Consolidação nas reservas, informação e voos

Por a 11 de Dezembro de 2006 as 6:30

Em sete de Dezembro um dos temas fortes da actualidade turística internacional foi o das fusões.
Os accionistas dos Global Distribution Systems Galileo e Worldspan aprovaram o projecto de fusão apresentado pelos respectivos administradores. Neste caso, o Galileo está integrado no Travelport (ex-grupo Cendant) e o Worldspan (herdeiro do CRS Pars fundado nos EUA pela TWA na década de 80) continuava independente. Os protagonistas nesta área passam a ser Galileo-Worldspan, Amadeus e Sabre.

Se as autoridades reguladoras dos EUA e União Europeia aprovarem a fusão, as duas marcas de distribuição e reservas de passagens aéreas e outros produtos/serviços de viagens e lazer passam a “alimentar” 750 fornecedores (transportadoras, cadeias hoteleiras, cruzeiros, operadores turísticos, etc.) e 63 mil agências de viagens.
Outra notícia é a da BackAviation.com que adquiriu o grupo AOG Holdings – o mais antigo e consagrado guia mundial (agora online mas mantendo ainda uma forte carteira de títulos impressos) de informação sobre voos e rotas de passageiros e carga áerea. A BackAviation.com opera uma base de dados com produtos e informações essenciais para as operadoras aéreas. É um empresa do grupo Commonwealth/United Business Media – especializado na conversão de informação impressa em electrónica, para as áreas da informação económica em geral.

A terceira notícia diz respeito à reunião de mais de uma dezena de transportadoras aéreas, marcada para 30 e 31 de Janeiro em Barcelona, com o objectivo de debaterem a gestão mais adequada dos dados indispensáveis à melhoria do planeamento de rotas, finanças, custos, preços, vendas e marketing. Um bom sinal de entendimento numa altura que os custos sobem e as tarifas baixam.

O encontro é organizado pela Enterprise Data Management for the Airline Industry. As empresas participantes são a Air France/KLM, Air Malta, Avianca, Continental, Delta, Gulf Air, Iberia, Jet Air, Jet Blue, Kingfisher, Korean Air, Lufthansa, Midwest Airlines e Ryanair.
Paralelamente, foi noticiada a pressão junto dos congressistas americanos para abreviarem o processo de aprovação da OPA lançada, há algumas semanas, pelo grupo da US Airways à Delta Airlines. Em causa a recusa dos administradores da Delta em aconselhar os accionistas a vender, para poderem sair da situação de pré-falência (ao abrigo do capítulo 11 da Lei da Livre Concorrência dos EUA) e para evitar a posição política adoptada em 2001 pelos congressistas face à tentativa da US Airways em adquirir a United Airlines. Os políticos preocupam-se sempre muito com a redução das opções de voos, tarifas e horários em processos de consolidação. Preferem ver algumas destas gigantescas empresas falir (com o resultante desemprego de dezenas de milhar de trabalhadores) do que unir-se com outras mais fortes e aptas.

A Delta contrapõe que vai avançar ainda em Dezembro com um plano próprio de recuperação financeira e operacional. Mas continua, em todo o mundo, a febre positiva da consolidação de empresas aéreas e outras ligadas ao turismo. Tal como tem chegado a Portugal entre operadores turísticos e, agora, entre a TAP e a Portugália, depois da recente venda da White à Omni pela TAP. Sem esquecer que em breve teremos a privatização da TAP.

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