Boeing revela tendências e antecipa produtos

Por a 13 de Março de 2007 as 6:30

“Há um mercado emergente em Portugal e nós queremos participar nesse crescimento”. Foi desta forma que Michael Tull, director de comunicação da Boeing para a Europa central e ocidental, deu início à conferência de imprensa da construtura americana.Drew Magill, director de marketing continuou o raciocino e deu início à apresentação das tendências de mercado da Boeing. Assim, números da construtora mostram que as frotas mundiais vão duplicar nos próximos 20 anos, sendo que é para aumentarem os pedidos dos aviões com um só corredor – usados pelas low cost, por exemplo – e para diminuir a procura dos aparelhos que levam entre 200 a 400 passageiros.

Daí que Drew Magill sublinhe o facto da Boeing não estar a planear fazer frente ao A380 da Airbus (com capacidade para cerca de 550 lugares). “Eles vêm o mercado como tendo espaço para esses aviões. Os nossos clientes dizem-nos que nos devemos concentrar nos aviões para 400 passageiros. Por isso é que nos estamos a concentrar no 747-8, que tem capacidade para 467 lugares”, explica o director de marketing.

Drew Magill revelou ainda que a empresa está a pensar em construir mais uma versão do 787, desta vez o 787-10. “Ainda não estabelecemos uma data para começar a produzir o 787-10. Antes de definirmos os atributos do produto, temos de nos sentar com os clientes, para depois ver até onde pode ir, o tamanho específico, mas vamos definir essas coisas mais tarde”, refere o responsável.

Outra das estrelas da empresa é o 787 Dreamliner, cujo o voo inaugural será algures no Verão deste ano. “A primeira companhia aérea e recebê-lo será a All Nipon Airways, em Março de 2008″, conta Magill, referindo ainda que a transportadora japonesa tem 50 aviões encomendados”.

“Temos 464 pedidos, o que é um recorde de pedidos antes do primeiro voo”, conta o director de marketing. “O que é interessante é que há muitos pedido de companhias aéreas europeias e asiáticas. O que não se vê são muitos pedidos de companhias aéreas norte-americanas”.

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