Aeroporto de Lisboa vai receber 16 milhões de passageiros

Por a 29 de Novembro de 2006 as 6:30

Até 2010 o aeroporto de Lisboa aumentará a sua capacidade para receber 16 milhões de passageiros por ano. Este foi o resultado da apresentação do plano de expansão do aeroporto de Lisboa, realizada ontem em Figo Maduro e que contou com a presença do secretário de Estado adjunto das obras públicas e comunicações, Paulo Campos. O ministro das obras públicas, transporte e comunicações Mário Lino encerrou a sessão.

As obras que agora têm início prolongam-se por quatro anos e visam manter o aeroporto da Portela em bom ritmo de funcionamento até que o aeroporto da Ota esteja pronto, o que só acontecerá em 2017.

Para já, o objectivo das obras, orçadas em 380 milhões de euros pretendem aumentar a capacidade da pista, de 36 para 40 movimentos por hora, e aumentar o número de pessoas transportadas por hora, das actuais 3200 para 4320.

As actuais 26 portas de embarque vão sofrer igualmente um upgrade para 47, bem como as mangas que passarão a ser 20 (actualmente são 7). O transporte de carga vai beneficiar igualmente de um incremento substancial com a ampliação do aeroporto. Das actuais 80 mil toneladas ano estima-se que venha a passar para 100 a 150 mil.

Durante o seu discurso Mário Lino enfatizou a melhora da qualidade de serviço que este investimento vai trazer e avisou que o novo terminal não será um terminal low cost. Em tom inflamado, o ministro referiu a morosidade do aeroporto da Ota. “Foi uma irresponsabilidade não ter sido já construído o aeroporto da Ota”, acrescentando que se tal tivesse acontecido não se estariam agora a fazer investimentos na Portela.

Francisco Severino, presidente do aeroporto de Lisboa, destacou que mesmo sem as obras, este espaço já é o maior hub europeu para o Brasil e tornou Lisboa competitiva para destinos como Caracas e África.

No seu discurso o secretário de Estado Paulo Campos aproveitou o momento para anunciar igualmente que para 2007 irão haver novas ligações, nomeadamente “novas ligações da Finair para Helsínquia, da Thomsonfly para Manchester, e da BMIbaby para Birmingham”, disse.

No final da sessão, Luís Patrão, presidente do Turismo de Portugal, ip estava visivelmente satisfeito. Ao Publituris.pt afirmou que “a única forma de manter a competitividade no aeroporto é ir fazendo com que ele se ajuste à procura. Como a procura tem estado a aumentar, como aqui ouvimos, a nove por cento ao ano, é preciso que se prepare para receber as pessoas.”

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