor do turismo, como fator fundamental para a recuperação do setor, foi a palavra-chave no painel sobre ‘Tendências do consumidor, capacidade da oferta e velocidade da retoma’ que teve lugar esta quinta-feira, no âmbito do 46º Congresso da APAVT, a decorrer em Aveiro.

Silvia Mosquera, CCRO da TAP, Frédéric Frére, CEO da Travelstore American Express GBT, Francisco Pita, CCO da ANA Aeroportos/Vinci, Joaquim Monteiro, diretor-geral da Luísa Todi DMC, a que se juntou ainda ao debate, Maria José Costa, da Eventivos DMC, foram categóricos em afirmar que a flexibilização, a continuação dos apoios ao setor, a diminuição da carga fiscal, a necessidade de reter talentos, bem como a clarificação de normas e a sua comunicação clara e atempada, são algumas das questões cruciais para a retoma do turismo.

Se por um lado, os intervenientes deste painel falaram de alguma recuperação com valores a aproximarem-se aos de 2019, da retoma do turismo em Portugal, da performance do mercado, da reafirmação pela TAP de que as agências de viagens são o seu parceiro privilegiado na distribuição, e dos aeroportos nacionais a conhecerem uma boa recuperação, por outro lado pairava o clima de incerteza que o setor está a viver face à nova vaga da pandemia.

Silvia Mosquera, admitiu que a nova variante Ómicron está a provocar um abrandamento das vendas de bilhetes, face à recuperação que se assistia desde setembro. “Estávamos muito otimistas porque a recuperação estava a ser muito boa. Com efeito, em novembro, e agora também em dezembro, estamos a operar 80% da capacidade dos voos que operámos em 2019. São bons números”, disse.

A responsável referiu que a recuperação se fez notar, sobretudo, “no mercado doméstico, étnico, e nas viagens de visita à família e amigos”, enquanto o corporate está a ter ainda algum atraso.

Prudência 

Prudente e conservador está igualmente Frédéric Frére em relação à retoma das viagens de negócios, realçando que não se pode fazer conjeturas a longo prazo, e acredita que há ameaças, mas também oportunidades. Reconhece que com novas atitudes de consumo surgem outras necessidades e motivos para viajar, e que o online apesar de ser importante, há necessidade dos contactos presenciais.

Já os DMC’s estimam um recomeço só a partir da Páscoa. Alertam que neste momento nada acontece, e que pretendem a retoma com eventos. Pedem mais apoios para poderem encarar a situação difícil que atravessam, com anulações e cancelamentos.

afirmou Francisco Pita no 46.º Congresso Nacional da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), em Aveiro.

Por sua vez, Francisco Pita disse que, dada a recuperação a que se assistiu no aeroporto de Lisboa, em novembro, “em muitos dias” já se assistiu ao mesmo número de movimentos na Portela que se verificava em 2019. “Temos, de facto, necessidade de um aumento rápido da capacidade aeroportuária na região de Lisboa se queremos continuar a crescer”, reafirmou.

De acordo com o responsável, os comportamentos são assimétricos entre aeroportos e alerta que a nova variante pode obrigar a rever previsões.

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SATA antecipa que 2022 pode ser ano recorde

O presidente executivo da SATA, Luís Rodrigues, revelou no Congresso da APAVT, que termina sexta-feira em Aveiro, que a companhia aérea açoriana já recuperou praticamente os níveis de 2019 e espera bater recorde em 2022.

SATA, que aguarda para breve a aprovação, pela Comissão Europeia, do seu plano de reestruturação, deixou boas notícias no 46º Congresso da APAVT, que termina esta sexta-feira em Aveiro. Isto porque, a companhia aérea açoriana já recuperou praticamente aos níveis de 2019 e espera bater recordes em 2022.

O CEO da SATA, Luís Rodrigues, revelou que “tivemos um verão fantástico, apenas 7% abaixo de 2019 e neste momento estamos praticamente ao nível desse ano. O que, comparado com outras companhias aéreas, é muito bom, não temos razões para nos queixar.

O executivo lembrou que este crescimento verificado, principalmente neste trimestre, após um 2020 e primeiro trimestre deste ano, períodos para esquecer, deve-se, por um lado ao progressivo levantamento de medidas restritivas impostas pela pandemia, em que as pessoas ganharam confiança e voltaram a viajar, e por outro, pela pontualidade na ordem dos 90%.

A pontualidade é um fator chave, destacou Luís Rodrigues, porque, “elimina tudo o que são compensações ao cliente por atrasos; e por outro lado, porque as pessoas apreciam esse fator e criam maior confiança e fidelidade”.

Também deu conta que a SATA aproveitou a redução da atividade imposta pela pandemia para dar a volta à operação e à relação comercial com os clientes.

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Costa Cruzeiros já recebeu segundo navio movido a GNL

O Costa Toscana é o segundo navio da frota da Costa Cruzeiros movido a GNL e começa a operar a 5 de março de 2022, no Mediterrâneo Ocidental.

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A Costa Cruzeiros já recebeu o Costa Toscana, o segundo navio da companhia de cruzeiros movido a Gás Natural Liquefeito (GNL), depois do Costa Smeralda, e que começa a operar a 5 de março de 2022, segundo comunicado da companhia de cruzeiros.

“O Costa Toscana reforça o nosso compromisso com a inovação sustentável ao contribuir ainda mais para a utilização do GNL aplicado aos navios de cruzeiro, uma tecnologia da qual fomos pioneiros. É uma inovação que se insere num caminho de transição ecológica em constante evolução”, refere Mario Zanetti, presidente da Costa Cruzeiros.

De acordo com o responsável, o novo navio da Costa Cruzeiros conta com “inovadoras características e serviços”, que vão contribuir para que o Costa Toscana seja “capaz de atrair novos passageiros de cruzeiros”, com base na presença da companhia no Mediterrâneo e no plano para o reinicio gradual das operações.

O Costa Toscana começa a navegar a 5 de março de 2022, realizando um itinerário de uma semana com partida de Savona, Itália, e escalas em Marselha, Barcelona, Valência, Palermo e Civitavecchia/Roma.

Após este itinerário inaugural, o navio vai ficar colocado no Mediterrâneo Ocidental e, no próximo verão, realiza cruzeiros com escalas em Savona, Civitavecchia/Roma, Nápoles, Ibiza, Valência, Marselha, num itinerário que vai também manter no outubro, com Palma de Maiorca a substituir a escala de Ibiza.

No comunicado divulgado, a Costa Cruzeiros apelida o novo navio de uma “verdadeira ‘smart city’ itinerante”, uma vez que, além de ser movido a GNL, conta também com diversas “inovações tecnológicas de ponta” que reduzem o impacto ambiental do navio, nomeadamente através de processos de dessalinização da água, sistemas inteligentes de consumo de energia e reciclagem.

A bordo, o navio também faz eco da ecologia, uma vez que, como explica a companhia de cruzeiros, as mesas do restaurante Archipelago são feitas com madeira flutuante que foi recolhida no âmbito de um projeto de educação ambiental, sendo que as refeições servidas neste restaurante também têm um lado solidário, uma vez que parte dos lucros deste espaço serão doados para projetos ambientais e sociais.

A par da preocupação ambiental, o Costa Toscana distingue-se também pela decoração em homenagem à região italiana da Toscana, num projeto criativo com curadoria de Adam D. Tihany, que visa “valorizar e dar vida num só local ao melhor que existe nesta maravilhosa região italiana, que dá o nome ao navio, aos seus decks e às principais áreas públicas”.

“O mobiliário, a iluminação, os tecidos e os acessórios são todos Made in Italy e foram concebidos especificamente para o Costa Toscana por 15 parceiros representativos da excelência italiana. A oferta a bordo enquadra-se perfeitamente neste contexto extraordinário: do Spa Solemio às zonas de entretenimento; desde os bares temáticos, em colaboração com grandes marcas italianas e internacionais, aos 21 restaurantes e espaços dedicados à “experiência gastronómica””, acrescenta a Costa Cruzeiros.

Para alojamento, o navio, que é irmão do Costa Smeralda, conta ainda com mais de 2.600 cabines a bordo, que refletem perfeitamente o estilo e o gosto italianos, com destaque para as cabines “Sea Terrace”, que oferecem varanda.

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Congresso APAVT: “O turismo só cresceu nestes anos, porque o Estado não se meteu”

O cenário da não aprovação do Orçamento de Estado esteve em debate no 46.º Congresso da APAVT, no qual as as palavras mais ouvidas foram “despesa”, “receita” (ou falta dela) e “dívida”.

Victor Jorge

No painel que debateu as consequências de Portugal estar sem Orçamento de Estado [aprovado], o painel liderado pelo jornalista Camilo Lourenço, com a participação de João Duque, professor do ISEG, e Sandra Maximiano, professora associada também do ISEG, durante o 46.º Congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), as palavras mais ouvidas foram “despesa”, receita” e “dívida”.

Na opinião de João Duque, “prefiro que venha um bom Orçamento de Estado (OE) mais tarde do que ter um rápido e mau”, reconhecendo que “OE não tem uma estratégia para o país, tem uma estratégia para manter o poder”.

O professor catedrático do ISEG afirmou ainda que “o turismo só cresceu nestes anos, porque o Estado não se meteu”, criticando ainda o “desaparecimento” de dados para análise do setor, nomeadamente, da ANAC e da TAP e que, por isso, é impossível te ruma previsão sobre o que está e pode vir a acontecer, de modo a conseguir-se tomar decisões, e tudo para “não haver possibilidade de existirem desmentidos”.

Uma das decisões que João Duque, porém, tomaria, já que “o OE deve ser orientado para a produtividade e eficiência”, era a de “cortar metade do número de ministros”.

Ainda quanto ao tema principal do painel – Orçamento de Estado (ou a falta dele) – João Duque afirmou que “aumentamos a despesa mais do que a receita e isso é um problema grande e grave a longo prazo”, sugerindo a existência de um acompanhamento permanente por parte de uma agência internacional independente que acompanhasse o desenvolvimento das políticas económicas do país indicadas no documento.

Devia de existir uma agência internacional independente a estudar e analisar os gastos/receitas

Chamou ainda à atenção para o facto do “crescimento de população não ativa e idosa que não corresponde ao crescimento da população ativa”, população não ativa e idosa essa que “custa mais do que a população nos primeiros cinco anos”.

Mostrando-se “preocupada” com o OE, Sandra Maximiano, destacou, por sua vez, o “tempo para se decidir e executar que é longo em Portugal”, admitindo “não acreditar em algo melhor” no que concerne o OE, “mas há que ter esperança”, reconhecendo, contudo, que o futuro quadro político será “diferente, não sei se melhor”.

Certo é que para esta economista, existe um “desincentivo ao mérito e à produtividade” e que “em vez de se estar a discutir a alocação de dinheiro, devia estar a discutir-se estratégia”, uma vez que “a despesa que temos será para gerações futuras pagarem”.

Quanto uma possível baixa de impostos, a resposta dos três participantes do painel foi unanime – “não” -, reconhecendo todos que “o impacto de qualquer medida não pode ser feito apenas em função do ano seguinte, mas sim a cinco ou dez anos”, com Camilo Lourenço a dar o exemplo da Irlanda que traçou uma estratégia económica e fiscal, precisamente a uma década. E vejam onde está a Irlanda agora”, terminou.

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