Lisboa-Milão descola com ocupação recorde

Por a 8 de Abril de 2009 as 5:25

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 A Lufthansa Italia deu o pontapé de saída aos voos directos entre Lisboa e Milão. As perspectivas apontam para que seja uma aposta ganha, a avaliar pelas reservas de Abril. São cerca de cinco mil, o que perfaz uma taxa de ocupação de 70 por cento, “o melhor load factor, especialmente para um voo novo”, segundo Heike Birlenbach, directora geral da Lufhansa Italia.
Para Maio, a ocupação está entre os 50 e os 55 por cento, o que para a directora geral “é normal”, dado que se trata de uma nova ligação. Heike Birlenbach avança que por agora um terço dos passageiros a viajarem nesta rota vêm do mercado português, enquanto que os restantes dois terços parte de Itália. “Também tem a ver com os horários e com o tipo de negócio se pode captar”, explica defendendo que “há mais potencial de Lisboa para Milão, mas irá demorar algum tempo até que o mercado português aprenda mais sobre a Lufhansa Italia”. Os esforços promocionais tiveram mais incidência em Milão, dado que pela primeira vez uma companhia europeia criou uma empresa de raiz no estrangeiro.

Os voos directos entre as duas cidades começaram no domingo. Desde então a Lufthansa voa diariamente, com saída de Milão às 10h30 (chegada às 12h20) e de Lisboa às 13h00 (chegada às 16h40), horário que favorece os negócios de italianos em Portugal, mas que se mostra menos apelativo no sentido inverso. Heike Birlenbach adverte que as rotas estão em constante observação, numa tentativa de responder às exigências e necessidades do mercado. Mas por mais que seja do interesse da transportadora ter um voo mais cedo em Lisboa, é importante não esquecer que para isso o avião teria de passar a noite na Portela, o que implicaria aumentar a frota.

Futuro em observação

A companhia aérea voa entre Milão e Paris, Barcelona, Bruxelas, Bucareste, Madrid, Lisboa e Londres. As rotas estão lançadas e vão agora estar sob observação da Lufthansa Italia. “Temos de estar atentos às necessidades dos nossos passageiros”, antecipa a directora geral. “Há rotas em que acreditamos que faz mais sentido termos mais frequências mas depende do tipo de passageiros que temos”.

Certo é, que a lista de rotas já é um sinal das necessidades dos passageiros da região italiana. “Os destinos que temos à partida de Milão espelham as ligações dos passageiros italianos para a Europa”, defende a responsável, que se diz preparada para quando a Alitalia voltar a apostar no mercado. “Somos sempre pró-concorrência”, começa por dizer, salientando que importante é prestar um bom serviço e ter boas ofertas para que os passageiros possam decidir-se pela Lufthansa Italia. “Temos de mostrar aos clientes que fazemos a diferença para que ele se decida por nós”, explica.

Entrada no doméstico

Além dos voos directos para destinos europeus, a transportadora iniciou na quarta-feira ligações domésticas entre Milão-Malpensa e Roma (quatro voos diários), Nápoles (bi-diários) e Bari (diário), uma entrada classificada por Heike Birlenbach como “muito difícil”, até porque este era um mercado protegido. “Não podemos voar de Linate para Roma, não temos slots, o que joga contra nós, mas se tivermos uma boa oferta para os passageiros, então temos uma hipótese neste mercado”, defende.

“Mesmo como estrangeiros, estamos tão comprometidos com a região que queremos saber o que é importante para o mercado italiano”, acrescenta, salientando que “qualidade” é um dos aspectos a que os italianos dão muito valor, à qual a Lufthansa juntou a fiabilidade e no final combinou tudo com uma pitada da cultura italiana.

“A bordo do avião vários aspectos que mostram a realidade italiana, mas temos de ter cuidado para não sermos muito italianos, somos alemães, temos de ser autênticos”, remata Heike Birlenbach.

* A?jornalista viajou até Milão a convite da?Lufthansa Italia

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