“Com o novo aeroporto, poderemos transportar 50 milhões de passageiros por ano”

Por a 15 de Fevereiro de 2017 as 18:00
Montijo

“Até Novembro de 2017, serão completados os estudos ambientais já iniciados. Na primeira metade de 2018, serão concluídas a avaliação ambiental e a negociação contratual com a ANA. Durante o ano de 2018, serão desenvolvidos os projectos de detalhe, para que, caso o Governo aprove a proposta final do concessionário, a construção do aeroporto no Montijo possa iniciar-se em 2019 e terminar em 2021”.

Em resumo, a assinatura do Memorando de Entendimento entre o Estado e a ANA para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa contratualiza os passos acima mencionados por Pedro Marques, ministro do Planeamento e das Infra-estruturas.

O governante falou ainda sobre a coexistência das duas plataformas aeroportuárias, dizendo que se “trata de uma solução sólida no que respeita à operação paralela dos dois aeroportos”. O ministro referiu-se também aos estudos entretanto realizados, que apontam para “uma duplicação da capacidade actual de transporte aéreo na Região de Lisboa, que passará a movimentar 72 aviões por hora, e podendo transportar 50 milhões de passageiros por ano.

O ministro do Planeamento e das Infra-estruturas criticou ainda os sucessivos adiamentos para uma decisão sobre esta matéria, lembrando que “é demasiado grave que se tenham anulado várias decisões, atingindo-se, assim, o limite de capacidade do Aeroporto Humberto Delgado sem que fosse criada uma solução que permitisse prosseguir o desenvolvimento do transporte aéreo e estrangulando o crescimento económico, o desenvolvimento do turismo, das empresas e a mobilidade dos cidadãos”. “Em 2016, atingiu-se os 22 milhões de passageiros, seis ou sete anos antes do previsto e após um período de forte crescimento, sendo que o primeiro mês de Janeiro evidencia um crescimento homólogo acima dos 20%”, adiantou.

A finalizar a sua intervenção, revelou que o novo Aeroporto no Montijo poderá “gerar a longo prazo cerca de 20 mil novos postos de trabalho, directos e indirectos, apenas no sector aeroportuário, além das dezenas de milhares de empregos que resultarão do crescimento da actividade económica e do Turismo em particular”.

António Costa: “Para crescer, são necessárias infra-estruturas”

“Já estudámos o que tínhamos a estudar, importa agora decidir o que temos de decidir”. A declaração, enérgica, foi da autoria do primeiro-ministro António Costa, na cerimónia de assinatura do Memorando.

Um discurso onde elogiou os “bons indicadores económicos e financeiros do país”, enaltecendo o “enorme contributo que o Turismo deu para aqueles fenómenos”. Ainda sobre o sector turístico, o chefe de Governo lembrou que “para continuar a crescer são necessárias infra-estruturas que acompanhem essa tendência, pelo cabe a todas as entidades envolvidas encontrarem agora a melhor solução e ferramentas para que a região metropolitana de Lisboa possa usufruir de um aeroporto que complemente o actual”.

Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo Português (CTP), disse tratar-se de “um dia marcante para o Turismo português”, fazendo referência à assinatura do Memorando. Para o responsável máximo da CTP, “a expansão aeroportuária é um imperativo nacional” e que “logo após a assinatura, deverá ser trabalhada ao máximo”.

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